K35-K38 — Doenças do apêndice

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O que este código significa?

Este bloco reúne doenças inflamatórias e outras afecções primárias do apêndice intestinal, incluindo a apendicite aguda (K35), variações classificadas como “outras apendicites” (K36) e códigos para apresentação não especificada ou outras doenças do apêndice (K37‑K38). Entre os códigos mais buscados estão K35.0–K35.9 (apendicite aguda com variações) e K38 (outras doenças do apêndice). A página é um agrupamento: serve para identificar o subcódigo adequado conforme apresentação clínica, achados cirúrgicos e anatomopatológicos.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa‑se este bloco quando o problema primário envolve o apêndice ou sua retenção como causa principal dos sintomas. Para chegar ao código exato descem‑se as subdivisões que discriminam apendicite aguda, outras formas especificadas ou achado não especificado, com base em exame cirúrgico, imagem e/o anatomia patológica.

Com que grupos este se confunde?

K35 vs K65: critério separador é a origem clínica e anatômica; K35 é inflamação primária do apêndice, K65 é peritonite generalizada cujo foco pode ser diverso e requer documentação de peritonite.

K35 vs K37: critério separador é a especificidade do diagnóstico; K35 indica apendicite aguda especificada, K37 é usado quando não há informação suficiente para classificar como aguda ou outra.

K36 vs K38: critério separador é a natureza da lesão; K36 descreve outras formas de apendicite especificadas, K38 engloba doenças do apêndice não inflamatórias ou outras entidades descritas separadamente.

O que é?

Conjunto de doenças localizadas no apêndice vermiforme do ceco. O critério que as reúne é a localização anatômica (apêndice) e a causalidade primária do sintoma no órgão — inflamatória na maioria (apendicite), mas inclui também outras alterações e apresentações não especificadas.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a codificar aqui são dor abdominal localizada (especialmente fossa ilíaca direita), náuseas, vômitos, febre e alteração do trânsito intestinal; também dor abdominal aguda de início recente que exige avaliação cirúrgica. Em alguns casos a apresentação é atípica e a decisão baseia‑se em imagem ou achado cirúrgico.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos incluem obstrução luminal seguida de inflamação (apendicite aguda), infecção local, perfuração e sequelas como abscesso, além de outras condições primárias do apêndice (fibrose, lesões císticas). Em termos de blocos, a maioria é inflamatória (K35‑K36) enquanto K38 cobre causas não‑inflamatórias ou descrições específicas.

Como se chega a um código deste grupo?

O código é definido por combinação de apresentação clínica, achados de imagem (ultrassom, tomografia) e, quando disponível, achado cirúrgico ou anatomopatológico. Na prática, K35 costuma exigir documentação de apendicite aguda; códigos K36–K38 aplicam‑se conforme relato cirúrgico, histologia ou falta de especificação.

Como costuma ser tratado?

O manejo organiza‑se entre emergência cirúrgica e cuidados hospitalares para a apendicite aguda; formas menos agudas ou descritas podem ser tratadas ambulatorialmente ou em regime hospitalar conforme gravidade. No SUS, os fluxos envolvem urgência/emergência, cirurgia geral e seguimento ambulatorial; a decisão terapêutica orienta a escolha do subcódigo.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes envolvidas incluem analgésicos, antieméticos e antimicrobianos (p. ex. betalactâmicos com atividade contra gram‑negativos e anaeróbios). A escolha entre classes depende da gravidade clínica, presença de perfuração/abscesso e protocolo institucional; a informação terapêutica sustenta a codificação do caso clínico.

Quando procurar um médico?

Sinais de alarme que justificam avaliação imediata: dor abdominal intensa e progressiva, febre alta, vômitos persistentes, sinais de peritonite (abdome rígido), taquicardia ou hipotensão. Esses sinais sugerem complicação como perfuração ou sepse.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, o pagamento e a exigência de perícia seguem regras específicas: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para o cômputo desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A soma dentro do prazo de 60 dias é feita para verificar continuidade ou recidiva da mesma condição.

Sobre como se verifica se é o mesmo motivo: é o CID constante no atestado que o perito usa para avaliar se as ausências decorrem da mesma doença — por isso o código na declaração tem papel prático para a contagem e não apenas informativo.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, estar datado, conter assinatura e o CRM do médico. O CID só deve constar com a anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

No caso do bloco K35–K38 (doenças do apêndice), a maioria das apresentações corresponde a quadro inflamatório agudo do apêndice, frequentemente tratado como emergência cirúrgica, embora o agrupamento também inclua variações e apresentações não especificadas. Esses códigos costumam se associar a situações que podem gerar incapacidade temporária para o trabalho quando há quadro agudo e necessidade de tratamento hospitalar ou cirurgia, enquanto formas menos agudas podem demandar apenas acompanhamento. Como episódios agudos, eventuais novas ausências pelo mesmo CID em curto intervalo tornam a regra dos 60 dias relevante: permite que perícias e empregadores considerem se obrigações e limites de pagamento já foram atingidos conforme os dispositivos citados.

Perguntas frequentes sobre K35-K38

Quando usar K35 em vez de K37?

K35 é usado quando há documentação de apendicite aguda (clínica, imagem, cirúrgica ou anatomopatológica); K37 fica para apresentações sem informação suficiente para especificar a forma.

Qual código usar se houve perfuração e peritonite secundária?

Registra‑se o código da apendicite (por exemplo K35) como causa primária; casos com peritonite generalizada podem receber código adicional K65 conforme documentação clínica.

Quando escolher K36 em vez de K35?

K36 aplica‑se a formas de apendicite que são especificadas porém não enquadram‑se nas subdivisões típicas de apendicite aguda documentada como K35, conforme relato cirúrgico ou histológico.

O CID do apêndice vale para atestado médico?

Sim; atestado deve registrar o diagnóstico preferencialmente com subcódigo específico; peritos podem exigir exames, evolução clínica e relatório cirúrgico para comprovar incapacidade temporária.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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