M60-M63 — Transtornos musculares

O que este código significa?

Bloco que agrupa transtornos primários do tecido muscular: miopatias inflamatórias (p.ex. M60.0), miosites por outros agentes, miopatias metabólicas e toxícas, e outras miopatias localizadas. Códigos frequentemente procurados incluem M60 (miosite), M62 (outros transtornos musculares), e subdivisões por causa ou localização. A página reúne indicações de quando aprofundar a codificação para um subcódigo específico.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este bloco quando o problema primário é do músculo esquelético, identificado por queixa de dor, fraqueza ou alteração da função muscular; para escolher o código certo é preciso descer às subdivisões que identificam causa, localização e cronologia (aguda/ crônica).

Com que grupos este se confunde?

Confusão com M65-M68 (transtornos das sinóvias e tendões): critério que separa é a origem da dor; se o foco é tendão ou sinóvia, usar M65-M68, se é músculo estriado, usar M60-M63.

Confusão com M40-M54 (dorsopatias): critério que separa é a relação com coluna vertebral; sintomas radiculares ou dor referida por patologia vertebral indicam M40-M54, ao passo que fraqueza ou fasciculações musculares locais favorecem M60-M63.

O que é?

Conjunto de doenças cujo tecido primariamente afetado é o músculo esquelético estriado. Reúne processos inflamatórios, metabólicos, tóxicos, degenerativos e localizados que têm como alvo fibras musculares e suas inserções, sem centrar primariamente em articulações, ossos ou sistema nervoso central.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que tipicamente trazem o paciente a este bloco incluem fraqueza muscular proximal ou distal, dor muscular difusa ou localizada, rigidez ao esforço, cãibras, aumento de sensibilidade à palpação e limitação funcional sem sinal articular dominante.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos variados: respostas inflamatórias autoimunes (miopatias inflamatórias), infecções ou toxinas, distúrbios metabólicos e endócrinos que afetam o músculo, e lesões por esforço ou isquemia local. Em geral, o bloco separa causas por natureza (inflamatória, tóxica, metabólica) e por localização anatômica.

Como se chega a um código deste grupo?

O código é definido por achado clínico combinado com exames que documentem dano muscular e sua causa: elevações de enzimas musculares, eletromiografia, imagem (ultrassom ou RNM), biópsia muscular ou testes laboratoriais que indiquem etiologia (autoanticorpos, infecciosos ou metabólicos). A distinção entre blocos depende da confirmação da origem muscular e do agente causal.

Como costuma ser tratado?

Cuidados organizados entre atenção primária, reabilitação e especialidades (reumatologia, neurologia, fisiatria); muitos casos são manejados ambulatorialmente, alguns requerem internação para investigação ou terapia intensiva. Programas e serviços do SUS envolvem atenção básica, centros de reabilitação e referência a serviços especializados conforme gravidade e causa.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas incluem anti-inflamatórios não esteroidais e corticosteroides para processos inflamatórios, imunossupressores e moduladores em miopatias autoimunes, antimicrobianos se infeccioso, e agentes de suporte metabólico quando indicado. A escolha entre classes depende da etiologia suspeita e da gravidade clínica.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento quando houver fraqueza progressiva que limita atividades, dificuldade respiratória ou disfagia, dor intensa de início súbito ou sinais de rabdomiólise (urina escura, mal-estar sistêmico) que sugerem risco de complicações.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias de responsabilidade inicial do empregador. O perito usa o CID constante no atestado para verificar se a doença é a mesma na prática, razão pela qual o código registrado tem efeito sobre a soma desses atestados.

Para que um atestado seja aceito pelos serviços e pelo INSS, ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data da emissão e a assinatura do médico com o CRM. O CID só deve constar do documento com anuência do paciente — não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador —, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito como prevista nas regras.

No caso de M60–M63 (transtornos musculares), o bloco reúne condições que podem se apresentar como quadros agudos autolimitados ou como condições crônicas e recorrentes, dependendo da causa específica. Muitos casos são acompanhados ambulatorialmente e documentados para controle clínico e reabilitação; alguns episódios, sobretudo os inflamatórios ou com perda funcional significativa, podem levar a incapacidade temporária para o trabalho e demandar investigação ou tratamento especializado.

Como estes transtornos podem recorrer ou reaparecer em episódios relacionados ao mesmo diagnóstico, a regra dos 60 dias é particularmente relevante: atestados com o mesmo CID dentro desse intervalo são considerados para somar o período inicial de responsabilidade do empregador, o que afeta a análise prática dos afastamentos repetidos para quem recebe o atestado.

Perguntas frequentes sobre M60-M63

Quando devo codificar M60 em vez de M62?

M60 é usado para miosites inflamatórias ou específicas identificadas; M62 inclui outros transtornos musculares não classificados como miosite, portanto a evidência de inflamação ou diagnóstico específico guia a escolha.

Como distinguir um caso muscular (M60-M63) de um problema tendíneo (M65-M68) na codificação?

O critério é a origem da queixa: dor e disfunção localizáveis ao tendão ou sinóvia devem ir para M65-M68; dor ou fraqueza atribuíveis primariamente ao músculo vão para M60-M63, idealmente com exames de imagem ou clínicos que indiquem a estrutura afetada.

O CID deste bloco precisa aparecer no atestado ou pode ser omitido a pedido do paciente?

O CID pode ser omitido do atestado quando o paciente solicita; porém a perícia ou procedimentos administrativos podem exigir documentação detalhada e exames que comprovem a condição para efeitos de afastamento ou benefício.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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