N60-N64 — Doenças da mama
- Doenças mamárias benignas
- Alterações do tecido mamário
- Transtornos mamários não neoplásicos
O que este código significa?
Este bloco reúne transtornos não neoplásicos da mama codificados N60-N64, como mastite e abscesso (N61), congestão mamária, alterações fibroquísticas e hipertrofia mamária. Inclui códigos procurados por quem codifica e por pacientes com dor, nódulo benigno, secreção ou inflamação mamária. Não abrange neoplasias (C50) nem transtornos do trato genital feminino (N70-N98). A gravidade e a conduta variam muito conforme o diagnóstico específico dentro do bloco.
Quando se usa um código deste grupo?
Usa-se este bloco quando a condição mamária não é uma neoplasia maligna e não pertence a outro capítulo do aparelho reprodutor. Para escolher o código exato, o codificador desce a subdivisão apropriada (por exemplo N60 para alterações difusas, N61 para mastite/abscesso, N62 para hipertrofia). Relatórios clínicos, exames de imagem e anatomia patológica guiam a seleção do código.
Com que grupos este se confunde?
Código N61 vs C50: critério que separa é a presença de neoplasia maligna confirmada; sinais de câncer ou biópsia positiva dirigem para C50 em vez de N61.
Código N60 vs N64: N60 descreve alterações difusas do tecido mamário (fibroquísticas), enquanto N64 cobre outros sintomas mamários localizados como secreção ou alteração do mamilo; localidade e natureza do achado orientam a escolha.
Código N62 (hipertrofia) vs N64.8 (outros transtornos mamários): N62 é usada para aumento mamário não inflamatório e simétrico/hipertrófico; N64.8 é para alterações localizadas ou sintomáticas que não se enquadram em categorias específicas.
O que é?
Reúne condições não malignas da mama caracterizadas por alteração do tecido mamário, inflamação, alteração do tamanho ou sintomas mamilares isolados. O critério que os une é a origem mamária (tecido das mamas) sem evidência histológica de neoplasia maligna. Inclui processos inflamatórios agudos ou crônicos, alterações fibrocísticas e variações anatômicas.
Que queixas costumam cair neste grupo?
Queixas que levam a um código deste bloco incluem dor mamária (mastalgia), nódulo palpável benigno, secreção mamilar, aumento ou redução do volume das mamas, vermelhidão ou sinais de infecção, e sensibilidade localizada. Em geral são sintomas que motivam exame físico, imagem ou intervenção menor.
O que costuma estar por trás deste grupo?
Os mecanismos variam: processos inflamatórios/infecciosos (mastite, abscesso — N61), alterações hormonais e fibrocísticas do tecido glandular (N60), hipertrofia ou assimetrias mamárias (N62), e alterações do mamilo/areola ou secreção não tumoral (N64). Em muitos casos fatores hormonais, lactação, traumas ou estase podem contribuir.
Como se chega a um código deste grupo?
A definição do código depende do achado clínico e do exame complementar: sinais de infecção e coleção confirmam N61; imagem compatível com alterações fibrocísticas e ausência de suspeita neoplásica leva a N60; hipertrofia documentada por exame e história para N62. Biópsia e anatomia patológica mudam a classificação para neoplasia quando indicam malignidade.
Como costuma ser tratado?
O manejo no nível do grupo varia de cuidados ambulatoriais a procedimentos cirúrgicos menores e, ocasionalmente, internação por complicações infecciosas. Grande parte dos casos é acompanhada em atenção primária ou especializada em mastologia; drenagem de abscesso e cirurgia reconstructiva ou redutora encaminham para serviços especializados. Programas e protocolos do SUS organizam atenção integrada e acesso a imagem e biópsia conforme necessidade.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
As classes farmacológicas usadas incluem analgésicos e anti-inflamatórios para sintomas, antibióticos sistêmicos para mastite e abscesso (escolha conforme suspeita microbiológica), e hormonioterápicos em situações específicas de distúrbio hormonal. A escolha entre classes depende do mecanismo (inflamação vs infeccioso vs hormonal) e da gravidade clínica.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação urgente em caso de febre associada à dor mamária, aumento rápido do volume ou formação de coleções dolorosas (suspeita de abscesso), sangramento mamilar profuso, sinais sugestivos de infecção sistêmica ou alterações cutâneas preocupantes. Também é indicado investigar nódulo novo, endurecimento persistente ou secreção sanguinolenta.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes.
