M75.1 — Síndrome do manguito rotador

  • lesão do manguito rotador
  • tendinopatia do manguito rotador
  • impacto subacromial

O código CID M75.1 designa a síndrome do manguito rotador, um conjunto de alterações dos tendões e estruturas subacromiais do ombro que provoca dor e limitação de movimento. Aparece quando há tendinopatia, ruptura parcial ou atrito subacromial que comprometem a função dos músculos que estabilizam a cabeça do úmero. O diagnóstico corresponde a um quadro clínico compatível com exames de imagem ou testes funcionais que sustentem a origem do sintoma no manguito rotador. Não inclui outras causas de dor no ombro como artrite glenoumeral primária (outros códigos) nem bursites isoladas sem envolvimento tendíneo quando codificadas separadamente (por exemplo M75.5). Este código orienta registro de morbidade e procedimentos relacionados ao ombro afetado.


Em palavras simples

Receber o registro CID M75.1 significa que a dor e a dificuldade do seu ombro foram atribuídas ao manguito rotador, um conjunto de tendões que estabiliza o ombro. Em linguagem simples, é uma lesão ou desgaste dos tendões e das estruturas que passam por baixo do osso do ombro, que provoca atrito, inflamação e perda de força.

Você provavelmente sente dor no lado ou no topo do ombro, que costuma piorar ao levantar o braço acima da cabeça, ao alcançar prateleiras altas ou ao vestir-se. A dor pode incomodar à noite, especialmente se você acostuma dormir sobre o braço afetado, e pode haver sensação de fraqueza ao subir escadas carregando peso ou ao segurar objetos longe do corpo.

Na maioria dos casos não é uma condição contagiosa e nem automaticamente uma emergência. O tempo de recuperação varia: muitos melhoram semanas a meses com fisioterapia e ajustes nas atividades; algumas pessoas com ruptura mais extensa podem precisar de cirurgia e período mais longo de reabilitação. O médico avaliará o caso e, se necessário, pedirá exames para definir a melhor abordagem.

O caminho usual inclui avaliação clínica, possivelmente radiografia e ultrassonografia; se houver dúvida ou suspeita de ruptura grande, pode ser solicitada ressonância magnética. O acompanhamento costuma ser ambulatorial com retorno para reavaliação; o profissional também orienta sobre afastamento do trabalho quando a atividade for incompatível com a limitação funcional.

Em casa, observe se a dor melhora ou piora com repouso e movimentos, se há perda progressiva de força ou incapacidade para tarefas básicas como pentear o cabelo, vestir uma blusa ou levantar um objeto leve. Procure ajuda mais cedo se a dor aumentar muito, se o braço perder movimento importante, ou se houver dor súbita e intensa após trauma. Leve sempre os exames e relatórios às consultas para facilitar a avaliação e possíveis encaminhamentos.

Quando usar este código

Usa-se M75.1 quando a dor e a disfunção do ombro são atribuídas ao manguito rotador com confirmação clínica e apoio por exame de imagem ou avaliação funcional. Ideal para episódios agudos por lesão ou processos crônicos de sobrecarga que cursam com tendinopatia, ruptura parcial ou impacto subacromial.

Não se aplica quando a queixa é exclusivamente de bursite documentada sem acometimento tendíneo (M75.5), quando a lesão do ombro é inespecífica sem sinais locais do manguito (M75.9) ou quando há outra patologia primária do ombro descrita em códigos irmãos.

Não confunda com

M75.5 (Bursite do ombro): separa-se por predomínio de inflamação serosa da bursa subacromial com pain provoked mainly by passive compression and localized swelling; M75.1 exige alteração tendínea ou impacto subacromial comprovado por exame clínico or imaging supporting rotator cuff involvement.

M75.8 (Outras lesões do ombro): usado para lesões específicas que não são do manguito rotador, como lesão capsular isolada or deformities; M75.1 requer sinais e testes direcionados ao manguito rotador (impingement signs, weakness of cuff muscles) or imaging finding in rotator cuff.

M75.9 : reservado para relatos vagos sem diagnóstico focal; M75.1 applies when clinical pattern and investigations point to rotator cuff pathology.

O que é

Síndrome do manguito rotador é um termo que engloba alterações dos tendões do supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor e das estruturas subacromiais que causam dor e perda funcional do ombro. Frequentemente envolve tendinopatia por sobrecarga, impacto entre o acrômio e a cabeça do úmero, ou ruptura parcial/total dos tendões, com inflamação associada da bursa subacromial.

Manifesta-se tipicamente por dor no aspecto lateral e superior do ombro, agravada por elevações do braço acima da cabeça, dificuldade para dormir sobre o lado afetado e perda de força para atividades rotineiras. Afeta adultos de meia-idade e idosos, trabalhadores com movimentos repetitivos do ombro e atletas que realizam arremessos ou levantamento acima da cabeça.

