K40-K46 — Hérnias

  • hérnia inguinal
  • hérnia femoral
  • hérnia umbilical
  • hérnia epigástrica
  • hérnia incisionais

Este bloco reúne as hérnias da parede abdominal e do canal inguinal, incluindo hérnias inguinais e femorais (K40-K41), hérnias umbilicais e epigástricas (K42-K43), hérnias incisionais e recidivantes (K43.3–K43.9) e outras hérnias especificadas em K44–K46. Os códigos mais procurados costumam ser K40 (hérnia inguinal) e K43 (hérnia da parede abdominal: umbilical/epigástrica/incisional).


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando o problema primário é a protrusão de conteúdo abdominal por defeito na parede ou canais naturais. Para escolher o código específico é necessário descer ao subtipo: localização (inguinal, femoral, umbilical), presença de complicação (encravamento, obstrução, estrangulamento) e se é recidiva ou incisional.

Não confunda com

K40 (hérnia inguinal) vs K41 (hérnia femoral): o critério é a topografia anatômica — protrusão no triângulo femoral abaixo do ligamento inguinal indica femoral.
K43 (hérnia da parede abdominal, ex.: umbilical) vs K35-K38 (apendicite e complicações): dor localizada e sinais de peritonite com imagem de alça inflamada favorecem apendicite; hérnia geralmente mostra defeito de parede e possível conteúdo herniário.
K43 incisionais (hérnia incisional) vs K44 (hérnia diafragmática): local cirúrgico prévio e defeito na cicatriz apontam para incisional; respiração e localização torácica indicam hérnia diafragmática.

O que este grupo reúne

Grupo de condições caracterizadas pela protrusão de órgãos ou conteúdo intra-abdominal através de um defeito na parede ou em canais naturais (inguinal, femoral, umbigo, diafragma). Reúne hérnias congênitas e adquiridas, primárias e recidivantes, com ou sem complicação vascular ou obstrutiva.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam à codificação incluem abaulamento ou massa visível ou palpável na região afetada, dor local ou desconforto ao esforço, sensação de peso, episódios de obstrução intestinal (vômitos, distensão) quando o conteúdo visceral está comprometido, e dor aguda e irreduzível em caso de encravamento/estrangulamento.

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns: enfraquecimento ou defeito fascial (pós-cirúrgico em hérnias incisionais), aumento da pressão intra-abdominal (obesidade, tosse crônica, levantamento de peso), falha do fechamento inguinal (hérnias congênitas) e lesão traumática. Exemplos por bloco: K40-K41 (falha do canal inguinal/triângulo femoral), K42-K43 (defeito na linha média ou cicatriz).

Como se define o código

O código é definido pela combinação de local anatômico da protrusão, presença de saco herniário e complicações (encravamento, obstrução, estrangulamento). Na prática, separa-se o bloco pelo local (inguinal vs umbilical vs incisionais) e por estado clínico (complicada vs não complicada) com base em exame físico e imagem.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia conforme gravidade: acompanhamento ambulatorial para hérnias pequenas e assintomáticas, encaminhamento cirúrgico eletivo para reparo definitivo, e atendimento hospitalar urgente quando há encravamento ou estrangulamento. Procedimentos podem ser realizados por cirurgia geral com técnicas abertas ou laparoscópicas; serviços de referência do SUS realizam reparos eletivos e emergenciais conforme regulação local.

Classes de medicamentos

Classes usadas no contexto do grupo incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor aguda, antieméticos e fluidoterapia em casos de obstrução, e antibióticos de amplo espectro quando há perfuração ou infecção secundária. A escolha entre classes depende da presença de complicação infecciosa, dor intensa ou obstrução.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação imediata em presença de abaulamento doloroso e irreducível, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sinais de isquemia local (vermelhidão, pele quente, escurecida) ou sinais gerais de peritonite/sepse.

Uso em atestado

Atestados para hérnia costumam descrever o diagnóstico (local e se há complicação) e o período de afastamento quando necessário. Não há notificação compulsória. A omissão do CID a pedido do paciente segue regras gerais; a perícia pode exigir laudo cirúrgico, imagem e relato clínico para justificar afastamento ou procedimentos.

Perguntas frequentes sobre K40-K46

Qual a diferença entre K40 e K41?

K40 é usado para hérnia inguinal; K41 para hérnia femoral — a separação baseia-se na localização anatômica abaixo do ligamento inguinal no triângulo femoral.

Quando registrar uma hérnia como K43 (incisional) em vez de K42 (umbilical)?

Use K43 para defeitos na parede relacionados a cicatriz operatória ou recidiva em sítio cirúrgico; K42 para hérnia primária da linha umbilical/epigástrica sem relação direta com incisão prévia.

O CID deste bloco distingue hérnia complicada de não complicada?

Sim; os subcódigos indicam presença de encravamento, obstrução ou estrangulamento, e essa informação costuma exigir descrição clínica e/ou imagem para justificar o código.

Posso omitir o CID no atestado por pedido do paciente?

A omissão é possível conforme regra geral de confidencialidade, mas a perícia e serviços podem solicitar documentação clínica detalhada quando houver afastamento ou solicitação de procedimento.

Quais exames geralmente acompanham a codificação de hérnia?

Ultrassonografia e tomografia para definir local e conteúdo herniário; radiografia de abdome simples se houver suspeita de obstrução intestinal.

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