T20-T25 — Queimaduras e corrosões da superfície externa do corpo, especificadas por local

  • Queimaduras externas por local
  • Corrosões da pele por local
  • Lesões térmicas e químicas especificadas por topografia

O que este código significa?

Este bloco reúne códigos T20-T25 que descrevem queimaduras e corrosões limitadas à superfície externa do corpo, discriminadas pela localização anatômica (face, cabeça, pescoço, tronco, mãos, pés, etc.). Inclui tanto queimaduras térmicas e por escaldadura quanto corrosões químicas e por contato elétrico superficiais, com subdivisões usadas para especificar lateralidade e extensão quando necessário. Os códigos mais procurados costumam ser os que especificam mãos (T24), rosto e pescoço (T20), e pés (T25). O objetivo é indicar a topografia da lesão; detalhes de profundidade e extensão podem remeter a códigos em blocos próximos.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este bloco quando a documentação clínica descreve queimadura ou corrosão cuja localização externa é informada, mas sem necessidade de agrupar múltiplas regiões (esses vão para T29-T32). Para achar o código exato, descer pela especificação anatômica (por exemplo T20 face/ pescoço) e pela detalhação de lateralidade/ extensão disponível na subcategoria.

Com que grupos este se confunde?

T29-T32 — critério: quando há queimaduras ou corrosões envolvendo várias regiões do corpo simultaneamente ou quando a documentação indica “múltiplas regiões”, usar T29-T32 em vez de T20-T25 que exigem região única especificada.

T26-T28 — critério: quando a lesão está limitada ao olho ou a órgãos internos específicos (por exemplo queimadura ocular), usar T26-T28; T20-T25 valem apenas para superfície externa.

S00-T14 — critério: se a lesão por calor/ produto químico Penetra por orifício natural ou resulta de corpo estranho, ou se o foco é traumatismo concomitante predominante, escolher códigos do intervalo correspondente em vez de T20-T25.

O que é?

Reúne lesões da superfície externa do corpo causadas por ação térmica, química, elétrica ou por contato corrosivo, classificadas pela topografia anatômica. O agrupamento prioriza o local afetado (por exemplo face, tronco, mãos, pés) em vez de detalhar a profundidade ou as sequelas. Em geral cada subcategoria aponta a região e, quando necessário, lateralidade e extensão.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Sinais que levam a codificação aqui são relato de exposição a calor, chama, escaldadura, líquidos quentes, substância corrosiva ou contato elétrico com lesão visível na pele; dor local, vermelhidão, bolhas ou perda de tecido superficial que são descritas no prontuário. A presença de queimadura isolada em uma localização específica costuma direcionar para este bloco.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos incluem queimadura térmica por chama, contato com superfícies quentes ou líquidos quentes (escaldadura); corrosão por ácidos ou bases; queimadura elétrica de entrada/saída limitada à pele; e queimadura por radiação superficial. Exemplos de códigos internos variam conforme o local (p.ex. T20 face/ pescoço, T24 mão).

Como se chega a um código deste grupo?

O código é definido pela descrição clínica da lesão no local (registro da área anatômica afetada) e, na prática, pela documentação de que a lesão se limita à superfície externa naquela região. O que separa blocos é a topografia única versus múltiplas regiões, e a distinção entre superfície externa e órgãos/olho.

Como costuma ser tratado?

O cuidado organiza-se conforme a gravidade e a região: manejo inicial ambulatorial para lesões superficiais, encaminhamento para emergência ou hospitalização se houver maior extensão, comprometimento funcional (mãos, rosto), ou risco de infecção. Serviços especializados de queimados e reabilitação intervêm em casos moderados a graves; o SUS possui referências regionais para atendimento e internamento quando indicado.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas usadas no grupo incluem analgésicos (para controle da dor), anti-inflamatórios, antibióticos tópicos ou sistêmicos quando há risco de infecção, e agentes para cuidado de ferida (antissépticos, coberturas protetoras). A escolha entre classes depende da profundidade, extensão, risco infeccioso e localização da lesão.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação urgente se houver queimadura extensa, comprometimento de face, mãos, pés ou genitais, sinais de infecção (pus, aumento da dor, vermelhidão progressiva), sangramento persistente, perda de função ou sinais sistêmicos como febre, tontura ou dificuldade respiratória.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, conforme o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Quanto ao funcionamento prático, até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, §3º). A partir do 16º dia em diante a responsabilidade passa ao INSS, que exige perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses primeiros 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre a regra dos 60 dias: o CID constante no atestado é o elemento que o perito utiliza para verificar se se trata do mesmo motivo para o qual os atestados anteriores foram emitidos; é por isso que a presença do código no documento tem efeito prático na apuração da soma dos períodos.

Para que um atestado seja aceito ele deve trazer identificação do paciente, o período de afastamento, a data, e a assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente — não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador —, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

No caso do bloco T20–T25, trata‑se de lesões agudas da superfície externa do corpo classificadas pela topografia (por exemplo face, tronco, mãos, pés). Esses eventos são tipicamente episódios agudos decorrentes de exposição térmica, química ou elétrica, que tendem a ser resolvidos no curso agudo ou acompanhados até cicatrização; no entanto, quando envolvem áreas de alta função, como mãos ou face, podem comprometer temporariamente a capacidade de trabalho e demandar maior acompanhamento. Por isso, quando há reincidência de atestados por mesma topografia em curto intervalo, a regra dos 60 dias ganha importância para verificar a continuidade do mesmo problema e o cômputo dos primeiros 15 dias de afastamento.

Perguntas frequentes sobre T20-T25

Quando usar T20 em vez de T29?

Use T20-T25 quando a queimadura ou corrosão estiver delimitada a uma única região externa especificada; se várias regiões são afetadas, usar T29-T32.

Devo registrar T24 quando a lesão é na mão e também no antebraço?

Se houver lesão separada no antebraço, isso implica múltiplas regiões e pode exigir T29-T32 em vez de T24; se o dano está restrito à mão, registrar T24.

O CID T26 é apropriado para queimadura ocular por escaldadura?

Não; lesões que atingem o olho são codificadas em T26-T28; T20-T25 são apenas para superfície externa do corpo.

É obrigatório colocar o CID no atestado de queimadura?

Não é obrigatório inserir o CID a pedido do paciente; porém a perícia e a continuidade do benefício podem exigir documentação clínica detalhada da lesão.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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