M76.1 — Tendinite do psoas

  • tendinopatia do psoas
  • tendinite ilíaco‑psoas

O CID M76.1 designa inflamação ou sobrecarga do tendão do músculo psoas (tendinite do psoas), que se manifesta tipicamente como dor na região inguinal e anterior do quadril que piora ao levantar a perna ou ao flexionar o quadril. Aparece em atividades repetitivas com flexão do quadril, em atletas e em adultos com sobrecarga ocupacional; também pode ocorrer após trauma ou mudança súbita de atividade. Não inclui dor lombar inespecífica, artropatias do quadril nem bursites localizadas em outros pontos. O código refere‑se ao quadro específico do tendão do psoas, esclarecendo que outras entesopatias dos membros inferiores usam códigos irmãos em M76.*. A confirmação baseia‑se na correlação clínica e, quando necessária, em exames de imagem direcionados. Sinais de agravamento são dor progressiva à marcha, limitação funcional e sinais inflamatórios persistentes que não respondem a medidas conservadoras.


Em palavras simples

Este código, CID M76.1, indica inflamação ou sobrecarga do tendão do músculo psoas, o tendão que passa pela frente do quadril e auxilia a levantar a perna. Não é uma infecção nem uma artrose do quadril; trata‑se de um problema do tendão associado a uso repetitivo ou esforço do músculo que flexiona o quadril.

Provavelmente você sente dor na virilha ou na parte da frente do quadril, que pode aumentar ao levantar a perna, subir escadas, ao sair de um carro ou ao se inclinar para frente. A dor costuma ser localizada, às vezes com sensibilidade ao toque profundo na região, e pode limitar atividades que exijam levantar a perna ou correr.

Na maioria dos casos não é algo contagioso nem uma emergência. A duração varia: quadros agudos podem melhorar em semanas com repouso relativo e fisioterapia; quadros por sobrecarga crônica podem levar mais tempo, às vezes meses, até recuperação plena. Ruptura completa do tendão é incomum e geralmente apresenta queda súbita de função.

O passo seguinte costuma ser uma avaliação clínica detalhada, possivelmente complementada por ultrassom ou ressonância magnética para confirmar a tendinopatia e excluir outras causas de dor no quadril. O tratamento inicial é conservador, com adaptação das atividades e fisioterapia; retornos são feitos para acompanhar melhora e ajustar o plano de reabilitação. Em geral, o acompanhamento é ambulatorial.

Em casa, observar se a dor melhora com redução das atividades que a provocam e se há progressiva recuperação da movimentação. Procure ajuda se a dor piorar muito, surgir inchaço intenso, vermelhidão, febre ou perda marcada de força ao mover a perna, pois esses sinais exigem avaliação imediata.

Quando usar este código

Usa‑se este código quando há quadro clínico compatível com tendinite do tendão do psoas: dor localizada anterior/inguinal ao nível do quadril, piora aos movimentos de flexão do quadril e exames que sustentem inflamação ou tendinopatia do psoas. Não se emprega quando a dor provém primariamente da articulação coxofemoral, da coluna lombar ou de bursite em local distinto.

Não confunda com

M76.5 (Tendinite patelar) — distingue‑se quando a dor está em região patelar e relacionada à extensão do joelho; M76.1 envolve dor inguinal e movimento de flexão do quadril, não dor anterior do joelho. M76.3 (Síndrome da faixa iliotibial) — separa‑se pela lateralidade da dor na face lateral do joelho e tensão na banda iliotibial; M76.1 tem dor anterior/inguinal e tensão do flexor do quadril. M16 (Osteoartrite do quadril) — a artrose costuma causar dor profunda, rigidez matinal e sinais radiográficos típicos na articulação coxofemoral; tendinite do psoas apresenta dor de tendão exacerbada pela contração muscular e sem alterações articulares degenerativas predominantes.

O que é

Tendinite do psoas é a inflamação ou degeneração do tendão do músculo psoas, que passa pela frente do quadril e contribui para a flexão da coxa sobre o tronco. Clinicamente manifesta‑se por dor localizada na região inguinal ou anterior do quadril, que costuma aumentar ao levantar a perna, subir escadas ou ao flexionar o tronco contra resistência.

O quadro é mais frequente em atletas que realizam movimentos repetidos de flexão do quadril (corredores, ciclistas), em trabalhadores com esforço repetitivo e em pessoas que aumentaram recentemente a intensidade de exercícios. Pode ocorrer também após trauma direto ou por sobrecarga crônica com microlesões tendíneas.

Sintomas

Principais: dor localizada na região inguinal/anterior do quadril, piora ao flexionar o quadril ativamente ou contra resistência, sensibilidade ao toque profundo na área do tendão e limitação para atividades que exijam levantar a perna. Sinais precoces incluem desconforto ao sentar‑se por muito tempo e dor ao levantar do carro ou cadeira.

