M77.2 — Periartrite do punho
- periartrite peri‑articular do punho
- entese ou tendinopatia periarticular do punho
- síndrome periartrítica do punho
O CID M77.2 designa periartrite do punho, quadro inflamatório ou degenerativo das estruturas periarticulares do punho (tendões, bainhas tendíneas, tecido conjuntivo e bursas adjacentes) que provoca dor, sensibilidade e redução da mobilidade. Aparece tanto após uso repetitivo e sobrecarga quanto por processos degenerativos e, menos frequentemente, por trauma direto. Não inclui lesões ósseas primárias, fraturas, luxações ou doenças sistêmicas primárias da articulação que tenham códigos específicos. Também não descreve exclusivamente lesões de nervo (como síndrome do túnel do carpo) ou epicondilites, que têm códigos próprios.
Em palavras simples
Receber o código CID M77.2 significa que o seu problema foi identificado como periartrite do punho — ou seja, inflamação ou desgaste das estruturas ao redor da articulação do punho, como tendões e bainhas que envolvem os tendões. Não é uma fratura nem, necessariamente, uma doença do osso: é o tecido ao redor da articulação que está irritado ou com alterações por uso ou envelhecimento.
Você provavelmente percebe dor no punho que piora quando mexe, segura objetos ou faz movimentos repetidos, e pode sentir sensibilidade ao tocar a área. Pode haver diminuição da força da mão, dificuldade para abrir potes ou fazer atividades finas, e rigidez, especialmente ao acordar. Em alguns casos o inchaço discreto ou sensação de calor local acompanham a dor.
Na maioria dos casos não é uma condição contagiosa e não é diretamente fatal. A gravidade varia: muitos sentem melhora com medidas conservadoras ao longo de semanas a meses; outros têm dor persistente que precisa de investigação e tratamento mais prolongado. A duração típica depende do quanto o punho continua sendo exigido e da resposta ao tratamento, podendo melhorar em semanas ou tornar‑se crônica se o fator causador continuar presente.
O caminho comum após o diagnóstico envolve exames para excluir outras causas quando indicado (por exemplo, raio‑X para afastar fratura ou ultrassom para ver os tendões), orientações para reduzir esforços que pioram a dor e sessões de reabilitação. Em consultas de retorno o profissional avalia resposta ao tratamento e decide sobre medidas adicionais. Em certos casos o médico pode propor procedimentos específicos; isso será discutido se necessário.
Em casa, observe a intensidade da dor e se ela aumenta mesmo em repouso, surgem dormências, formigamentos ou fraqueza progressiva. Anote atividades que pioram ou aliviam os sintomas e leve essas informações à consulta. Procure ajuda sem demora se houver dor muito intensa, incapacidade súbita de usar a mão, deformidade no punho após queda ou sinais de infecção local, como calor intenso, vermelhidão extensa ou febre.
Quando usar este código
Usa‑se este código quando o problema principal documentado é inflamação ou degeneração das estruturas periarticulares do punho, com dor localizada, sensibilidade à palpação e/ou limitação de movimentos, sem evidência de fratura, luxação ou doença inflamatória sistêmica dominante. O registro clínico que justifica M77.2 inclui exame físico compatível e, se realizado, exames de imagem ou de função que apoiem a natureza periarticular do quadro.
Não confunda com
M77.2 versus S62.* (Fraturas do punho): fratura tem história de trauma contundente ou queda, dor focal intensa, deformidade ou confirmação radiográfica de fratura; periartrite apresenta dor periarticular sem linha de fratura na imagem.
M77.2 versus G56.0 (Síndrome do túnel do carpo): a síndrome do túnel apresenta parestesias em distribuição do nervo mediano e sinais eletrofisiológicos; periartrite tem dor e limitação mecânica mais que sintomas neurais predominantes.
M77.2 versus M65.4 (Tenossinovite estenosante — dedo em gatilho): tenossinovite estenosante envolve estalido e bloqueio de um dedo ao flexionar/extender; periartrite do punho refere dor periarticular ampla sem o bloqueio digital típico.
O que é
Periartrite do punho é um termo que descreve inflamação ou alterações degenerativas das estruturas ao redor da articulação do punho — principalmente tendões, bainhas tendíneas, tecido conjuntivo e pequenas bursas. Manifesta‑se por dor localizada que piora com uso, sensibilidade à palpação e limitação de movimentos da articulação; a intensidade varia de leve desconforto a dor que interfere nas atividades diárias.
O quadro costuma surgir em adultos que realizam esforço repetitivo do punho (trabalhadores manuais, profissionais de informática, músicos) ou em decorrência de degeneração associada à idade. Pode ocorrer após microtraumas repetidos, sobrecarga, ou acompanhar doenças metabólicas que favorecem alterações tendíneas.
Sintomas
Os principais sinais são dor localizada no dorso ou na face volar do punho, que geralmente aumenta com movimentos de flexão/extensão e preensão; sensibilidade à palpação das estruturas periarticulares; rigidez matinal ou sensação de empastamento ao mover o punho. Nos estágios iniciais a queixa é dor ao esforço e desconforto intermitente; agravamento se traduz por dor em repouso, perda de força de preensão e limitação funcional importante. Sintomas sugestivos de complicação incluem dor intensa sem relação com esforço, edema marcado, sinais flogísticos sistêmicos ou sintomas sensitivos/motores que indiquem compressão nervosa associada.