Na prática legal, até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias se somam para efeitos desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias usa o CID indicado no atestado como critério prático para o perito avaliar se os episódios são da mesma doença; é esse código que o perito consulta para saber se os atestados constituem um mesmo quadro para fins de contagem.
Para que um atestado seja aceito deve constar identificação do paciente, o período de afastamento, a data, e a assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente — o médico pode não informar o código ao empregador — e sem o CID não há como comprovar, por soma, a recorrência dentro do prazo de 60 dias.
Para o bloco N60–N64, que reúne condições não neoplásicas da mama, o curso varia: alguns quadros são agudos e autolimitados (por exemplo processos inflamatórios que evoluem até resolução), enquanto outros são condições crônicas ou recorrentes (alterações fibrocísticas, hipetrofia mamária) que exigem acompanhamento e registro. Em regra esses códigos costumam corresponder sobretudo a acompanhamento ambulatorial e registros clínicos; nos poucos casos em que há complicação infecciosa ou necessidade de procedimento (por exemplo drenagem de abscesso) pode haver incapacidade temporária documentada pelo médico. Quando o problema é recorrente, a regra dos 60 dias ganha importância porque episódios sucessivos com o mesmo CID podem ser considerados como um mesmo motivo para contagem dos primeiros 15 dias de afastamento.
Que direitos este código envolve?
Na via administrativa e judicial, grupos de doenças são considerados para benefícios quando listados em normativas (por exemplo, doenças incapacitantes ou tratamentos de longa duração), mas a presença de um CID neste bloco não garante automaticamente direitos previdenciários. A concessão de benefícios depende de avaliação pericial e do enquadramento nas listas oficiais aplicáveis.
Perguntas frequentes sobre N60-N64
Quando uso N61 em vez de C50?
Use N61 quando houver quadro inflamatório ou abscesso mamário sem evidência histológica de neoplasia maligna; sinais clínicos de infecção e teste patológico negativo orientam para N61.
O que diferencia N60 de N62 na codificação?
N60 refere-se a alterações difusas do tecido mamário, como mastopatia fibrocística; N62 refere-se especificamente ao aumento mamário (hipertrofia) sem caráter inflamatório.
Posso omitir o CID no atestado por privacidade?
O paciente pode solicitar omissão do CID em atestados médicos; entretanto, para perícia previdenciária e alguns procedimentos administrativos o CID e documentação clínica costumam ser exigidos.
Quando solicitar biópsia em alterações deste bloco?
Biópsia é indicada quando exame clínico ou imagem levantam suspeita de malignidade, alteração nodular persistente ou secreção sanguinolenta; o resultado anatopatológico altera a classificação para neoplasia quando positivo.
Estes códigos precisam ser notificados ao sistema de saúde?
Em geral as doenças desta categoria não são de notificação compulsória; exceções ocorrem se houver agente infeccioso de notificação específica ou surtos documentados.
Códigos relacionados
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- N25-N29 Outros transtornos do rim e do ureter
- N30-N39 Outras doenças do aparelho urinário
- N40-N51 Doenças dos órgãos genitais masculinos
- N70-N77 Doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos femininos
- N80-N98 Transtornos não-inflamatórios do trato genital feminino
- N99-N99 Outros transtornos do aparelho geniturinário
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco N60-N64
- OMS — ICD-10, versão 2019 (N60-N64)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.