S00-S09 — Traumatismos da cabeça

O bloco S00-S09 agrupa traumatismos externos da cabeça: contusões e escoriações (S00-S01), ferimentos e lacerações do couro cabeludo e face (S01), traumatismos oculares e orbitares (S05), lesões dos ossos do crânio e da face (S02) e outras localizações específicas como perfurações superficiais e traumatismos múltiplos da cabeça. Entre os códigos mais buscados estão S00 (contusão da cabeça), S01 (ferimento do couro cabeludo/face), S02 (fratura dos ossos do crânio e da face) e S05 (traumatismo ocular).


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando a lesão é primariamente localizada na cabeça e sem registro predominante de lesão intracraniana ou multirregional; daqui escolhe-se o código mais específico conforme a estrutura afetada (couro cabeludo, ossos, órbita, globo ocular) e o tipo de lesão (contusão, laceração, fratura, corpo estranho).

Não confunda com

Confusão com S02: diferenciar de S00-S01 quando há fratura radiologicamente demonstrada nos ossos do crânio ou face; presença de fratura obriga S02. Confusão com S05: separar lesão externa periocular (S00-S01) de lesão do globo ocular ou estruturas orbitárias (S05) por exame oftalmológico. Confusão com T00-T07: quando há múltiplas regiões afetadas, transferir para T00-T07 que indica traumatismo envolvendo várias áreas.

O que este grupo reúne

Reúne lesões externas traumáticas que atingem tecidos superficiais e estruturas anatômicas da cabeça — pele, tecido subcutâneo, ossos da face e do crânio, olhos e órbitas. O critério que as agrupa é a localização anatômica primária na cabeça, independentemente do mecanismo (queda, impacto, objeto cortante) ou da gravidade inicial.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este agrupamento incluem dor local, sangramento do couro cabeludo ou face, deformidade facial, edema e hematoma, perda visual ou visão turva, epistaxe associada, sensação de corpo estranho no olho, e perda de pele ou laceração visível. Muitas vezes o paciente procura por sangramento ou alteração estética funcional.

Mecanismos em comum

Mecanismos típicos são impacto direto (queda, agressão, colisão veicular), objetos cortantes ou perfurocortantes causando ferimentos e lacerações, projéteis ou corpos estranhos penetrantes, e forças de compressão que causam fraturas faciais; exemplos por blocos: S01 (ferimentos), S02 (fraturas), S05 (traumatismo ocular).

Como se define o código

O critério que define o código é a combinação do tipo de lesão (contusão, laceração, fratura, lesão ocular) com a localização anatômica e, quando aplicável, confirmação objetiva — exame físico, inspeção da ferida, radiografia ou tomografia para fraturas, e exame oftalmológico para lesões oculares. A diferenciação entre blocos segue esse eixo anatômico e etiológico.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia do atendimento ambulatorial para feridas simples e contusões ao atendimento de emergência e internação para fraturas, lesões orbitárias ou quando há risco funcional ou estético. Encaminhamentos comuns incluem emergência, cirurgia plástica, otorrinolaringologia, neurocirurgia ou oftalmologia conforme estrutura afetada. No SUS, procedimentos de urgência e reconstituição são prestados em serviços de emergência e centros especializados.

Classes de medicamentos

Classes comuns incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor; antieméticos quando associado a náuseas; tetanoprofilaxia quando indicado por critério de risco de ferida; e antibióticos profiláticos ou terapêuticos em feridas contaminadas ou intracavitárias — a escolha depende do tipo de lesão, grau de contaminação e risco infeccioso.

Sinais de alarme do grupo

Procure atendimento urgente em casos de perda de consciência, confusão mental, vômitos persistentes, convulsões, hemorragia que não cessa, exposição do tecido ósseo, deformidade evidente da face, perda de visão ou dor ocular intensa, ou sinais de infecção na ferida.

Uso em atestado

Atestados e afastamentos devem descrever a natureza da lesão (ex.: laceração do couro cabeludo, fratura da face) e limitar-se a fatos clínicos; a notificação compulsória não é em geral exigida para traumatismos isolados, salvo orientação normativa específica (por ex., violência doméstica ou acidente de trabalho). O perito costuma requerer imagens e laudo de exames quando houver afastamento prolongado ou incapacidade funcional.

Perguntas frequentes sobre S00-S09

Quando escolher S02 em vez de S00 ou S01?

Escolhe-se S02 quando há fratura dos ossos do crânio ou da face comprovada por imagem ou exame, ao contrário de contusões ou lacerações que ficam em S00-S01.

Lesão no olho é S05 ou S00-S01?

Lesão que afeta o globo ocular ou estruturas orbitárias e é avaliada por oftalmologia deve ser codificada em S05; escoriações perioculares superficiais ficam em S00-S01.

Em caso de múltiplas regiões afetadas qual código usar?

Quando a cabeça não é a única área afetada, considerar T00-T07 (traumatismos envolvendo múltiplas regiões); a decisão depende do predomínio das lesões e do registro clínico.

É obrigatório notificar traumatismos da cabeça?

Traumatismos isolados não são necessariamente de notificação compulsória; casos relacionados a violência, acidente de trabalho ou eventos de interesse epidemiológico seguem normas específicas que devem ser observadas.

O atestado pode omitir o CID a pedido do paciente?

O CID pode ser omitido no atestado a pedido do paciente em situações previstas pela instituição; em perícias e afastamentos formais, o médico perito pode exigir documentação detalhada e exames de imagem.

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