Indícios de agravamento: dor noturna persistente, redução progressiva da amplitude de movimento, claudicação (mancar) por dor e presença de edema ou calor local que sugiram componente inflamatório intenso ou complicação.

Causas

Mecanismos: sobrecarga mecânica repetitiva conduz a microlesões do tendão, seguida de processo inflamatório e alterações degenerativas se não houver recuperação adequada. Alterações na biomecânica (encurtamento muscular, desequilíbrios de força entre agonistas e antagonistas) e aumento abrupto de carga de treinamento são desencadeantes frequentes.

No Brasil, a causa mais comum na prática é a sobrecarga esportiva ou ocupacional, especialmente em atividades com flexões repetidas do quadril; traumas diretos ou alterações anatômicas locais podem contribuir.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia‑se na história e no exame físico focado no tendão do psoas: dor inguinal reproduzida por flexão do quadril contra resistência e sensibilidade profunda na região. A confirmação deste código exige correlação clínica clara; exames de imagem complementares são usados para excluir outras causas e documentar tendinopatia.

Ultrassonografia dinâmica e ressonância magnética podem demonstrar espessamento tendíneo, sinais de tendinopatia ou ruptura parcial, e ajudam a diferenciar de patologias intraarticulares ou bursais.

Como costuma ser tratado

O manejo é majoritariamente conservador e ambulatorial, centrado em reduzir a sobrecarga do tendão, controlar a dor e recuperar a função muscular. Programas de reabilitação com exercícios específicos, modificação de atividades e técnicas de fisioterapia são pilares do tratamento. Em casos selecionados, intervenções guiadas por imagem ou avaliações por especialistas em medicina esportiva podem ser consideradas quando a resposta inicial for insuficiente.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas comumente empregadas para controle sintomático incluem analgésicos e anti‑inflamatórios utilizados com objetivo de reduzir dor e inflamação aguda; os anti‑inflamatórios tópicos ou sistêmicos são recursos frequentes, assim como agentes adjuvantes para controle da dor em casos persistentes, sempre considerando contraindicações e acompanhamento clínico.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação profissional se a dor impedir marcha, trabalho ou atividades diárias, se houver piora progressiva apesar de medidas iniciais, sinais de infecção local (vermelhidão, calor, febre) ou perda súbita de força no membro. Atendimento é indicado também quando exames ou reabilitação inicial não trazem melhora dentro do período esperado, para reavaliação diagnóstica.

Uso em atestado

Atestado médico deve descrever função afetada, limitações específicas e período estimado de restrição funcional com justificativa clínica, sem declarar prognósticos definitivos. Para perícia trabalhista ou previdenciária, documentar exames que sustentem tendinopatia do psoas e evolução clínica.

Perguntas frequentes sobre M76.1

Este CID significa que há ruptura do tendão do psoas?

Não necessariamente; M76.1 descreve tendinite ou tendinopatia do psoas. A ruptura parcial ou completa é um achado específico que deve ser documentado por exame de imagem.

Preciso de atestado para trabalho ao receber este código?

O atestado depende das limitações funcionais documentadas pelo profissional; o CID integra a justificativa clínica, mas a duração do afastamento varia conforme função e gravidade.

O CID M76.1 é contagioso para familiares?

Não. Trata‑se de uma condição mecânica/inflamatória relacionada ao tendão, não a doença transmissível.

Que exames costumam ser pedidos para confirmar o diagnóstico?

Ultrassom musculoesquelético e ressonância magnética são os exames que mais ajudam a documentar alterações do tendão e excluir outras causas de dor no quadril.

Como diferenciar tendinite do psoas de artrose do quadril (M16)?

Tendinite do psoas provoca dor mais localizada à frente/virilha e piora com flexão ativa do quadril; artrose causa dor profunda, rigidez e achados articulares em imagem que caracterizam degeneração.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há sinais de lesão parcial ou completa do tendão no exame por imagem?
  • Qual foi a duração e a intensidade da exposição mecânica ou esportiva que precedeu os sintomas?
  • Há achados de patologia intraarticular do quadril que expliquem a dor e mudariam o código?
  • Qual foi a resposta às medidas conservadoras iniciais e em quanto tempo reavaliar para considerar outras intervenções?
  • Existe impingement ou anormalidade estrutural que justifique investigação por ortopedia esportiva?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual o período provável de incapacidade laborativa justificável por laudos em tendinite do psoas?
  • Em perícia, que documentos e exames suportam o nexo ocupacional para M76.1?
  • Como diferenciar, para fins de benefício, agravamento por trabalho de condição pré‑existente versus novo evento?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige autorização prévia para exames de imagem como ressonância magnética do quadril neste contexto?
  • A fisioterapia prescrita para reabilitação do psoas necessita de procedimento e autorização específicos na guia?
  • Quais critérios a operadora usa para considerar tratamento intervencionista quando a fisioterapia não resolve?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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