Causas
Os mecanismos envolvem inflamação e/ou degeneração das inserções tendíneas e das bainhas que envolvem os tendões do punho, com resposta tecidual local a microlesões repetitivas e sobrecarga mecânica. Na prática brasileira o cenário mais frequente é o uso repetitivo e prolongado do punho em ocupações manuais ou atividades de informática, que leva a tendinopatia e tenossinovite periarticular. Outras causas incluem alterações degenerativas relacionadas à idade, trauma por esforço agudo e, ocasionalmente, processos metabólicos ou inflamatórios que favorecem alterações tendíneas.
Como é diagnosticado
O diagnóstico é clínico, sustentado por história de dor periarticular agravada por movimento e exame físico com sensibilidade localizada e limitação funcional. A confirmação objetiva pode vir de exames de imagem quando necessários: radiografia simples para excluir fratura ou alterações ósseas, ultrassonografia para identificar espessamento tendíneo, derrame ou tenossinovite, e ressonância magnética para avaliação mais detalhada de tendões e tecidos periarticulares. Exames laboratoriais servem principalmente para excluir condições inflamatórias sistêmicas quando há suspeita clínica.
Como costuma ser tratado
O tratamento é conservador na maioria dos casos, com medidas para reduzir sobrecarga e controlar processo inflamatório local, além de reabilitação funcional para restabelecer amplitude e força. Em casos persistentes ou com sinais de lesão focal grave, procedimentos especializados podem ser considerados. O manejo costuma ser ambulatorial e escalonado, baseado em resposta clínica e em exames complementares.
Classes de medicamentos
Classes de medicamentos usadas no contexto incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para controle dos sintomas, e agentes tópicos ou sistêmicos conforme avaliação clínica. Em situações selecionadas, medicamentos com ação anti‑inflamatória local ou moduladores da dor podem ser empregados sob supervisão médica. A escolha da classe depende da gravidade, comorbidades e resposta ao tratamento inicial.
Quando procurar ajuda
Procurar avaliação médica se a dor impedir atividades diárias, houver perda de força importante, piora progressiva apesar de medidas conservadoras ou aparecimento de sinais inflamatórios marcantes (edema, calor local) ou sintomas neurológicos como formigamento ou fraqueza nas mãos. Busca imediata por serviços de urgência é indicada quando há história de trauma com deformidade, suspeita de fratura ou perda súbita de função.
Uso em atestado
Para atestado, documentar local, intensidade e impacto funcional da dor, atividades relacionadas ao início e resposta a medidas conservadoras. Se o caso exigir afastamento, descrever limitações específicas nas atividades de trabalho e a estimativa de necessidade de reavaliação. Evitar afirmar prognóstico definitivo sem acompanhamento clínico.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da avaliação pericial e da legislação aplicável; a presença do CID M77.2 no prontuário é informação clínica que pode subsidiar pedidos de afastamento ou benefícios, mas não garante automaticamente concessão. Documentação clara de incapacidade para as atividades habituais e laudos periciais são requisitos em processos administrativos ou judiciais.
Perguntas frequentes sobre M77.2
O que exatamente significa ter o CID M77.2 no meu prontuário?
Significa que o problema principal registrado é periartrite do punho, isto é, alteração inflamatória ou degenerativa das estruturas ao redor da articulação. Não indica fratura nem, por si só, doença sistêmica.
Preciso de raio‑X ou ultrassom para confirmar o diagnóstico?
Nem sempre; o diagnóstico é principalmente clínico. Exames de imagem são solicitados quando há dúvida diagnóstica, suspeita de fratura, ou para avaliar tendões e tecidos periarticulares quando a evolução não é a esperada.
O CID M77.2 implica afastamento do trabalho automaticamente?
Não. A necessidade de afastamento depende do impacto funcional nas atividades laborais e da avaliação médica e pericial; o CID apenas registra a natureza do problema.
Periartrite do punho é contagiosa ou hereditária?
Não é contagiosa. Fatores hereditários podem influenciar predisposição a tendinopatias, mas o quadro costuma relacionar‑se mais com uso repetitivo e sobrecarga.
Qual a diferença entre este código e síndrome do túnel do carpo?
A síndrome do túnel do carpo refere‑se à compressão do nervo mediano com parestesias e sinais eletrofisiológicos; periartrite é alteração das estruturas periarticulares com dor mecânica predominante, sem necessariamente sintomas neurais.
Quanto tempo dura o tratamento e quando devo voltar ao médico?
A duração varia; o retorno é indicado se não houver melhora com medidas iniciais em semanas, ou antes se houver piora significativa, perda de função ou sintomas neurológicos.</p>
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu advogado (3)
- A ocorrência de periartrite do punho pode justificar afastamento imediato por incapacidade laborativa?
- Que tipos de prova documental (atestados, exames, laudos) são mais relevantes em perícia para M77.2?
- Como diferenciar, para fins periciais, limitação funcional por periartrite e por condições pré‑existentes da mão ou punho?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais procedimentos de imagem são usualmente autorizados para investigação de periartrite do punho pelo plano de saúde?
- Quais critérios operacionais a operadora usa para autorizar terapias intervencionistas no punho quando o diagnóstico é M77.2?
- Que documentação clínica o plano costuma exigir para liberar sessões de fisioterapia para periartrite do punho?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.