T29-T32 — Queimaduras e corrosões de múltiplas regiões e de regiões não especificadas do corpo

Este bloco reúne códigos que registram queimaduras e corrosões quando afetam várias regiões do corpo ou quando a região não foi especificada. Inclui casos codificados em T29-T32, frequentemente usados quando há extensão corporal ampla, múltiplos sítios simultâneos ou descrição incompleta da localização. Entre os códigos mais procurados estão aqueles que detalham extensão por superfície corporal, profundidade e localização múltipla. Serve como agrupamento inicial antes de descer a códigos que designam região específica (ex.: T20-T25) ou envolvimento de órgãos internos (T26-T28).


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando a documentação relata queimaduras/corrosões em mais de uma região ou não especifica a parte do corpo afetada, e é necessário navegar para o código mais detalhado. O codificador deve procurar relato de superfície corporal percentual, profundidade (grau), e se há comprometimento de olhos, vias aéreas ou órgãos internos; quando esses detalhes não aparecem, permanece neste bloco até isolar o código apropriado.

Não confunda com

T20-T25: confusão quando a queimação é de superfície externa localizada; criterio que separa é a descrição clara de superfície única e a região anatômica específica.

T26-T28: confusão com lesão limitada a olhos ou órgãos internos; criterio que separa é menção explícita de olhos, corneia, pulmões ou outros órgãos internos.

T33-T35: confusão com geladuras; criterio que separa é a etiologia por frio extremo versus calor/química para queimaduras e corrosões.

O que este grupo reúne

Reúne lesões por calor, chama, líquido quente, vapor, substâncias químicas ou eletricidade que atingem múltiplas regiões do corpo ou cuja localização não foi especificada. O critério de agrupamento é a extensão ou a falta de precisão anatômica na documentação, não o agente isolado. Em geral esses códigos servem para registrar gravidade e abrangência quando a codificação regional não é aplicável.

Queixas que levam a este capítulo

Dor, vermelhidão, ampola(s), perda de pele, ardência intensa e, em casos extensos, sinais sistêmicos como mal-estar, taquicardia ou hipotensão. Queimaduras por inalação podem apresentar tosse, falta de ar e rouquidão; queimaduras químicas podem causar dor contínua e lesão progressiva no tecido.

Mecanismos em comum

Lesões térmicas por chamas, líquidos quentes, vapor ou contato com objetos quentes; lesões químicas por ácidos ou bases corrosivas; elétricas; radiação; e queimaduras por contato prolongado. Em termos de blocos, a maioria vem de exposição térmica generalizada (T20-T25) ou acidentes domésticos/ocupacionais envolvendo várias partes do corpo.

Como se define o código

A definição do código depende da documentação clínica: localização (múltiplas regiões versus região única), profundidade (grau), extensão superficial (percentual da superfície corporal) e comprometimento de estruturas internas ou vias aéreas. Na prática, a distinção entre blocos é feita por relato médico detalhado e exames complementares quando necessário.

Como o cuidado se organiza

Os cuidados variam do atendimento ambulatorial para queimaduras pequenas até internação em centro de queimados para casos extensos ou com comprometimento de vias aéreas/órgãos. O manejo é multidisciplinar: primeiros socorros, controle da dor, limpeza e cura das lesões, suporte hídricometabólico, avaliação cirúrgica e reabilitação. No SUS, pacientes graves podem ser referenciados a unidades especializadas e centros de queimados conforme protocolos locais.

Classes de medicamentos

Classes comuns incluem analgésicos (opioides e não opioides para controle da dor), anti-inflamatórios, antibióticos quando há infecção documentada, antibióticos tópicos ou antimicrobianos locais, e agentes de suporte como fluidoterapia e imunoglobulinas em situações específicas; a escolha depende da profundidade, risco infeccioso e gravidade sistêmica.

Sinais de alarme do grupo

Procura imediata em casos de queimadura extensa, comprometimento de face, vias aéreas, mãos, genitália ou articulações; sinais de inalação (tosse persistente, rouquidão, dificuldade respiratória), dor intensa não controlada, sangramento, sinais de infecção (febre, secreção purulenta) ou alteração do estado de consciência.

Uso em atestado

Atestados para afastamento devem descrever extensão e caráter agudo da lesão; a omissão do CID a pedido do paciente é permitida, mas peritos podem exigir descrição clínica completa para avaliação. Não há notificação compulsória apenas por queimadura; pericia costuma solicitar documentação que comprove gravidade e necessidade de tempo de afastamento.

Perguntas frequentes sobre T29-T32

Quando uso T29-T32 em vez de T20-T25?

Use T29-T32 quando a documentação relata queimaduras em várias regiões ou não especifica a localização; T20-T25 é para queimaduras da superfície externa com região claramente indicada.

Como diferencio T29-T32 de T26-T28 (olhos/órgãos internos)?

T26-T28 são usados quando há descrição explícita de lesão ocular ou de órgãos internos; se a documentação não especifica tais estruturas, permanece-se no agrupamento T29-T32.

O atestado precisa trazer o CID exato ou basta "queimadura"?

O CID pode ser omitido a pedido do paciente, mas laudo clínico detalhado é essencial para perícia; descreva extensão, profundidade e regiões envolvidas para justificar o código.

Que documentos a perícia costuma exigir para avaliar afastamento por queimadura?

Relatórios médicos com descrição anatômica e extensão, prontuários de emergência, imagens clínicas e registros de internação ou intervenções; esses elementos ajudam a definir gravidade e necessidade de afastamento.

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