T26-T28 — Queimaduras e corrosões limitadas ao olho e aos órgãos internos
- Queimadura ocular
- Corrosão ocular
- Queimadura de córnea
- Corrosão de via respiratória
- Queimadura de esôfago
O que este código significa?
Este bloco reúne códigos que descrevem queimaduras e corrosões que atingem apenas o olho ou órgãos internos específicos (T26-T28), em contraste com queimaduras da superfície corporal (T20-T25) ou múltiplas regiões (T29-T32). São frequentes buscas por T26 (olho), T27 (sistema respiratório, boca e faringe) e T28 (órgãos internos específicos). A página orienta a escolha do subcódigo segundo local anatômico, profundidade e agente agressor.
Quando se usa um código deste grupo?
Usa-se este agrupamento quando a lesão térmica ou química está restrita a estruturas internas — principalmente olho, vias aéreas superiores, esôfago e estômago — e não envolve a pele externa. Para codificar com precisão é preciso descer ao subcódigo que especifica o órgão afetado e o agente (por ex. químico, térmico, por vapor). Se a superfície externa também for atingida, navegar para T20-T25 ou T29-T32 conforme a extensão.
Com que grupos este se confunde?
T26 vs T20-T25: separar quando a lesão acomete apenas o olho (T26) e não há envolvimento da superfície cutânea externa; se houver queimadura cutânea concomitante usar T20-T25 ou T29-T32.
T27 vs T15: quando a lesão invasiva por corpo estranho químico atinge vias aéreas ou ingestão corrosiva, T27 é usado; T15 aplica-se se predominou corpo estranho penetrante por orifício natural sem queimadura química definida.
T28 vs T29-T32: escolher T28 quando apenas um órgão interno específico estiver lesionado; usar T29-T32 quando múltiplas regiões internas ou não especificadas estiverem envolvidas.
O que é?
Reúne lesões por calor, chama, vapor, substâncias químicas ou eletricidade que causam queimadura ou corrosão restrita ao olho ou a órgãos internos identificáveis. O critério comum é a localização interna exclusiva sem comprometimento predominante da pele externa. Cada código distingue órgão afetado, natureza do agente e, quando possível, profundidade ou extensão da lesão.
Que queixas costumam cair neste grupo?
Sintomas que levam a estes códigos são dor intensa local, perda de função ou visão (olho), tosse, dispneia, voz rouca, dor ou dificuldade para engolir (vias aéreas e esôfago), náusea e dor abdominal (estômago), e sinais de perfuração ou sangramento dependendo do órgão atingido.
O que costuma estar por trás deste grupo?
O mecanismo é exposição térmica (chama, vapor, líquidos quentes), químicas corrosivas (ácidos, álcalis, produtos de limpeza), lesão por radiação ou eletricidade, e inalação de gases quentes/irritantes. Exemplos: T26 para agentes ligados ao globo ocular; T27 para inalação/ingestão que acomete vias aéreas superiores; T28 para corrosão de órgãos internos isolados.
Como se chega a um código deste grupo?
O código depende do relato da exposição, exame físico focalizado (oftalmológico, otorrinolaringológico, digestivo) e documentação da localização e extensão da lesão. A diferenciação entre blocos é clínica e anatômica: olho vs superfície cutânea vs múltiplas regiões; confirmação por endoscopia, laringoscopia ou avaliação oftalmológica costuma definir o subcódigo.
Como costuma ser tratado?
O cuidado varia conforme órgão e gravidade: muitos casos são manejados em serviços de urgência/oftalmologia ou otorrinolaringologia; lesões mais graves requerem internação, suporte intensivo e centros especializados em queimaduras. O SUS oferece atenção em urgência, centros de queimados e referências hospitalares segundo necessidade.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes usadas no manejo incluem analgésicos e anti-inflamatórios, antibióticos quando há risco ou sinais de infecção, antiácidos/protetores gástricos para corrosões ingestivas sintomáticas e colírios ou pomadas oftálmicas com ação lubrificante ou antibiótica conforme indicação especializada. A escolha depende de órgão afetado e gravidade da lesão.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento imediato em casos de dor ocular intensa, perda súbita de visão, dificuldade para respirar, voz rouca após inalação, salivação excessiva ou incapacidade para engolir, vômitos com sangue ou sinais de perfuração; qualquer exposição química ocular ou ingestão de corrosivo também exige urgência.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento, e o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). É o CID do atestado que o perito usa para saber se a doença é a mesma — e quase ninguém sabe que existe essa regra.
Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, informar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só entra com anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.
No caso de queimaduras e corrosões limitadas ao olho e aos órgãos internos (T26-T28), trata‑se tipicamente de quadros agudos decorrentes de um evento específico (por exemplo, exposição a substância térmica, química ou vapor) que demandam avaliação urgente e, em muitos casos, acompanhamento especializado. Esses episódios podem resultar em perda temporária ou permanente de função do órgão afetado (como visão ou airway compromise) e, conforme a gravidade e o órgão atingido, podem exigir internação ou seguimento ambulatorial e registro clínico mais detalhado.
Como essas lesões costumam decorrer de eventos agudos e, por vezes, de readaptações ou complicações no mesmo órgão, a regra dos 60 dias importa especialmente para quem tem atestados sucessivos pelo mesmo motivo: apenas quando o CID consta é possível ao perito somar períodos e verificar a continuidade do problema entre atestados.
Que direitos este código envolve?
O enquadramento jurídico para benefícios depende da legislação sobre acidentes de trabalho, incapacidade e reabilitação. Quando a exposição ocorreu no ambiente de trabalho, o caso pode gerar comunicação de acidente, CAT e passos para perícia. A concessão de auxílio ou aposentadoria por incapacidade passa por avaliação pericial e listas legais específicas.
Perguntas frequentes sobre T26-T28
Devo usar T26 ou T20 quando o olho e a pele do rosto foram atingidos?
Se a lesão está restrita ao olho sem envolvimento predominante da pele externa, registre T26; se há queimadura cutânea significativa na superfície externa considerar T20-T25 ou T29-T32 conforme extensão.
Uma ingestão de produto corrosivo que afetou somente o esôfago é T28 ou outro código?
Quando apenas um órgão interno específico é atingido, como o esôfago, o registro é em T28 com especificação do órgão; se múltiplas regiões internas estão envolvidas usar T29-T32.
Quais documentos a perícia costuma pedir para avaliar afastamento por queimadura interna?
Perícias costumam exigir relatório do atendimento inicial, laudos endoscópicos/oftalmológicos, exames de imagem, evolução clínica e, se aplicável, provas do acidente de trabalho (CAT, comunicação do empregador).
Posso omitir o CID no atestado a pedido do paciente?
A omissão do CID no atestado pode ser feita conforme normas de confidencialidade, mas laudos detalhados são frequentemente exigidos em perícias e processos legais.
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Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco T26-T28
- OMS — ICD-10, versão 2019 (T26-T28)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.