Sintomas

Principais sintomas: dor lateral/superior do ombro irradiando para o braço proximal, limitação da elevação e rotação externa do ombro, fraqueza para abdução e dor noturna que prejudica o sono. Sintomas iniciais costumam ser dor ao levantar o braço e desconforto ao alcançar objetos elevados. Indicam agravamento dor intensa e persistente, perda marcada de força, bloqueio articular, ou piora progressiva da limitação funcional sugerindo ruptura mais extensa ou lesão estrutural significativa.

Causas

Mecanismos incluem sobrecarga crônica e microlesões dos tendões do manguito rotador por movimentos repetitivos acima do nível do ombro, alterações degenerativas relacionadas à idade que enfraquecem o tendão, impacto subacromial devido a morfologia do acrômio, e traumas agudos que causam ruptura parcial ou total. No contexto brasileiro, causas ocupacionais por esforço repetitivo e atividades esportivas de lançamento são frequentes.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia-se em história clínica compatível e exame físico dirigido, com testes de impingement e avaliação de força dos músculos do manguito rotador. A confirmação deste código exige correlação com exames de imagem quando há dúvida, agravamento, ou planejamento terapêutico: radiografia para alterações ósseas e projeções de acromio, ultrassonografia dinâmica para avaliar tendões e bursa e ressonância magnética para ruptura e extensão da lesão. Registro clínico deve documentar localização da dor, testes positivos específicos e eventuais achados por imagem que sustentem a origem rotadora da queixa.

Como costuma ser tratado

O tratamento é conservador na maioria dos casos: medidas de controle da dor, fisioterapia dirigida à restauração da mobilidade e fortalecimento do manguito rotador, adaptações ergonômicas e modificação de atividades que provocam sobrecarga. Corticóide injetável subacromial pode ser considerado em episódios persistentes para alívio sintomático, e cirurgia é avaliada quando há ruptura significativa, falha do tratamento conservador ou perda funcional importante.

Classes de medicamentos

Classes de medicamentos usadas para controle sintomático incluem analgésicos simples, anti-inflamatórios não esteroidais para alívio da dor e inflamação, e agentes para dor neuropática em casos selecionados. Infiltração com corticosteroide local é uma alternativa para reduzir inflamação subacromial em quadros persistentes, sempre registrada e indicada por profissional. Antiinflamatórios tópicos e adjuvantes analgésicos podem compor o manejo clínico.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica quando a dor não melhora com medidas simples, ocorre perda progressiva de força, incapacidade de executar atividades rotineiras, ou há sinais de agravamento como dor intensa noturna que não cede, bloqueio articular ou sintomas após trauma. Buscar atendimento urgente se houver suspeita de lesão aguda grave após queda com deformidade ou imobilidade do ombro.

Uso em atestado

Atestados por episódio de M75.1 devem descrever incapacidade funcional específica, duração estimada do afastamento e justificativa clínica baseada em limitação de movimento ou dor que prejudica tarefas. A emissão de atestado e indicação de afastamento dependem de avaliação individualizada, da atividade laboral e da reavaliação periódica.

Perguntas frequentes sobre M75.1

O que significa exatamente receber o CID M75.1?

Significa que a fonte da dor no seu ombro foi atribuída ao manguito rotador, ou seja, aos tendões e estruturas que estabilizam o ombro. O diagnóstico orienta exames e reabilitação específicos.

Isso é contagioso ou uma doença grave?

Não é contagioso. A gravidade varia: muitos casos melhoram com tratamento conservador; alguns com ruptura importante podem precisar de cirurgia.

Vou precisar de exames? Quais são os mais comuns?

O médico pode pedir radiografia para avaliar ossos e ultrassonografia para visualizar tendões; ressonância magnética é reservada para confirmar rupturas extensas ou planejamento cirúrgico.

Posso trabalhar normalmente com esse diagnóstico?

Depende das tarefas; atividades que exigem elevação repetida ou carga sobre o ombro podem requerer adaptação ou afastamento temporário, avaliado caso a caso.

Como se diferencia de uma bursite do ombro?

A bursite isolada (M75.5) refere-se à inflamação da bursa sem comprometimento tendíneo primário; M75.1 implica alteração tendínea ou impacto subacromial comprovado clinica ou por imagem.

Quanto tempo dura o tratamento antes de considerar cirurgia?

Em geral, avalia-se evolução após tentativa organizada de tratamento conservador; a decisão por cirurgia depende de resposta clínica, extensão da lesão e impacto funcional, conforme avaliação médica.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (4)
  • A tolerância à dor e a limitação funcional podem justificar afastamento laboral temporário por perícia?
  • Que documentação e laudos são essenciais para reconhecer nexo ocupacional em hipótese de doença profissional?
  • Como a extensão da ruptura do manguito rotador influencia a indenização por incapacidade permanente?
  • Qual a diferença documental entre atestado por tratamento ambulatorial e laudo pericial para benefício previdenciário?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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