B15-B19 — Hepatite viral

  • Hepatites virais
  • Inflamação hepática viral
  • Agrupamento de hepatites A–E

O bloco B15–B19 reúne as hepatites de origem viral, com códigos para hepatites agudas e crônicas e para situações sem agente identificado. Entre os códigos mais procurados estão B15 (hepatite A aguda), B16 (hepatite B aguda), B18 (hepatite B crônica) e B19. A página de bloco orienta sobre quando descer para o código específico e descreve critérios gerais que distinguem fases, tipos virais e complicações.


Quando usar este código

Entra-se neste agrupamento ao buscar «hepatite», «icterícia por vírus» ou ao ter resultado laboratorial ou quadro clínico sugestivo de hepatite viral. Use esta página para entender os critérios gerais (agente identificado, agudo vs crônico, complicações) e então abrir a página do código específico (B15, B16, B17, B18, B19) para detalhes de codificação.

Não confunda com

B16 versus B18: escolha B16 para hepatite B na fase aguda; B18 refere-se a infecção por HBV estabelecida como crônica — a distinção baseia‑se na evolução temporal e em marcadores laboratoriais de cronicidade.

B15 versus B19: B15 é usado quando há confirmação laboratorial de hepatite A; B19 é o código quando há quadro sugestivo de hepatite viral sem identificação do agente.

B17 versus B19: B17 (outras hepatites virais) aplica‑se quando foi identificado um vírus não listado em B15–B16/B18; se o agente não foi determinado, costuma‑se codificar B19.

O que este grupo reúne

Conjunto de doenças caracterizadas por inflamação do fígado causada por agentes virais hepatotrópicos ou por outras infecções virais que atingem o fígado. Inclui apresentações agudas e crônicas, com risco variável de icterícia, falência hepática ou evolução para insuficiência crônica e cirrose, dependendo do agente e do tempo de evolução.

Queixas que levam a este capítulo

Sintomas e queixas que levam à classificação aqui incluem icterícia (amarelamento da pele/olhos), urina escura, fezes claras, dor ou desconforto no hipocôndrio direito, mal‑estar, fadiga, náusea, vômito, febre ou elevação isolada de enzimas hepáticas detectada em exames.

Mecanismos em comum

Principalmente infecção por vírus hepatotrópicos (HAV, HBV, HCV, HDV, HEV) e, menos frequentemente, por outros vírus sistêmicos que acometem o fígado. O agrupamento separa, em geral, por tipo de vírus e por padrão temporal (agudo versus crônico); co‑infecções (ex.: HIV, códigos B20–B24) e reativações também aparecem na prática clínica.

Como se define o código

A classificação dentro do bloco costuma depender da identificação do agente por sorologia ou PCR e da definição de fase aguda ou crônica por critérios temporais e marcadores laboratoriais. Exames de função hepática, imagens e, ocasionalmente, biópsia ajudam a caracterizar gravidade e presença de fibrose, mas o código específico é definido principalmente pelo agente e pela fase.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia conforme agente e fase: hepatites agudas muitas vezes são acompanhadas ambulatorialmente, com internação quando há sinais de gravidade; hepatites crônicas entram em seguimento especializado e podem integrar programas de atenção viral do SUS. A prevenção inclui vacinação (quando disponível) e medidas de controle de transmissão.

Classes de medicamentos

Classes empregadas incluem antivirais diretos e análogos nucleosídeos/nucleotídeos para infecções virais crônicas, imunoglobulinas e vacinas para profilaxia ou exposição recente, e em alguns casos agentes imunomoduladores. A escolha depende do tipo viral, da fase da infecção e das comorbidades do paciente.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação imediata em presença de confusão mental, sonolência excessiva, sangramento anormal, abdome muito sensível, icterícia rapidamente progressiva, vômitos persistentes ou sinais de desidratação e colapso hemodinâmico.

Uso em atestado

Algumas hepatites virais são de notificação compulsória; a necessidade de exames que comprovem agente e evolução costuma ser exigida em perícias. O CID pode ser omitido no atestado a pedido do paciente em situações de sensibilidade; afastamentos e sua duração dependem da avaliação clínica e da perícia.

Perguntas frequentes sobre B15-B19

Como escolho entre B16 e B18?

B16 refere‑se à hepatite B na fase aguda; B18 indica hepatite B crônica. A distinção prática é feita por evolução temporal e por marcadores laboratorias que sinalizam infecção persistente.

Qual código usar se o vírus não foi identificado?

Quando há quadro compatível com hepatite viral mas o agente não foi determinado, usa‑se B19 (hepatite viral não especificada); se o agente for identificado, use o código correspondente (B15, B16, B17, B18 conforme aplicável).

Posso pedir que o CID não apareça no atestado médico?

Sim, é possível solicitar a omissão do CID no atestado por questões de privacidade; para afastamentos prolongados, perícias normalmente exigem documentação e exames que fundamentem a necessidade.

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