H25-H28 — Transtornos do cristalino
- opacidades do cristalino
- catarata
- lentes intraoculares dislocadas
- afecções do cristalino
- alterações do cristalino
O que este código significa?
Este bloco reúne doenças e alterações do cristalino: catarata senil e de outras causas (H25), catarata congênita e do desenvolvimento (H26), luxação e subluxação do cristalino (H27) e complicações, opacidades secundárias e outras alterações (H28). Entre os códigos mais procurados estão H25.9, H26.0 (catarata congênita) e H27.0 (luxação do cristalino).
Quando se usa um código deste grupo?
Use este agrupamento quando o problema primário for o cristalino. A partir daqui, navega‑se para o código correto conforme causa (senil, congênita, traumática), presença de luxação, ou complicação pós‑cirúrgica/implantação de lente intraocular.
Com que grupos este se confunde?
H25 (catarata senil) vs H26 (catarata congênita): critério de separação é a idade e história de presença desde o nascimento ou primeiros meses; achados similares em adulto sem história congênita vão para H25.
H26 (catarata congênita) vs Q12 (malformações congênitas do olho, Capítulo XVII): critério é que Q12 descreve malformação estrutural congênita ampla; se o foco é opacidade isolada do cristalino desde nascimento, usar H26.
H27 (luxação do cristalino) vs H43.1 (complicações do corpo vítreo com deslocamento): critério é a localização primária; luxação do cristalino codifica em H27 quando o cristalino está deslocado independente de vitrectomia/complicação vítrea.
O que é?
Conjunto de condições cuja anormalidade principal envolve o cristalino — perda de transparência (opacificação), alteração da forma ou da posição (subluxação/luxação) e alterações decorrentes de cirurgia ou trauma. Reúne tanto causas congênitas quanto adquiridas e complicações pós‑procedimento.
Que queixas costumam cair neste grupo?
Queixas que costumam levar a codificação aqui incluem visão embaçada progressiva, ofuscamento, diminuição da acuidade visual, percepção de imagem dupla monocular e histórico de olho deslocado ou alteração observada em exame oftalmológico.
O que costuma estar por trás deste grupo?
Como se chega a um código deste grupo?
O código é determinado pelo exame oftalmológico que documenta opacidade ou deslocamento do cristalino, anamnese (congênita vs adquirida), relação temporal com trauma ou cirurgia e presença de complicações. A diferenciação entre blocos depende de causa, idade de início e achados ao biomicroscópio e exame de fundo.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia: acompanhamento ambulatorial para opacidades iniciais, avaliação cirúrgica em centros especializados para catarata sintomática ou luxação do cristalino, e atendimento hospitalar se houver complicações. Procedimentos de saúde pública e regulação seguem os fluxos do SUS quando aplicável.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes usadas em suporte incluem anti‑inflamatórios (AINEs e corticosteroides tópicos) para inflamação associada, midriáticos ou cicloplegizantes temporariamente, e antibióticos tópicos profiláticos em contexto pós‑operatório; a escolha depende de inflamação, risco infeccioso e fase do cuidado.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento em caso de perda visual acelerada, dor ocular intensa, vermelhidão marcada com diminuição da visão, dupla visão monocular súbita ou histórico de trauma ocular com alterações visíveis.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento, e o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). O CID do atestado é o que o perito usa para saber se a doença é a mesma, ou seja, o código é a referência prática para verificar se atestados sucessivos se configuram como o mesmo motivo.
Para que um atestado seja aceito deve constar identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.
Este bloco (H25–H28) reúne condições do cristalino que podem ser congênitas, progressivas ou resultar de cirurgia/trauma; muitas dessas condições são crônicas ou de evolução gradual, com seguimento ambulatorial e, quando necessário, avaliação cirúrgica em centros especializados. Nem todo registro aqui implica incapacidade laboral permanente — alguns casos demandam apenas acompanhamento e registro, outros podem levar à limitação funcional dependendo do exame e da situação individual.
Quando o quadro for recorrente ou quando houver múltiplos atestados por alterações do cristalino, a regra dos 60 dias ganha importância porque permite somar atestados com o mesmo CID para efeito dos primeiros 15 dias pagos pelo empregador antes de o INSS passar a exigir perícia; por isso a identificação correta do código no atestado e o consentimento do paciente para constá‑lo são relevantes.
Que direitos este código envolve?
Do ponto de vista legal, transtornos do cristalino integram as doenças do olho previstas nas normas de saúde; a concessão de benefícios por incapacidade depende de perícia médica e enquadramento em listas oficiais de incapacidade ou incapacidade temporária, não pelo código isolado.
Perguntas frequentes sobre H25-H28
Quando uso H25 em vez de H26?
Use H25 para catarata adquirida, em geral associada à idade ou causas não congênitas; H26 é para opacidade presente desde o nascimento ou detectada na infância.
Uma lente intraocular deslocada deve ser codificada em H27 ou H28?
Se o problema é luxação ou subluxação do cristalino natural ou de lente intraocular, H27 é o bloco de luxações; H28 cobre complicações e opacidades secundárias que não sejam luxação isolada.
Em atestado, que documentação a perícia costuma exigir para estes códigos?
Relatório oftalmológico com acuidade visual, exame de lâmpada de fenda descrevendo opacidade ou posição do cristalino, e histórico temporal (congênito, traumático, pós‑operatório) são frequentemente solicitados.
Estes códigos exigem notificação compulsória?
Não há notificação compulsória específica para H25‑H28; casos com etiologia infecto‑contagiosa seguem as regras gerais de vigilância.
Códigos relacionados
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- H30-H36 Transtornos da coróide e da retina
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- H53-H54 Transtornos visuais e cegueira
- H55-H59 Outros transtornos do olho e anexos
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco H25-H28
- OMS — ICD-10, versão 2019 (H25-H28)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.