K65-K67 — Doenças do peritônio
- peritonites e síndromes peritoneais
- doenças do peritônio
- inflamação peritoneal
O que este código significa?
Este bloco reúne afecções que envolvem o peritônio: peritonite aguda e crônica, processos inflamatórios e efusões do peritônio. Inclui códigos procurados como K65 (peritonite), K66 (outras doenças do peritônio) e K67 (doenças do peritônio em doenças classificadas em outra parte). Cobre causas cirúrgicas, infecciosas e secundárias a outras doenças abdominais ou sistêmicas. A página orienta como navegar para códigos específicos de etiologia ou associação.
Quando se usa um código deste grupo?
Usa-se este agrupamento quando o laudo ou atendimento descreve comprometimento peritoneal sem ainda baixar ao código específico por etiologia; a decida ao código certo exige identificar origem (infecciosa, perfuração, malignidade, processo secundário) e vínculo com outras doenças já codificadas.
Com que grupos este se confunde?
K65 vs K66: separar quando há peritonite aguda ou localizadamente descrita (K65) e quando o relato é de “outras doenças do peritônio” sem quadro inflamatório agudo (K66).
K67 vs códigos externos (por exemplo, K35-K38 apêndice): usar K67 quando o comprometimento peritoneal é apresentado junto com outra condição classificada em outra parte; se a origem primária é apendicular, codificar o apêndice como principal e K67 como acompanhante.
O que é?
Condições que envolvem o peritônio — a membrana serosa que reveste a cavidade abdominal — incluindo inflamação, infecção, efusão e aderências. O critério que as reúne é a presença de alteração primária ou secundária do peritônio identificada no exame clínico, cirúrgico ou de imagem. Varia conforme se trate de peritonite aguda, peritonite localizada, efusões crônicas ou acometimento secundário a outra doença.
Que queixas costumam cair neste grupo?
Queixas que levam ao bloco incluem dor abdominal difusa ou localizada, sensibilidade à palpação, distensão abdominal, febre associada, náusea/vômito e sinais de sepse ou íleo. Em geral o que faz o paciente ou profissional chegar aqui é relato de irritação peritoneal ou achado de líquido/perfuração em exames.
O que costuma estar por trás deste grupo?
Mecanismos comuns: infecção intrabdominal (peritonite bacteriana), perfuração de víscera oca (p.ex. úlcera, apendicite complicada), processos inflamatórios crônicos com formação de aderências e derrames peritoneais por malignidade ou doença sistêmica. Exemplos de blocos relacionados: K35-K38 (apêndice), K20-K31 (perfurações gástricas/úlcera) e neoplasias em outras partes do organismo.
Como se chega a um código deste grupo?
O que define o código é o achado clínico e/ou evidência objetiva de comprometimento peritoneal: sinais de peritonite no exame físico, descrição cirúrgica de peritonite ou líquido peritoneal, ou laudo de imagem que documente derrame/espessamento peritoneal. Na prática, diferencia-se blocos por caráter agudo vs crônico e por relação com outra doença codificada.
Como costuma ser tratado?
O cuidado varia de ambulatorial a hospitalar e muitas vezes exige manejo cirúrgico quando há perfuração ou abscesso. Casos sépticos ou com necessidade de intervenção operatória seguem para internação e cuidado especializado; peritonites espontâneas podem ser tratadas em regime hospitalar com antibioticoterapia e suporte. Serviços de urgência e cirurgia geral são os pontos de atenção no SUS.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes frequentemente empregadas no grupo incluem antibióticos de amplo espectro (por exemplo, betalactâmicos com inibidor de beta-lactamase), aminoglicosídeos, agentes anaerobicidas e terapia antifúngica em casos selecionados. A escolha entre classes depende da etiologia presumida, gravidade clínica e resultados microbiológicos.
Quando procurar um médico?
Sinais de alarme: dor abdominal intensa e progressiva, rigidez abdominal (defesa), febre alta, vômitos persistentes, taquicardia, hipotensão ou confusão. Esses achados sugerem peritonite grave ou sepse e demandam avaliação imediata em serviço de urgência.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que avaliou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, o pagamento do salário durante o afastamento até 15 dias é de responsabilidade do empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para os 15 dias pagos pelo empregador (Decreto 3.048/99, art. 75). O CID do atestado é o critério que o perito usa para verificar se os episódios são o mesmo motivo — por isso o código no documento é relevante para contagem.
Para que um atestado seja aceito ele deve conter a identificação do paciente, o período de afastamento, a data da emissão, e a assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código não é possível comprovar, para fins de soma dentro do prazo legal, que vários atestados tratam do mesmo motivo.
No caso das doenças do peritônio (K65–K67), o curso pode variar: há quadros agudos que frequentemente exigem atendimento hospitalar e, por vezes, intervenção cirúrgica, e situações crônicas ou secundárias a outras doenças que exigem acompanhamento e registro. Esses códigos costumam estar associados a incapacidade temporária para atividades laborais principalmente quando há quadro agudo, séptico ou necessidade de procedimento; em apresentações mais crônicas o foco é vigilância e documentação. Quando a condição recorre, a regra dos 60 dias ganha importância porque atestados sucessivos com o mesmo CID serão avaliados em conjunto para efeitos da contagem dos primeiros 15 dias pagos pelo empregador.
Que direitos este código envolve?
O enquadramento jurídico para benefícios depende da classificação da condição subjacente e das listas oficiais usadas em perícia; grupos de doença (por exemplo, neoplasia maligna) têm mecanismos legais próprios. A simples presença de um código do peritônio não garante direito automático; a concessão de benefício segue avaliação pericial segundo a legislação e listas vigentes.
Perguntas frequentes sobre K65-K67
Quando uso K65 em vez de K66?
K65 é usado quando há quadro de peritonite aguda descrito (inflamação/infeção peritoneal); K66 cabe se o laudo relata outra doença do peritônio sem quadro inflamatório agudo.
Devo registrar K67 quando o peritônio está afetado por apendicite?
Se a apendicite (K35-K38) é a causa primária, codifica-se o apêndice como principal e usa-se K67 para anotar o comprometimento peritoneal associado, conforme documentação.
Esses códigos são de notificação compulsória?
Não; peritonites e doenças do peritônio não são, por si só, de notificação compulsória — a obrigatoriedade depende da etiologia (p.ex. certas infecções) e de normas locais.
Códigos relacionados
- K00-K14 Doenças da cavidade oral, das glândulas salivares e dos maxilares
- K20-K31 Doenças do esôfago, do estômago e do duodeno
- K35-K38 Doenças do apêndice
- K40-K46 Hérnias
- K50-K52 Enterites e colites não-infecciosas
- K55-K63 Outras doenças dos intestinos
- K70-K77 Doenças do fígado
- K80-K87 Transtornos da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas
- K90-K93 Outras doenças do aparelho digestivo
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco K65-K67
- OMS — ICD-10, versão 2019 (K65-K67)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.