N20-N23 — Calculose renal
- cálculo renal
- cálculo ureteral
- litíase renal
- litíase ureteral
- pedra no rim
Este bloco reúne códigos que descrevem a presença de cálculos (litíase) no trato urinário: cálculos do rim e do ureter, cálculos do trato urinário inferior e cálculos com complicações agudas. Os códigos mais buscados incluem N20 (cálculo do rim e do ureter) e N21 (cálculo do trato urinário inferior); N22-N23 cobrem variantes e achados subsequentes.
Quando usar este código
Usa-se este bloco quando o documento descreve a presença de um cálculo urinário em qualquer nível do sistema coletor, ou complicações diretas dele. Para chegar ao código específico, descreva com precisão a localização (rim, ureter, bexiga), presença de impacto/obstrução e se há complicações associadas; então navegue para o subcódigo correspondente.
Não confunda com
N20 vs N11: N20 indica cálculo visível no rim ou ureter; N11 refere-se a doença renal tubulointersticial crônica — diferencie por imagem ou relato de pedra versus alteração funcional histológica.
N20 vs N30: N20 é litíase (cálculo) documentada no trato superior; N30 refere-se a cistite inflamatória sem evidência de cálculo — diferencie por imagem/visualização do cálculo e sinais de infecção da bexiga.
O que este grupo reúne
Reúne condições em que há formação ou presença de cálculos (depósitos mineralizados) no sistema urinário. O critério comum é a identificação do cálculo em nível anatômico (rim, pelve renal, ureter, bexiga) ou complicação direta causada pelo cálculo, como obstrução ou inflamação local.
Queixas que levam a este capítulo
Queixas que levam a codificar neste bloco incluem dor lombar ou em cólica, hematúria visível ou microscópica, jato urinário alterado, infecção do trato urinário recorrente associada a imagem sugestiva de cálculo e achados incidentais de pedra em exames de imagem.
Mecanismos em comum
Mecanismos incluem supersaturação urinária e nucleação de sais (oxalato de cálcio, fosfato, ácido úrico), estase urinária por obstrução anatômica, infecções produtoras de estruvita e doenças metabólicas que aumentam excreção de sais; a etiologia varia conforme o bloco e o subtipo de cálculo.
Como se define o código
O código é definido por documentação clínica ou exame que localiza o cálculo: radiografia, ultrassom, tomografia não contrastada e visualização endoscópica. Na prática, a distinção entre subgrupos depende da localização anatômica, impacto (obstrução) e presença de complicações infecciosas ou hemorrágicas.
Como o cuidado se organiza
O manejo é organizado entre atenção primária, ambulatório especializado (urologia), urgência/emergência quando há obstrução sintomática ou infecção complicada, e internação para procedimentos invasivos. No SUS, cuidados variam de consultas ambulatoriais a procedimentos hospitalares em centros de urologia.
Classes de medicamentos
Classes usadas incluem analgésicos/anti-inflamatórios para controle da dor, agentes facilitadores de eliminação (alfabloqueadores) quando cabíveis, antibióticos para infecção associada e medidas metabólicas para prevenção de recorrência; a escolha depende de localização, composição presumida do cálculo e presença de infecção ou obstrução.
Sinais de alarme do grupo
Sinais de alarme que orientam busca imediata por atendimento: dor intensa e intolerável, febre ou calafrios com suspeita de infecção urinária, retenção urinária, vômitos persistentes ou sinais de insuficiência renal aguda.
Uso em atestado
Atestados por litíase renal descrevem o diagnóstico e procedimentos realizados; notificação compulsória não é rotina. A perícia costuma exigir relatório clínico, exames de imagem e, se for o caso, registro de cirurgia ou internação para avaliar afastamento. O CID pode ser omitido a pedido do paciente conforme regras gerais.
Direitos e benefícios
Do ponto de vista jurídico, o grupo enquadra-se nas doenças do aparelho geniturinário para fins de direitos e benefícios que dependem de perícia médica e lista oficial; a presença do CID no documento técnico não garante automaticamente concessão de benefício, que requer avaliação pericial e enquadramento na legislação aplicável.
Perguntas frequentes sobre N20-N23
Quando uso N20 em vez de N21?
Use N20 quando o cálculo está descrito no rim ou ureter; N21 refere-se a cálculo do trato urinário inferior (por exemplo, bexiga) ou localização explicitamente baixa.
Como documentar para diferenciar obstrução por cálculo (N20) de insuficiência renal (N17-N19)?
Registre imagem que demonstre o cálculo e sinais de obstrução (hidronefrose) para N20; insuficiência aguda ou crônica requer avaliação da função renal e códigos N17-N19 quando há perda funcional primária.
A presença de infecção altera o código dentro de N20-N23?
Infecção associada ao cálculo deve ser registrada, mas o código do bloco N20-N23 descreve o cálculo; se houver infecção complicada, acrescenta-se o código infeccioso apropriado conforme documentação.
O perito exige exame para validar afastamento por cálculo renal?
Normalmente são exigidos relatório clínico, imagem que confirme o cálculo e documentação de procedimentos ou tratamentos para justificar incapacidade temporária.
Códigos relacionados
- N00-N08 Doenças glomerulares
- N10-N16 Doenças renais túbulo-intersticiais
- N17-N19 Insuficiência renal
- N25-N29 Outros transtornos do rim e do ureter
- N30-N39 Outras doenças do aparelho urinário
- N40-N51 Doenças dos órgãos genitais masculinos
- N60-N64 Doenças da mama
- N70-N77 Doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos femininos
- N80-N98 Transtornos não-inflamatórios do trato genital feminino
- N99-N99 Outros transtornos do aparelho geniturinário