M77.0 — Epicondilite medial

  • cotovelo de golfista
  • epicondilite interna
  • entesopatia do epicôndilo medial

O CID M77.0 designa a epicondilite medial, entesopatia que afeta o ponto de inserção dos tendões na face medial do cotovelo. Aparece tipicamente como dor localizada sobre o epicôndilo medial, agravada por movimentos de flexão e pronação do antebraço ou por preensão. Está associada a atividades repetitivas ou sobrecarga, tanto ocupacional quanto esportiva, e pode evoluir de episódios agudos para dor crônica. Não inclui epicondilite lateral (M77.1) nem outras causas de dor no cotovelo por artrite, neuropatia ou lesão intra-articular. O código descreve a localização e o processo entesopático, não especificando variantes por severidade ou tempo de evolução.


Em palavras simples

O código CID M77.0 significa que a dor no seu cotovelo tem origem na inserção dos tendões na parte interna do osso do braço, chamada epicôndilo medial. Em termos simples, é uma alteração na conexão entre tendão e osso por uso repetido ou sobrecarga, que as pessoas costumam chamar de “cotovelo de golfista”. O nome técnico descreve a localização e o tipo de problema, não uma infecção ou problema circulatório.

Você provavelmente sente dor localizada bem na parte interna do cotovelo, que aumenta quando segura objetos, faz movimentos de dobrar o punho ou gira o antebraço. Pode haver sensibilidade ao toque nesse ponto e redução da força ao segurar coisas. No começo a dor aparece em atividades específicas; se piorar, passa a incomodar nas tarefas diárias e ao dormir.

Na maioria dos casos não é uma condição com risco de “contágio” e não costuma ser grave a ponto de ameaçar a vida, mas pode limitar o trabalho e os esportes. O tempo de recuperação varia: muitos melhoram em semanas a meses com medidas que reduzem a sobrecarga e com exercícios guiados; alguns casos persistem por mais tempo se a atividade que provoca a lesão continuar.

O caminho habitual inclui avaliação médica, exame físico e, quando necessário, exames de imagem para documentar alterações e excluir outras causas. O profissional pode orientar adaptações nas atividades, fisioterapia e retorno orientado às tarefas. Em situações laborais, pode haver orientação sobre limitação de funções ou afastamento temporário, dependendo da gravidade e do tipo de trabalho.

Em casa, observe se a dor aumenta muito, se surge inchaço acentuado, calor local, ou se aparecem formigamento e fraqueza na mão — nesses casos procure atendimento. Se a dor for apenas ao fazer determinados movimentos, evitar ou modificar essas atividades e procurar orientação ajuda a reduzir o risco de cronificação. Guarde registros dos sintomas e das limitações para apresentar ao médico ou à perícia, caso necessário.

Quando usar este código

Usa-se M77.0 quando a queixa principal, exame físico e história indicam entesopatia do epicôndilo medial do cotovelo, sem evidência de lesão lateral, artrite sistêmica ou neuropatia compressiva predominante. O diagnóstico costuma ser clínico, sustentado por dor focal à palpação do epicôndilo medial e por testes que reproduzem a dor com resistência à flexão do punho ou com preensão. Quando há imagem ou exame complementar, estes servem para documentar extensão ou excluir outras causas, mas não mudam o código se a origem primária for entesopática medial.

Não confunda com

M77.1 (Epicondilite lateral): diferenciada por dor focal no epicôndilo lateral e por agravamento com extensão do punho e supinação; M77.0 tem dor medial e piora com flexão/pronação. M65.4 (Tenossinovite do punho): envolve dor e crepitação ao mover os tendões do punho e costuma localizar-se no punho, não no cotovelo; exame focal no epicôndilo medial favorece M77.0. G56.0 (Compressão do nervo ulnar no cotovelo): pode causar dor medial e parestesias na mão, mas predomina sinal neurológico (alteração sensitiva/motora e testes de condução) em vez de dor puramente à palpação do epicôndilo medial. M79.6 (Dor localizada): é um rótulo inespecífico; M77.0 exige sinais de entesopatia no epicôndilo medial, não apenas relato genérico de dor.

O que é

Epicondilite medial é a inflamação ou degeneração da inserção dos tendões na porção medial do epicôndilo do úmero, correspondendo a sobrecarga das estruturas responsáveis pela flexão e pronação do antebraço. O quadro manifesta-se por dor localizada, sensibilidade ao toque e desconforto ao repetir movimentos de preensão, flexão do punho e rotação do antebraço.

Afeta com mais frequência pessoas que realizam movimentos repetitivos com o braço e mão — trabalhadores manuais, operadores de ferramentas, jogadores de golfe e outros esportistas — e pode variar de episódios autolimitados a persistência por meses se a sobrecarga continuar.

Sintomas

Principais sintomas: dor focal sobre o epicôndilo medial do cotovelo, sensibilidade à palpação, dor ao apertar objetos ou realizar flexão resistida do punho e ao rodar o antebraço. Sintomas que aparecem cedo incluem desconforto ao carregar sacolas leves e dor noturna ocasional. Sinais de agravamento são dor intensa com atividades diárias, limitação marcada da preensão e persistência além de semanas a meses, com possível diminuição da força de preensão. Sintomas sugestivos de outra condição incluem parestesias nas mãos ou fraqueza motora progressiva, que sugerem envolvimento neuropático.

