A75-A79 — Rickettsioses
- Rickettsiose
- Doenças por Rickettsia
- Febres rickettsiais
- Febre maculosa e rickettsioses
O que este código significa?
Este bloco (A75-A79) reúne as rickettsioses, isto é, infecções transmitidas por artrópodes causadas por bactérias do grupo rickettsial. Inclui códigos frequentemente procurados como A75 (rickettsiose/forma clássica), A77–A79. A faixa cobre desde quadros agudos febris com exantema até formas atípicas que exigem investigação laboratorial ou vínculo epidemiológico.
Quando se usa um código deste grupo?
Entram aqui casos em que o clínico suspeita de rickettsiose ou quando há confirmação laboratorial/epidemiológica de infecção rickettsial sem outro diagnóstico mais específico. A página orienta a navegar para o código certo conforme o agente identificado, o vetor, ou a presença/ausência de confirmação laboratorial.
Com que grupos este se confunde?
A75 versus A79: escolha A75 quando houver identificação clínica/epidemiológica consistente com doença rickettsial específica (por exemplo febre maculosa) ou confirmação laboratorial; A79 quando não se consegue especificar agente ou forma.
A75 versus A77: diferenciar por epidemiologia e vetor — A75 costuma ser usado para rickettsiose transmitida por carrapatos; A77 para formas relacionadas a piolhos/ outros vetores e quadro clínico/epidemiológico correspondente.
A75 versus A78: opte por A78 quando houver identificação laboratorial de agentes do gênero Ehrlichia/Anaplasma (ou equivalente) se a subdivisão local assim exigir; caso contrário, manter A75/A79 conforme identificação.
O que é?
Grupo de doenças infecciosas causadas por bactérias intracelulares do complexo rickettsial e agentes relacionados, transmitidas sobretudo por vetores artrópodes (carrapatos, piolhos, pulgas, ácaros). Em comum têm apresentação febril aguda, potencial para exantema e compromiso sistêmico, e necessidade de associação entre quadro clínico, exposição/vetor e exames laboratoriais para classificação.
Que queixas costumam cair neste grupo?
Queixas que levam a este agrupamento incluem febre alta súbita, cefaleia intensa, dores musculares, mal-estar marcante, exantema cutâneo e, às vezes, lesão de inoculação (escarro). Sintomas sistêmicos (náusea, vômito, tosse, confusão) aparecem conforme gravidade e órgãos afetados.
O que costuma estar por trás deste grupo?
Mecanismo principal: infecção por bactérias intracelulares do grupo Rickettsia e agentes relacionados transmitidos por artrópodes. Varia conforme o bloco: carrapatos (formas tipo febre maculosa), piolhos (tífoide), e outros vetores; algumas apresentações resultam de espécies distintas ou de falta de identificação precisa do agente.
Como se chega a um código deste grupo?
O código dentro do bloco costuma ser definido por combinação de quadro clínico, vínculo epidemiológico (exposição a vetor) e confirmação laboratorial: sorologia específica (por técnicas como IFA), PCR em sangue/lesão ou identificação do agente. Na prática, separa-se códigos por agente identificado/confirmado, por quadro clínico típico, ou por ausência de especificação.
Como costuma ser tratado?
O manejo costuma ser ambulatorial nos casos leves e hospitalar quando há sinais de gravidade ou falência orgânica. Encaminhamento a infectologia é comum para confirmações e casos complicados. Programas de vigilância e serviços de atenção primária participam da notificação e do controle quando aplicável.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes farmacológicas empregadas incluem tetraciclinas (inibidores da síntese proteica, frequentemente utilizadas como primeira linha em rickettsioses); cloranfenicol (inibidor da síntese proteica) pode ser opção em situações restritas; fluoroquinolonas (inibidores da gyrase) já foram usadas em casos selecionados. Beta-lactâmicos têm atividade limitada contra patógenos intracelulares e, por isso, não são a escolha característica para este grupo.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento imediato diante de febre alta acompanhada de queda da pressão, confusão mental, dificuldade para respirar, sangramentos, convulsões, icterícia ou sinais de falência de órgão. Progressão rápida do quadro ou piora apesar de cuidado inicial também justificam avaliação urgente.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, os primeiros 15 dias de afastamento são remunerados pelo empregador (Lei 8.213/91, art. 60, § 3º); a partir do 16º dia o INSS assume o pagamento e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para o cômputo desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias depende do código CID que consta no atestado: é o CID que o perito usa para identificar se os atestados referem-se à mesma causa e, portanto, para somar os períodos. Pouca gente sabe que essa é a razão prática pela qual o CID aparece no documento.
Para que um atestado seja aceito, ele deve conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data, a assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.
No caso das rickettsioses (A75–A79), trata‑se tipicamente de um quadro agudo de origem vetorial que pode evoluir de forma autolimitada em muitos episódios leves, mas que também pode apresentar formas mais graves com comprometimento sistêmico e necessidade de investigação laboratorial ou hospitalar. Assim, o código aparece em situações que vão desde acompanhamento e registro em atenção primária até casos que exigem internação e notificação; quando há episódios recorrentes ou sequenciais relacionados ao mesmo diagnóstico, a regra dos 60 dias é especialmente relevante para o cômputo dos atestados emitidos pelo mesmo motivo.
Que direitos este código envolve?
Doenças infecciosas entram no âmbito das normas sobre saúde pública e benefícios sociais; o enquadramento jurídico considera incapacidade laborativa avaliada em perícia. A presença de um CID deste grupo no prontuário é informação clínica, mas não garante automaticamente licença ou benefício — concessões dependem de avaliação pericial e exigências legais específicas.
Perguntas frequentes sobre A75-A79
Quando devo usar A75 em vez de A79?
Use A75 quando houver suporte clínico/epidemiológico ou laboratorial que permita identificar a rickettsiose típica (por exemplo quadro compatível com febre maculosa); A79 é usado quando não há especificação do agente ou forma.
Como diferenciar A75 e A77 na codificação?
A escolha depende da apresentação clínica e do vetor/epidemiologia: A75 costuma corresponder a rickettsiose transmitida por carrapatos; A77 é empregada para formas associadas a outros vetores como piolhos, quando o quadro e a investigação apontam para essa etiologia.
Estes casos são de notificação compulsória?
Sim, algumas rickettsioses são de notificação compulsória (por exemplo formas de febre maculosa); a notificação é feita pelo serviço de saúde à vigilância epidemiológica local.
Por que o médico preferiu uma tetraciclina em vez de um beta-lactâmico?
Rickettsias são bactérias intracelulares; tetraciclinas inibem a síntese proteica intracelular e são a classe mais utilizada, enquanto beta-lactâmicos têm eficácia limitada contra patógenos intracelulares.
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Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco A75-A79
- OMS — ICD-10, versão 2019 (A75-A79)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.