H15-H22 — Transtornos da esclerótica, da córnea, da íris e do corpo ciliar

Este bloco reune transtornos da esclerótica, da córnea, da íris e do corpo ciliar (H15–H22), incluindo inflamações, degenerações e alterações estruturais. Entre os códigos mais consultados estão H16 (ceratite e úlceras corneanas), H18 (outras alterações da córnea) e H20 (iritis e iridociclite). A página serve como agrupamento de navegação: descreve o que liga esses problemas e como proceder para localizar o código específico dentro do bloco.


Quando usar este código

Usa‑se este agrupamento quando a queixa ou diagnóstico envolve o segmento anterior do olho além de pálpebra e conjuntiva, mas não atinge retina, cristalino ou nervo óptico. A partir daqui deve‑se descer para o código específico conforme a estrutura afetada (esclerótica, córnea, íris, corpo ciliar), caráter agudo/crônico e achados clínicos como úlcera, opacidade ou inflamação.

Não confunda com

H10-H13 (Transtornos da conjuntiva): separar por localização primária—se a lesão está na conjuntiva registrar H10-H13; se atinge a córnea ou esclera usar H15–H22.

H25-H28 (Transtornos do cristalino): catarata e alterações do cristalino são codificadas em H25–H28; se o problema é alteração da transparência corneana ou reação inflamatória da íris, permanecer em H15–H22.

H30-H36 (Coróide e retina): processos de olho posterior com sintomas visuais centrais e alterações de fundo de olho vão para H30–H36; quadro limitado ao segmento anterior pertence a H15–H22.

O que este grupo reúne

Reúne doenças que têm como sítio primário a esclera, a córnea, a íris ou o corpo ciliar. O critério que as une é a localização anatômica no segmento anterior do olho e a natureza oftalmológica local (inflamatória, degenerativa, cicatricial ou estrutural). Varia conforme órgão afetado e presença de comprometimento da superfície ocular ou do segmento uveal anterior.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a codificação neste grupo incluem dor ocular, vermelhidão localizada, visão turva, fotofobia, sensação de corpo estranho, secreção ou mudança da cor/aparência da íris. Em geral o paciente busca por desconforto no olho e alterações visuais que sugerem acometimento da córnea, esclera ou da íris.

Mecanismos em comum

Os mecanismos incluem inflamação infecciosa (ex.: ceratite), autoimune ou idiopática (ex.: iridociclite), trauma e degeneração crônica (ex.: ceratopatia descrita em H18). Alguns blocos agrupam complicações cirúrgicas ou sequela de lesões externas, enquanto outros cobrem processos primários da superfície ocular.

Como se define o código

O que define o código é o achado anatômico e etiológico documentado: por exemplo úlcera corneana, opacificação, inflamação da íris ou alteração escleral. Na prática o que separa blocos é o órgão predominante afetado (esclera vs córnea vs íris/corpo ciliar), a presença de úlcera, cicatriz ou processo inflamatório ativo, e quando possível a etiologia identificada.

Como o cuidado se organiza

O cuidado costuma ser ambulatorial e especializado em oftalmologia, com encaminhamento para serviços hospitalares em casos graves ou que exijam cirurgia. No SUS, muitos casos são manejados em níveis de atenção primária e referência para consultas de retina/córnea ou centro cirúrgico quando indicado. A duração e intensidade do acompanhamento variam conforme o diagnóstico específico.

Classes de medicamentos

Classes utilizadas incluem antimicrobianos tópicos (ex.: antibióticos de espectro adequado), corticosteroides tópicos ou sistêmicos para inflamação não infecciosa, agentes cicatrizantes e lágrimas artificiais. A escolha entre classes depende da etiologia (infecciosa vs inflamatória), extensão da lesão e risco de complicação.

Sinais de alarme do grupo

Procure atendimento urgente se houver dor ocular intensa, perda súbita de visão, úlcera corneana aparente, secreção profusa ou sinais de comprometimento sistêmico associado. Esses sinais frequentemente exigem avaliação imediata para reduzir risco de perda visual.

Uso em atestado

Atestados e afastamentos devem descrever o diagnóstico clínico e a necessidade de tratamento ou repouso ocular, sem obrigação de incluir CID se o paciente pedir omissão. Não há notificação compulsória genérica para este bloco; notificações específicas dependem da etiologia (por exemplo, algumas infecções). A perícia costuma exigir documentação clínica e, quando relevante, exames que demonstrem limitação funcional.

Perguntas frequentes sobre H15-H22

Quando uso H16 em vez de H18?

H16 é usado quando há ceratite ou úlcera corneana documentada; H18 abrange outras alterações da córnea sem ulceração ativa, como opacidades e cicatrizes.

Este bloco inclui irite e iridociclite? Qual código procurar?

Sim; processos inflamatórios da íris e do corpo ciliar estão em H20 (iritis e iridociclite) e seus subcódigos conforme agudeza e causa quando especificada.

Quando devo codificar em H15 (esclerite) e não em H10 (conjuntivite)?

Use H15 quando a inflamação atinge a esclera clinicamente (dor profunda, parede escleral afetada); se a lesão estiver apenas na conjuntiva, optar por H10–H13.

O CID deste bloco é obrigatoriamente informado em atestado?

O CID pode ser omitido a pedido do paciente; porém a perícia e processos administrativos frequentemente exigem registro do diagnóstico e documentação para avaliar necessidade de afastamento.

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