M76.7 — Tendinite do perôneo
- tendinopatia do perônio
- tendinite peroneal
- tendinite dos músculos peroneais
Em palavras simples
O código CID M76.7 significa que a dor que você sente vem dos tendões peroneais, que ficam na lateral da perna e do tornozelo. Esses tendões ajudam a estabilizar o pé e podem ficar inflamados ou lesionados por excesso de uso, por uma torção do tornozelo ou por movimentação repetitiva. O médico atribuiu esse código quando a sua dor e o exame físico indicaram problema especificamente nessa estrutura.
Você provavelmente percebe dor na parte externa do tornozelo que aumenta ao caminhar, correr, virar o pé para dentro ou ao tocar a região. Pode haver inchaço discreto, sensibilidade ao apertar o trajeto do tendão e, às vezes, uma sensação de estalo quando o tendão se desloca. No início a dor costuma aparecer só nas atividades; se piorar pode passar a incomodar em repouso e limitar o apoio do pé.
Na maior parte dos casos não é uma doença contagiosa nem uma condição que se agrave de forma inesperada, mas pode demorar semanas a meses para melhorar, especialmente se houver atividades repetitivas que mantêm a sobrecarga. O quadro pode ser agudo após uma entorse ou evoluir lentamente por microlesões acumuladas. Geralmente o tratamento é ambulatorial e envolve redução da carga, exercícios de reabilitação e acompanhamento; exames por imagem podem ser solicitados se houver dúvida ou suspeita de lesão mais séria.
O que costuma acontecer a seguir é: avaliação clínica detalhada, possível ultrassonografia ou ressonância para clarificar extensão da lesão, e retorno para acompanhar a resposta ao tratamento. Dependendo do trabalho, pode haver necessidade de adaptação de tarefas ou afastamento temporário, documentado em atestado. O tempo de reavaliação normalmente é definido pelo profissional que acompanha o caso.
Em casa, observe se a dor piora muito, se o inchaço aumenta de modo rápido, se aparece vermelhidão ou febre, ou se você perde a habilidade de apoiar o pé — nesses casos procure atendimento. Para a rotina, evitar atividades que reproduzam a dor e seguir as orientações de reabilitação e retorno gradual às atividades costuma ser o caminho para recuperação. Guarde relatórios e exames, pois ajudam a orientar o cuidado e as decisões sobre trabalho ou atividades esportivas.
O que este código significa?
O CID M76.7 designa inflamação ou lesão por sobrecarga nos tendões peróneos, localizados na face lateral da perna e tornozelo. Aparece tipicamente como dor e sensibilidade ao longo do trajeto dos tendões peroneais, frequentemente após atividade repetitiva, inversão do tornozelo ou uso de calçados inadequados. Não inclui outras entesopatias do membro inferior, bursites locais nem lesões intra-articulares do tornozelo, que têm códigos próprios. Este código cobre tanto formas agudas após entorse quanto quadros crônicos por sobrecarga. A confirmação baseia-se na correlação clínica com exame focal; exames de imagem complementares servem para excluir rupturas ou alterações estruturais maiores.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando a dor e a sensibilidade estão localizadas ao longo dos tendões peróneos e estão associadas a exame físico compatível, história de sobrecarga, entorse lateral ou ruído funcional do tendão. Não se usa para dor lateral sem achados locais claros, para lesão exclusivamente da fíbula ou para patologias do pé com origem articular ou neurológica.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
M76.3 (Síndrome da faixa iliotibial): separa-se pela localização; M76.3 compromete a face lateral do joelho proximal, enquanto M76.7 refere-se ao trajeto dos tendões peróneos na parte distal da perna e tornozelo. M76.6 (Tendinite aquileana): critério que diferencia é a topografia e os achados ao exame; M76.6 envolve o tendão de Aquiles posterior ao tornozelo, já M76.7 envolve tendões laterais. S93.4 (Entorse do tornozelo): entorse isolada pode causar dor lateral, mas S93.4 refere-se a lesão ligamentar aguda documentada; M76.7 aplica-se quando há predominância de dor e alteração funcional atribuível aos tendões peróneos, mesmo após entorse.
O que é?
Tendinite do perôneo é a inflamação ou degeneração dos tendões peroneais — peroneo longo e/ou peroneo curto — que passam pela face lateral do tornozelo e estabilizam o pé. Manifesta-se por dor localizada ao longo desses tendões, especialmente ao caminhar, correr, fazer inversão do tornozelo ou ao palpar a região; pode haver edema local discreto e sensação de estalido se o tendão se desloca.
O quadro ocorre tanto em atletas quanto em pessoas que sofreram entorse do tornozelo, e também em casos de sobrecarga por caminhar muito em superfícies irregulares ou uso de calçados inadequados. Em casos crônicos a dor tende a tornar-se mais difusa e resistente a repouso breve.
Quais sintomas aparecem?
Principais: dor lateral ao longo do perônio exacerbada por marcha, corrida ou inversão do pé; sensibilidade à palpação sobre os tendões; sensação de instabilidade ou estalido ao mover o tornozelo. Sinais precoces: dor apenas em esforço e sensibilidade localizada; agravamento indica dor persistente em repouso, limitação funcional acentuada, edema ou alteração do padrão de marcha. Dor noturna contínua, crepitação intensa ou perda clara de força sugerem complicações como lesão parcial ou ruptura.
O que causa?
