B50-B64 — Doenças devidas a protozoários

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Este bloco reúne doenças causadas por protozoários: formas sistêmicas e invasivas como malária (B50-B54), leishmaniose (B55), tripanossomíases e toxoplasmose (B58). Reúne condições com apresentação clínica variável — febre, lesões cutâneas, acometimento visceral ou neurológico — que exigem testes parasitológicos, sorológicos ou moleculares para a codificação específica. Inclui tanto formas agudas notificáveis quanto infecções crônicas ou oportunistas associadas a imunossupressão. A escolha do código depende do agente identificado, da via de transmissão e do contexto epidemiológico.


Quando usar este código

Esta página é usada quando o caso descreve, em termos gerais, doenças causadas por protozoários. Para chegar ao código específico, o profissional deve descer ao capítulo e selecionar o código que corresponda ao agente (por exemplo B50‑B54 para malária, B55 para leishmaniose, B58 para toxoplasmose) e ao local/forma clínica confirmada por exames e história epidemiológica.

Não confunda com

A90 (Dengue) — Febre e dor intensa podem sugerir arbovirose; a presença de parasitemia detectada em esfregaço ou teste rápido direciona para B50-B54 (malária), enquanto sorologia/PCR positiva para dengue direciona para A90-A99.

B20-B24 (Doença por HIV) — Toxoplasmose cerebral ou outras manifestações oportunistas ocorrem em pessoas com HIV; a confirmação sorológica/virológica de HIV orienta a registrar B20-B24 como condição subjacente, com a toxoplasmose codificada como condição associada.

O que este grupo reúne

Conjunto de infecções causadas por protozoários — organismos unicelulares eucarióticos — que invadem seres humanos por vetores, água/alimentos contamidados, contato congênito ou exposições específicas. Reúne doenças definidas pelo agente (Plasmodium, Leishmania, Trypanosoma, Toxoplasma) e pelo padrão clínico resultante (febril, cutâneo, visceral, neurológico), com variação regional e por espécie.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a codificação neste bloco incluem febre recorrente ou persistente, calafrios, sudorese, anemia e icterícia (formas como malária); úlceras cutâneas ou leishmanióides; sinais de comprometimento visceral (esplenomegalia, hepatomegalia); cefaleia, alterações neurológicas ou convulsões (toxoplasmose, formas invasivas). A apresentação varia conforme o agente e a cronicidade.

Mecanismos em comum

Mecanismo comum: infecção por protozoários. Exemplos: Plasmodium spp. (malária, B50-B54), Leishmania spp. (leishmaniose, B55), Trypanosoma spp. (Doença de Chagas e tripanossomíases, B57/B56 conforme a forma), Toxoplasma gondii (toxoplasmose, B58). Transmissão por vetores hematófagos, ingestão de oocistos/cistos, transmissão congênita ou transfusional.

Como se define o código

O diagnóstico que define o código costuma ser laboratorial ou anatomopatológico: parasitoscopia direta (esfregaço/gota espessa), testes rápidos de antígeno, PCR, sorologias específicas (IgM/IgG), exame de líquor ou biópsia de lesão. Na prática, um agente identificado por exame laboratorial, ou conjunto de achados clínico‑epidemiológicos compatíveis, separa blocos e códigos.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia muito: muitas condições são tratadas ambulatorialmente em serviços de atenção primária ou especializada; formas graves (malária grave, leishmaniose visceral, toxoplasmose cerebral, doença de Chagas aguda ou com falência orgânica) exigem hospitalização e acompanhamento por infectologia/medicina tropical. Programas de vigilância e controle (ex.: controle de malária) são parte importante da resposta em saúde pública.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas típicas: antimaláricos (agentes que interferem no ciclo intraeritrocitário do Plasmodium), antileishmaniais (agentes com ação leishmaniocida), antitoxoplasmáticos (combinações que inibem síntese de folato e replicação), trypanocidas (agentes com ação trypanocida). A escolha entre classes depende de espécie, gravidade, resistência local, idade, gravidez e comorbidades.

Sinais de alarme do grupo

Procure atendimento imediato se houver febre alta que não cede, confusão mental, convulsões, vômitos persistentes, sinais de hemorragia, icterícia progressiva, dispneia, desidratação severa, piora rápida do quadro ou se for gestante ou recém‑nascido com suspeita de infecção.

Uso em atestado

Algumas doenças deste bloco são de notificação compulsória (por exemplo malária, leishmaniose visceral, formas agudas de doença de Chagas); a exigência varia conforme a legislação de vigilância local. Em atestados, pode ser solicitada documentação laboratorial ou laudo; a possibilidade de omitir o CID a pedido do paciente depende de políticas institucionais e normas de privacidade.

Perguntas frequentes sobre B50-B64

Como distinguir malária (B50-B54) de dengue (A90-A99) para codificação?

A presença de parasitemia confirmada por gota espessa/esfregaço ou teste rápido direciona para malária (B50-B54); resultados laboratoriais específicos para arbovírus (sorologia/PCR) e ausência de parasitemia indicam A90-A99.

Se o paciente tem toxoplasmose e HIV, qual código deve aparecer primeiro?

A infecção por HIV documentada é registrada em B20-B24 como condição subjacente nas regras de codificação; a toxoplasmose (B58) aparece como condição associada ou oportunista conforme as diretrizes de codificação.

São notificados pelo sistema de vigilância os casos deste bloco?

Sim: algumas doenças do bloco são de notificação compulsória (por exemplo malária, leishmaniose visceral, doença de Chagas aguda). Consulte a lista de notificações vigente do sistema de vigilância local para detalhes.

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