T20-T32 — Queimaduras e corrosões

O bloco T20-T32 reúne códigos usados para descrever queimaduras e corrosões da superfície corporal, olhos e órgãos internos, e casos que envolvem múltiplas regiões. Inclui subgrupos muito procurados, como T20-T25 (superfície do corpo), T26-T28 (olho e órgãos internos) e T29-T32.


Quando usar este código

Este agrupamento é acessado quando um profissional precisa registrar uma lesão térmica, química ou por eletricidade e determinar a codificação pela extensão, profundidade e localização anatômica. Para escolher o código correto é necessário descer ao bloco apropriado (por exemplo T20-T25 versus T29-T32) e usar as subdivisões que especificam a superfície, o olho ou múltiplas regiões.

Não confunda com

Queimadura superficial da pele vs queimadura de múltiplas regiões (T20-T25 vs T29-T32): o critério que separa é se a lesão está limitada a uma região anatômica específica (use T20-T25) ou envolve várias regiões do corpo (use T29-T32).

Lesão do olho isolada vs queimadura que atinge órgãos internos (T26-T28 vs T26-T28 subcategorias): o critério é a estrutura afetada; córnea e conjuntiva recebem códigos do T26, enquanto lesão química que penetrou órgãos internos é codificada em T27-T28 conforme órgão atingido.

Queimadura por substância química vs corrosão por contato local (T20-T25 subcódigos vs T26): separar pelo local primário da lesão e pela descrição clínica; danos limitados à pele externa ficam em T20-T25, lesões oculares por produtos químicos são em T26.

O que este grupo reúne

Reúne lesões causadas por calor (chama, líquido quente, vapor), frio extremo, eletricidade ou agentes químicos que provocam destruição tecidual por combustão, desnaturação proteica ou reação química. O critério que une o grupo é o mecanismo lesivo externo seguido de alteração anatômica documentada (superfície, olho, órgãos internos, múltiplas regiões).

Queixas que levam a este capítulo

Queixa típica que leva ao uso destes códigos inclui dor aguda, vermelhidão, bolhas, perda de pele, visão alterada após exposição ocular, sensação de queimadura em áreas amplas ou sintomas sistêmicos após exposição extensa (choque, vômito). Em muitos casos a entrada é por relato de mecanismo (chama, líquido quente, produto químico, eletricidade).

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns: exposição térmica (chama, líquidos quentes, vapor), agentes químicos corrosivos (ácidos, álcalis), corrente elétrica e radiação térmica. Exemplos por bloco: T20-T25 cobre queimaduras de superfície; T26-T28 inclui olhos e órgãos internos afetados por químicos ou calor; T29-T32 engloba casos com múltiplas regiões ou não especificados.

Como se define o código

A codificação depende do exame clínico que documenta localização anatômica, porcentagem de superfície corporal envolvida, profundidade da lesão (epiderme, derme parcial, derme total) e presença de comprometimento de estruturas internas. A distinção prática entre blocos costuma exigir registro claro da(s) região(ões) afetada(s) e da profundidade.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia conforme extensão e profundidade: lesões menores são manejadas ambulatorialmente; queimaduras de espessura total, extensas ou com comprometimento funcional demandam internação e equipe especializada (centro de queimados, cirurgia plástica). O SUS organiza atendimentos desde atenção básica para triagem até referência para serviços especializados e reabilitação.

Classes de medicamentos

Classes comuns incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, agentes tópicos para cicatrização e proteção da ferida, antibióticos sistêmicos quando há infecção documentada, e colírios ou agentes oftalmológicos em lesões oculares. A escolha entre classes depende da profundidade da lesão, risco de infecção e estruturas envolvidas.

Sinais de alarme do grupo

Procure atendimento imediato em queimaduras extensas, profunda perda de pele, comprometimento de vias aéreas (inalação), queimadura elétrica com síncope, exposição química nos olhos com alteração visual, sinais de infecção (febre, aumento da dor, secreção) ou sinais de choque.

Uso em atestado

Atestados para lesões deste grupo devem documentar data e mecanismo da lesão, local anatômico e gravidade aparente; a notificação compulsória varia conforme protocolos locais (por exemplo, acidentes de trabalho). Em perícia, costuma-se exigir registro clínico detalhado e evolução; a omissão do CID a pedido do paciente segue regras gerais de sigilo.

Perguntas frequentes sobre T20-T32

Quando usar T20-T25 em vez de T29-T32?

Use T20-T25 quando a queimadura ou corrosão estiver limitada a uma superfície corporal específica; escolha T29-T32 quando houver envolvimento de múltiplas regiões ou quando a localização não for especificada.

Que código escolher para lesão ocular por produto químico?

Lesões que afetam o olho e seus anexos são codificadas em T26-T28 conforme a estrutura atingida; descreva sempre o dano conjuntival/córnea e qualquer alteração de visão para orientar a subcategoria.

O médico pode omitir o CID no atestado a pedido do paciente?

A omissão do CID no atestado por pedido do paciente é possível dentro das regras de sigilo, mas a documentação clínica interna e a perícia podem exigir registros detalhados para fins legais ou de benefício.

Quais sinais levam à referência para centro de queimados?

Referência costuma ocorrer em queimaduras de espessura total, extensa (grande porcentagem da superfície corporal), comprometimento de face/mãos/genitais, queimadura elétrica de alta tensão, ou lesão por inalação; a decisão é baseada na gravidade e risco funcional.

Este bloco cobre intoxicação por substância cáustica ingerida?

Lesões por ingestão de cáusticos que afetam vias digestivas podem ser codificadas em blocos de trato digestivo ou em T26-T28 quando houver lesão de órgãos internos; a seleção depende da estrutura primariamente afetada e da documentação clínica.

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