T90-T98 — Seqüelas de traumatismos, de intoxicações e de outras conseqüências das causas externas

  • sequelas de trauma
  • sequelas de intoxicação
  • consequências tardias de causa externa

Reúne sequelas e consequências tardias de causas externas codificadas em T90-T98, incluindo sequelas de traumatismos (T90-T94), sequelas de queimaduras, intoxicações (consequências tardias em T36-T50 relacionadas em T96-T97) e outras consequências como efeitos tardios de amputações e lesões por corpo estranho. Os códigos mais procurados costumam ser T90 (sequelas de traumatismos faciais e cranioencefálicos), T91 (sequelas de lesões externas de tecidos moles) e T96-T97 (sequelas de intoxicação por medicamentos e outras substâncias). Esta página orienta sobre quando descer a subcategoria adequada e quais elementos clínicos e administrativos orientam a codificação.


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando a condição relatada é uma sequela ou efeito tardio de um evento externo previamente ocorrido e já tratado na fase aguda. Chega-se aqui partindo de um código agudo S/T correspondente ou de relato clínico que mencione trauma, intoxicação, queimadura ou outra causa externa prévia; para escolher o código específico é preciso identificar o tipo de sequela (funcional, estrutural, cicatriz), a localização e o agente implicado.

Não confunda com

Confusão com S00-S09: separar sequelas (T90-T98) de traumatismo agudo (S00-S09) pelo registro temporal — S refere-se à fase aguda, T às sequelas persistentes.
Confusão com T79: T79 trata de complicações precoces (imediatas) de traumatismos; use T90-T98 quando o problema for tardio ou sequela consolidada.
Confusão com T36-T50/T96-T97: distinguir intoxicação aguda ou exposição recente (T36-T50) das sequelas tardias de intoxicação, que entram em T96-T97 conforme a persistência de efeitos.

O que este grupo reúne

Conjunto de códigos que agrupam as consequências tardias e sequelas permanentes ou prolongadas de causas externas — traumatismos, queimaduras, envenenamentos e outras lesões por agentes externos. Em geral descrevem alterações residuais após a fase aguda, como déficits funcionais, cicatrizes, deformidades, disfunções orgânicas ou dependência de prótese/órtese.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este bloco incluem dor crônica localizada, limitação funcional persistente, deformidade visível, cicatriz incômoda, alterações sensoriais residuais, sequelas neurológicas pós-trauma e sintomas contínuos atribuídos a intoxicação prévia (ex.: fadiga, alterações cognitivas). Em geral o sintoma é a persistência ou nova manifestação após resolução do episódio agudo.

Mecanismos em comum

Mecanismos que originam estes códigos são dano direto por impacto ou corte (traumatismos — T90-T94), queimaduras e corrosões, exposição tóxica a drogas/venenos com efeitos tardios (relacionados a T96-T97), além de complicações de remoção de corpo estranho e amputações. Varia conforme o bloco: T90-T94 foca sequelas de trauma físico; T96-T97, sequelas de intoxicação.

Como se define o código

O código dentro do grupo é definido por relato clínico e achados que confirmem relação temporal e causal com a causa externa prévia, pela localização anatômica da sequela e pelo tipo de alteração (funcional, estrutural, cicatricial). A prática separa blocos por natureza da sequela (por exemplo, sequelas de cabeça versus de membros) e por agente quando relevante (intoxicação).

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia entre atenção ambulatorial especializada (reabilitação, ortopedia, fisioterapia, cirurgia plástica) e internação para intervenções cirúrgicas ou reabilitação intensiva. Muitos casos são acompanhados por serviços de reabilitação do SUS, ambulatórios especializados e equipes multiprofissionais; a organização depende da gravidade e do tipo de sequela.

Classes de medicamentos

Classes comumente usadas no acompanhamento incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle sintomático, agentes neuropáticos (antineuropáticos) para dor nervosa, antibióticos quando há infecção crônica associada, e medicamentos de suporte orgânico (ex.: hepatoprotetores ou tratamentos específicos após intoxicação) conforme avaliação. A escolha entre classes depende do mecanismo da sequela e da presença de complicações.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação se houver aumento progressivo de dor, perda de função significativa, sinais de infecção na área da sequela, alteração neurológica nova ou piora de sintomas cognitivos após intoxicação; também buscar reavaliação quando a sequela limita atividades diárias ou trabalho.

Uso em atestado

Em atestados e afastamentos a perícia costuma exigir documentação da causa externa original e registros clínicos que justifiquem relação temporal com a sequela. Não há notificação compulsória específica para sequelas em geral; a omissão do CID a pedido do paciente segue regras de confidencialidade em vigor, e a perícia pode solicitar exames complementares e laudos para avaliar incapacidade.

Perguntas frequentes sobre T90-T98

Quando uso T90 em vez de S06?

Use S06 para traumatismo intracraniano agudo; T90 aplica-se a sequelas persistentes atribuídas ao traumatismo cranioencefálico prévio.

Devo registrar T96 ou T50 para problemas tardios após intoxicação por medicamentos?

T50 refere-se à intoxicação aguda por medicamento; use T96-T97 para sintomas ou danos persistentes atribuídos a intoxicação prévia.

Como distinguir T79 (complicações precoces) de T90-T98 na codificação?

T79 descreve complicações imediatas durante ou logo após o trauma; T90-T98 são usados quando a alteração é tardia ou constitui sequela consolidada.

É obrigatório informar o CID da causa original no atestado?

A perícia geralmente exige documentação da causa externa prévia; o atestado deve refletir a sequela atual, com referências aos eventos prévios quando disponíveis.

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