H53-H54 — Transtornos visuais e cegueira

Este bloco reúne transtornos funcionais da visão e estados de cegueira — os códigos H53 (síndromes visuais e outras perturbações da acuidade e percepção) e H54 (cegueira e baixa visão). Inclui itens frequentemente buscados como ambliopia, diplopia funcional, alterações da acuidade não atribuídas a córnea/cristalino/retina e classificação legal da cegueira. Serve para agrupar perdas visuais quando a causa ocular específica está em outro bloco (p.ex. H30-H36 retina, H40 glaucoma).


Quando usar este código

Usado quando a apresentação principal é alteração da função visual (diminuição da acuidade, visão dupla, cegueira) sem código mais preciso nos blocos de órgãos ou quando a condição é primariamente funcional ou de classificação visual. Para codificar com precisão, desça aos subitens quando houver diagnóstico etiológico (ex.: H35 para retina, H40 para glaucoma) ou quando há informação sobre severidade/cronologia.

Não confunda com

Confusão com H30-H36: separar quando houver lesão ou doença identificada da retina (exsudatos, descolamento, degenerações) — nesse caso usar H30-H36.

Confusão com H40-H42: presença de lesão do nervo óptico por glaucoma ou hipertensão intraocular aponta para H40-H42 em vez de H53-H54.

Confusão com H25-H28: opacificação do cristalino (catarata) que explica a perda visual deve ser codificada em H25-H28, não em H53-H54.

O que este grupo reúne

Reúne alterações da função visual ou estados de visão reduzida/ausente independentemente da causa anatômica específica quando esta não é codificada aqui. Varia conforme o bloco: alguns códigos descrevem sintomas visuais, outros quantificam perda visual ou definem cegueira legal.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que trazem o paciente a esses códigos incluem visão embaçada, perda progressiva ou súbita de visão, dificuldade para ler, visão dupla, manchas no campo visual e relato de cegueira parcial ou total sem etiologia anotada.

Mecanismos em comum

Inclui mecanismos funcionais (ambliopia, diplopia de origem não estrutural), perdas visuais decorrentes de doenças sistêmicas não especificadas localmente, e estados de visão reduzida por múltiplos fatores. Quando a causa anatômica é identificada, prevalecem os blocos correspondentes (p.ex. H30-H36 retina, H25 catarata).

Como se define o código

O que define o código é o achado funcional: medidas de acuidade visual, descrição da perda (parcial, total, unilateral, bilateral) e registros de testes de percepção visual ou diplopia. Na prática, separa-se pelo grau/descrição da deficiência visual ou por natureza funcional versus lesão anatômica documentada.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia: investigação diagnóstica ambulatória e seguimento em oftalmologia, reabilitação visual e programas públicos para baixa visão; cirurgias ou tratamentos específicos são codificados nos blocos anatômicos quando a causa é tratável. Serviços de reabilitação visual do SUS e referência para centros especializados integram a rede quando há deficiência visual permanente.

Classes de medicamentos

As classes usadas neste grupo dependem da causa identificada: agentes anti-inflamatórios ou colírios quando há componente ocular inflamatório, agentes miotrópicos/miotizantes em diplopia de causa específica, e suplementos ou terapias neuroprotetoras segundo etiologia. A escolha entre classes depende do diagnóstico etiológico e da via de administração indicada.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme: perda visual súbita, perda visual progressiva marcada, perda de visão em um olho acompanhada de dor, visão dupla súbita ou alteração do campo visual que comprometa segurança. Nesses casos, avaliação oftalmológica urgente é indicada.

Uso em atestado

Atestado e afastamento devem descrever acuidade visual e incapacidade funcional observada; a notificação compulsória não é regra para este bloco. A omissão do CID a pedido do paciente segue as normas gerais; a perícia costuma exigir exames objetivos (acuidade, campo visual, laudos oftalmológicos) para justificar afastamento ou benefício.

Perguntas frequentes sobre H53-H54

Quando uso H53 em vez de H36?

H53 registra perturbações da função visual quando a causa anatômica identificável na retina (H30-H36) não é o diagnóstico primário ou não foi documentada.

Devo marcar H54 para qualquer perda visual grave?

H54 refere-se a estados de cegueira ou baixa visão conforme descrição clínica; utiliza-se quando a perda visual atinge critérios de baixa visão ou cegueira e não há código mais específico do órgão afetado.

Que documentação a perícia costuma exigir para atestados envolvendo H53-H54?

Exames objetivos como acuidade visual, campo visual, laudos oftalmológicos e informações sobre impacto funcional são normalmente solicitados.

Posso codificar diplopia em H53 se houver paralisia do nervo craniano?

Se a causa for lesão do nervo óptico ou das vias (H46-H48) ou transtorno dos músculos oculares (H49-H52), esses blocos prevalecem sobre H53.

Esses códigos implicam notificação compulsória?

Não há notificação compulsória geral para o bloco; a obrigatoriedade depende da condição subjacente quando identificada.

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