C73-C75 — Neoplasias malignas da tireóide e de outras glândulas endócrinas

  • Neoplasias malignas da tireoide e de outras glândulas endócrinas
  • C73-C75

Este bloco reúne neoplasias malignas primitivas da tireoide (C73) e de outras glândulas endócrinas (C74-C75), incluindo paratireoide, suprarrenal e glândulas endócrinas mal definidas. Procurados aqui estão códigos como C73 (tireoide) e C74 (glândula adrenal, paraganglioma quando aplicável), além de C75 para outras glândulas endócrinas. A página serve como agrupamento para direcionar à subdivisão correta conforme local primário e achados histopatológicos. Inclui esclarecimento sobre exames e documentos úteis para codificação e perícia.


Quando usar este código

Use este bloco quando houver diagnóstico de neoplasia maligna primária localizada na tireoide ou noutra glândula endócrina, antes de escolher o código específico. Para descer ao código exato é necessário identificar o órgão primário (ex.: tireoide versus suprarrenal), o subtipo histológico e se há extensão regional ou metástase. Em geral exames de imagem e laudo anatomopatológico guiam a seleção do código detalhado.

Não confunda com

Confusão com C44: o critério que separa é pele como local primário; neoplasia maligna primária da tireoide ou endócrina vai em C73-C75, lesão cutânea maligna em C43-C44.

Confusão com C76-C80 (localizações mal definidas ou secundárias): a distinção é primariedade conhecida; se a neoplasia tem origem confirmada na tireoide ou glândula endócrina usa-se C73-C75, se for local secundário ou primário indefinido usa-se C76-C80.

O que este grupo reúne

Reúne tumores classificados como malignos que têm origem em células das glândulas endócrinas, com comportamento invasivo ou metastático. O bloco inclui tanto carcinomas típicos da tireoide quanto tumores malignos de outras glândulas endócrinas primárias. O critério central é o órgão de origem e a natureza maligna comprovada por exame anatomo-patológico e/ou clínico.

Queixas que levam a este capítulo

As queixas que levam a um código neste grupo variam: nódulo cervical, rouquidão, dor ou massa abdominal (suprarrenal), sinais de excesso ou falta hormonal, ou sintomas de metástase. Muitas vezes o paciente chega por um achado de imagem ou por alteração laboratorial endócrina que motiva investigação.

Mecanismos em comum

Inclui mecanismos tumorais diversos: transformação maligna de células foliculares ou parafoliculares (tireoide), neoplasia da medula ou córtex adrenal, e tumores de outras glândulas endócrinas. Alguns subtipos têm associação genética (síndromes familiares) ou exposição a radiação no caso da tireoide; a diversidade de causas varia conforme o órgão primário.

Como se define o código

A definição do código dentro do bloco depende do local primário e do laudo histopatológico. Excisão ou biópsia que confirme malignidade e identifique o subtipo separa códigos (por exemplo, carcinoma diferenciado da tireoide em C73). Imagem e estudos laboratoriais complementares determinam extensão local e presença de metástase, influenciando subcódigos clínicos quando aplicáveis.

Como o cuidado se organiza

O cuidado costuma ser coordenado por equipes especializadas (endocrinologia, oncologia, cirurgia). Intervenções incluem seguimento ambulatorial, cirurgia hospitalar e terapias adjuvantes conforme subtipo; alguns casos entram em programas do SUS para oncologia. A organização do cuidado depende da localização, estágio e características histológicas.

Classes de medicamentos

Classes empregadas incluem agentes antineoplásicos (quimioterapia), terapias alvo-moleculares específicas conforme alteração genética, hormonioterapia ou supressão hormonal na tireoide, e agentes para controle de síndrome secretora (ex.: bloqueadores adrenérgicos em feocromocitoma). A escolha entre classes varia conforme subtipo histológico e extensão da doença.

Sinais de alarme do grupo

Procure avaliação imediata se houver crescimento rápido de massa cervical, disfagia progressiva, dificuldade respiratória, dor intensa abdominal ou osteomielite/metástase sintomática, vômitos persistentes, queda aguda do nível de consciência ou sinais de hemorragia/endócrinos graves (hipertensão grave, crise adrenérgica).

Uso em atestado

Atestados e afastamentos devem indicar diagnóstico geral (neoplasia maligna) e providências necessárias; a omissão do CID a pedido do paciente é permitida em normas administrativas, mas perícias podem exigir documentação completa. Para afastamentos prolongados e auxílio-doença a perícia solicita documentação oncológica, laudo anatomopatológico e registro do tratamento.

Perguntas frequentes sobre C73-C75

Quando devo classificar como C73 em vez de C75?

Use C73 quando o tumor maligno tiver origem confirmada na tireoide (histologia ou imagem) e C75 quando a neoplasia primária for outra glândula endócrina identificada clinicamente ou por anatomopatologia.

O laudo anatomopatológico é obrigatório para fixar o código?

Na prática de codificação, o laudo histopatológico que confirme malignidade e local primário é o principal documento para escolher o código; achados de imagem podem orientar quando biópsia não for possível.

Este bloco inclui metástases para a tireoide?

Não; metástases encontradas na tireoide costumam ser codificadas como neoplasia secundária (C77-C79 ou C76-C80 conforme localização), enquanto C73-C75 são neoplasias primárias da glândula.

É necessário informar CID em atestado se paciente pedir sigilo?

O médico pode omitir o CID a pedido do paciente em muitos contextos administrativos; porém, perícias e solicitações de benefícios exigirão documentação completa e o CID relacionado ao diagnóstico.

Como distinguir C74 (suprarrenal) de C75 (outras glândulas)?

A distinção baseia-se no órgão primário identificado: neoplasia originada na suprarrenal classifica-se em C74; tumores de paratireoide ou glândulas endócrinas menos comuns entram em C75 conforme local exato e laudo.

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