Mecanismos incluem sobrecarga repetitiva dos tendões peroneais em esportes de corrida e salto, entorses laterais do tornozelo que traumatizam o envoltório tendíneo, fricção crônica por alteração biomecânica (pé cavus ou valgo), e uso prolongado de calçados inadequados. No Brasil, a causa mais comum na prática é entorse lateral do tornozelo mal recuperada seguida de atividades que reexigem o tornozelo sem adaptação. Degeneração tendinosa por microlesões acumuladas também é frequente em quadros crônicos.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico para registrar CID M76.7 apoia-se na correlação clínica: dor e sensibilidade sobre os tendões peroneais associadas à história compatível. Testes funcionais direcionados e exame físico focal sustentam o código; exames de imagem — ultrassonografia dinâmica para avaliar espessamento, tenossinovite ou lesão parcial, e ressonância magnética quando há suspeita de ruptura ou alteração profunda — são usados para confirmar ou excluir outras causas. Exames laboratoriais raramente são necessários, salvo suspeita de causa inflamatória sistêmica.
Como costuma ser tratado?
O manejo listado sob este código abrange medidas conservadoras e reabilitação ambulatorial: controle da carga funcional, terapias físicas para recuperar amplitude e força, técnicas destinadas a reduzir inflamação local e promover remodelação tendinosa. Em casos com lesão estrutural detectada, procedimentos complementares podem ser considerados, sempre com documentação que justifique mudança de conduta. O esquema padrão costuma ser prolongado em quadros crônicos, com retorno gradual às atividades monitorado por profissional.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes frequentemente empregadas para controle sintomático incluem analgésicos comuns, anti-inflamatórios não esteroidais para alívio temporário da dor e, quando indicado por profissional, medicações adjuvantes para manejo da dor crônica. Em presença de tenossinovite inflamatória documentada, outras classes anti-inflamatórias podem ser consideradas pelo clínico. A escolha deve ser individualizada e registrada no prontuário.
Quando procurar um médico?
Procurar avaliação imediata se houver dor súbita e intensa acompanhada de incapacidade de apoiar o pé, deformidade, aumento rápido de edema ou sinais de infecção local. Buscar retorno ambulatorial se a dor não melhorar com medidas iniciais, se houver limitação progressiva das atividades ou sensação de instabilidade persistente que prejudique caminhar e trabalhar.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Quanto ao pagamento e à perícia, até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia. A soma de atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias é considerada para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias é aplicada pelo perito com base no CID do atestado: é o código que o perito usa para decidir se episódios distintos têm a mesma causa prática, ou seja, o CID informado é o elemento técnico que permite agregar períodos emitidos em curto intervalo.
Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só deve constar com a anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório — e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.
Especificamente para M76.7 (tendinite do perôneo), o quadro pode corresponder tanto a um episódio agudo relacionado a entorse quanto a uma condição crônica por sobrecarga que tende a relapsar. Este código frequentemente representa situações que vão desde acompanhamento ambulatorial e registro do tratamento até episódios com limitação funcional que podem justificar afastamento, conforme avaliação clínica. Como tende a recidivar em exposições repetidas ou após novas entorses, a regra dos 60 dias costuma ser especialmente relevante para quem tem episódios sucessivos com o mesmo CID, pois permite ao perito avaliar se sucessivos atestados decorrem da mesma condição.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da prova de incapacidade funcional e do período indicado por perito; o CID sozinho não garante afastamento ou benefício. Em perícia, descrição clínica, exames e impacto funcional serão considerados para decisão sobre afastamento ou reabilitação.
Perguntas frequentes sobre M76.7
O que exatamente significa receber o CID M76.7 no meu laudo?
Significa que a avaliação clínica identificou inflamação ou lesão do tendão peroneal na lateral do tornozelo, relacionado à sobrecarga ou trauma localizado; descreve a origem da dor, não um diagnóstico geral como artrite.
Preciso me afastar do trabalho quando recebo esse código?
A necessidade de afastamento depende da função e do grau de limitação; o laudo e o atestado devem detalhar a incapacidade funcional para decisões de empregador ou perito.
O CID M76.7 é contagioso ou passa para outras pessoas?
Não; é uma lesão músculo-tendínea por sobrecarga ou trauma e não representa risco de contágio.
Quais exames são mais usados para confirmar o diagnóstico deste código?
Ultrassonografia dinâmica é frequentemente usada para visualizar o tendão e detectar espessamento ou tenossinovite; ressonância magnética é reservada quando há suspeita de ruptura ou necessidade de avaliação mais detalhada.
Qual a diferença entre este código e uma entorse do tornozelo com o mesmo local de dor?
A entorse (S93.4) refere-se a lesão ligamentar aguda documentada; M76.7 é aplicado quando os achados clínicos e de imagem indicam que a dor predominante é do tendão peroneal, mesmo que tenha havido entorse prévio.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Há evidência de rotura parcial do tendão peroneal em exame de imagem?
- Qual foi a relação temporal com entorse lateral ou aumento súbito de carga?
- Qual a evolução temporal da dor e resposta a intervenções conservadoras anteriores?
- Existe instabilidade do retináculo peroneal ou subluxação do tendão ao exame dinâmico?
- Que achados justificariam migrar o código para uma lesão aguda (S93.4) ou para ruptura tendínea?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Qual documentação clínica e de exames é necessária para pleitear afastamento por incapacidade temporária?
- Em perícia, que elementos diferenciam entorse ligamentar de tendinite do perôneo na validade do afastamento?
- Como a comprovação de incapacidade para funções específicas (por exemplo, trabalho em escadas) deve constar no laudo para fins trabalhistas?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais exames de imagem a operadora costuma exigir para autorizar procedimentos de imagem avançada relacionados ao CID M76.7?
- Há cobertura contratual para terapias de reabilitação prolongada ou modalidades específicas quando vinculadas a M76.7?
- Que documentação clínica adicional a operadora solicita para autorização de procedimento invasivo quando o CID informado é M76.7?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
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Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco M60-M79
- OMS — ICD-10, versão 2019 (M76.7)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.