Causas

Mecanismos envolvidos são sobrecarga por movimentos repetitivos e microlesões na entese (ponto de inserção tendínea no osso), seguida de resposta inflamatória e alterações degenerativas. No Brasil, as causas mais frequentes são atividades ocupacionais com movimentos repetitivos de preensão e uso de ferramentas, além de práticas esportivas com técnica inadequada. Fatores associados incluem excesso de uso sem descanso, alteração da biomecânica articular, idade e comorbidades que prejudicam a cicatrização tecidual.

Como é diagnosticado

O diagnóstico de M77.0 é essencialmente clínico: história de dor medial no cotovelo associada a fatores de sobrecarga e exame físico que mostra dor à palpação do epicôndilo medial e reprodução da dor com testes resistentes de flexão do punho ou pronação. Exames complementares servem para confirmar a entesopatia, avaliar gravidade ou excluir alternativas: radiografia pode mostrar esporão ou calcificação, ultrassonografia evidencia alterações tendíneas e ressonância magnética mostra sinais de degeneração/edema. A escolha dos exames depende do caso e não altera a indicação do código quando a origem é entesopática medial.

Como costuma ser tratado

O manejo habitual é conservador e ambulatorial, focado na redução da sobrecarga, reabilitação funcional e controle da dor; muitos casos melhoram com medidas físicas ao longo de semanas a meses. Em episódios persistentes, adesão à terapia física e ajustes de atividade são considerados; intervenções não cirúrgicas adicionais podem ser discutidas com o especialista. Procedimentos invasivos ou cirurgia não são a regra e dependem de persistência dos sintomas e confirmação de alterações estruturais.

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas usadas para controle sintomático incluem analgésicos simples e anti-inflamatórios não esteroides para alívio temporário da dor, além de medicações adjuvantes para manejo da dor crônica quando indicado pelo clínico. Em casos resistêntes, agentes usados localmente ou terapias específicas sob supervisão especializada podem ser considerados. A escolha de medicamento, duração e forma de administração dependem do quadro e do profissional assistente.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica se a dor impede atividades diárias, persiste apesar de repouso relativo por semanas, há perda de força de preensão ou surgem formigamento e fraqueza nas mãos. Busca pronta é indicada se houver dor muito intensa, sinais de inflamação aguda marcada com calor/vermiligem local ou suspeita de outra condição como neuropatia compressiva. Para casos crônicos sem melhora, encaminhamento para especialista em ortopedia ou medicina física é habitual.

Uso em atestado

Atestados médicos devem descrever a condição (epicondilite medial), data de início dos sintomas, limitações funcionais e necessidade eventual de afastamento ou adaptação de atividades, sem implicar automaticamente tempo definido de afastamento. Para perícia, documentar evidências clínicas, exames realizados e relação com atividade ocupacional quando relevante.

Perguntas frequentes sobre M77.0

O que significa receber o código CID M77.0 no meu atestado?

Significa que a dor no cotovelo foi classificada como epicondilite medial, uma entesopatia do epicôndilo medial; o atestado descreve a condição e as limitações relatadas pelo médico, servindo para justificar adaptações ou afastamento conforme avaliação profissional.

Epicondilite medial é contagiosa?

Não. Trata-se de uma lesão por sobrecarga dos tendões, não por agente infeccioso, portanto não há risco de transmissão para outras pessoas.

Que exames costumam ser pedidos após esse diagnóstico?

O diagnóstico é principalmente clínico; ultrassonografia ou ressonância podem ser solicitadas para documentar lesões tendíneas, calcificações ou excluir outras causas quando os sintomas são persistentes ou severos.

Posso trabalhar normalmente com epicondilite medial?

Depende da intensidade da dor e das exigências da sua função; muitas vezes são recomendadas adaptações de atividades, redução de carga repetitiva ou pausas, e o retorno pleno é avaliado conforme resposta ao tratamento.

Como diferenciar epicondilite medial de uma neuropatia do nervo ulnar?

A neuropatia do nervo ulnar costuma causar formigamento e alteração sensitiva/motora na mão, enquanto epicondilite medial apresenta dor focal no epicôndilo medial, principalmente ao reproduzir movimentos específicos; exames complementares podem esclarecer a diferença.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há relato de início gradual ou episódio traumático agudo que precedeu a dor?
  • Qual é a intensidade da perda de força de preensão comparada ao lado contralateral?
  • A dor é reproduzida por resistência à flexão do punho/pronação do antebraço e por palpação focal no epicôndilo medial?
  • Há sinais ou sintomas de comprometimento neural (parestesia, perda sensitiva) que indiquem investigação de nervo ulnar?
  • Quais exames de imagem foram feitos e quais alterações (espessamento tendíneo, calcificação, edema) foram documentadas?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Há documentação médica e pericial que relacione a epicondilite medial à atividade laboral repetitiva?
  • Em caso de afastamento, qual período foi atestado e como isso se reflete em direitos trabalhistas e estabilidade?
  • Que provas são necessárias para caracterizar nexo causal ocupacional e pleitear reconhecimento como doença profissional?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O procedimento diagnóstico ou terapêutico proposto para epicondilite medial exige autorização prévia da operadora?
  • Quais códigos de procedimento e indicação clínica a operadora exige para liberar exame de imagem avançado ou terapia intervencionista?
  • Há períodos de carência ou exclusões contratuais aplicáveis a tratamentos para entesopatias no contrato vigente?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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