C60-C63 — Neoplasias malignas dos órgãos genitais masculinos

  • Neoplasias malignas genitais masculinas
  • Tumores malignos do aparelho genital masculino
  • Câncer genital masculino

Bloco que reúne neoplasias malignas primárias dos órgãos genitais masculinos, incluindo códigos mais procurados como C60 (pênis), C61 (próstata, embora parte do trato urinário esteja em C64-C68 conforme o foco), C62 (testículo) e C63 (órgãos anexos masculinos). Cobrem diagnósticos iniciais por suspeita, neoplasias confirmadas por anatomia patológica e subtipos anatômicos locais. Útil tanto para codificação quanto para pacientes entenderem onde seu diagnóstico se enquadra dentro do capítulo de neoplasias malignas.


Quando usar este código

Este bloco é acessado quando há registro de tumor maligno primário localizado nos órgãos genitais masculinos ou termo equivalente no laudo. A partir daqui o codificador desce ao código específico (por ex. C60.0 vs C60.9) com base em topografia precisa, extensão local e achados histopatológicos.

Não confunda com

C62 vs C63: C62 indica neoplasia maligna do testículo; C63 cobre órgãos anexos (epidídimo, cordão espermático) — o laudo anatomopatológico e a descrição anatômica separam os códigos.

C60 vs C64-C68: C60 refere-se ao pênis; neoplasias que envolvem junção com trato urinário podem ser codificadas em C64-C68 se o órgão primário for urinário — identificar órgão primário e topografia no laudo evita erro.

C61 (quando listado entre irmãos) vs C64: C61 é neoplasia maligna da próstata; neoplasias do trato urinário superior e bexiga ficam em C64-C68 — localizar primariamente a próstata no relatório define a escolha.

O que este grupo reúne

Conjunto de neoplasias malignas primárias localizadas nos órgãos genitais masculinos. Reúne tumores classificados por topografia anatômica (pênis, testículo, estruturas anexas) e, dentro de cada código, por extensão local e confirmação histológica. O foco é o local de origem do tumor, não necessariamente o subtipo histológico.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a esse bloco incluem massa palpável no escroto, dor testicular, lesão ou úlcera peniana visível, sangramento do pênis, alterações no formato do órgão ou desconforto perineal; às vezes alteração de imagem incidental sem sintomas.

Mecanismos em comum

Mecanismos que agrupam esses casos são proliferação maligna de células epiteliais ou germinativas em órgãos genitais masculinos. Exemplos: carcinomas do pênis (C60), seminomas e não-seminomas testiculares (C62) e tumores de tecidos anexos (C63). Fatores de risco variam conforme o bloco e subtipo.

Como se define o código

O código é definido por local anatômico primário e pelo resultado histopatológico que confirma malignidade. A separação entre códigos ocorre por topografia precisa (p.ex. pênis vs testículo vs anexos) e, na prática, pelo laudo cirúrgico ou anatomopatológico que descreve origem e extensão.

Como o cuidado se organiza

Cuidados variam conforme a localização e estágio: podem incluir seguimento ambulatorial, procedimentos cirúrgicos, oncologia médica e radioterapia em serviço especializado. O SUS oferece via regulação procedimentos oncológicos e centros de referência conforme necessidade e protocolo local.

Classes de medicamentos

Classes comuns incluem agentes quimioterápicos citotóxicos usados conforme o subtipo histológico (por ex. regimes para tumores testiculares) e agentes adjuvantes/analgésicos; a escolha depende do subtipo, estádio e indicação oncológica decidida pela equipe.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme: nódulo testicular persistente, aumento escrotal, lesão ulcerada ou sangrante no pênis, dor testicular intensa, aumento de volume rápido ou sinais sistêmicos (perda de peso, febre persistente) que sugiram extensão.

Uso em atestado

Atestados devem registrar o diagnóstico conforme documento clínico; o CID pode ser omitido a pedido do paciente em atestado. Para afastamento a perícia médica costuma solicitar laudo anatomopatológico, relatório cirúrgico e estadiamento, além de documentação de tratamentos em curso.

Perguntas frequentes sobre C60-C63

Quando uso C60 em vez de C63?

Use C60 quando o laudo indicar pênis como local primário; C63 é para estruturas anexas masculinas como epidídimo e cordão espermático.

O que a perícia costuma pedir para atestar neoplasia maligna deste bloco?

Geralmente exige laudo de anatomia patológica, relatório cirúrgico e documentação do estadiamento e do tratamento realizado.

Se o tumor envolver pênis e bexiga, qual código escolher?

Determina-se o órgão primário no laudo; se for pênis usa-se C60, se for trato urinário primário escolhem-se códigos C64-C68.

Quais exames confirmam um câncer testicular para codificação em C62?

Ultrassonografia escrotal com biópsia ou peça cirúrgica e laudo de anatomia patológica que confirme malignidade.

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