C69-C72 — Neoplasias malignas dos olhos, do encéfalo e de outras partes do sistema nervoso central
O que este código significa?
Este bloco reúne neoplasias malignas localizadas no olho (C69), no encéfalo (C71) e em outras partes do sistema nervoso central (C72). Inclui os códigos mais procurados como C69.0 (conjuntiva), C69.2 (retina), C71.9 e C72.0 (medula espinal). A página serve como agrupamento: orienta sobre quando descer a subcategoria correta e que diferenças práticas separam olhos, encéfalo e outras localizações do SNC.
Quando se usa um código deste grupo?
Usa-se este bloco quando a origem primária do tumor é no olho, no encéfalo ou noutra parte do SNC e ainda não foi escolhida a subcategoria específica. Do pesquisador que chega por um código ocular ao especialista em tumores cerebrais, a prática comum é revisar imagem, anatomia envolvida e laudo histopatológico para selecionar o código final dentro de C69–C72.
Com que grupos este se confunde?
C69 versus C71: separar por órgão primário — tumores originários na retina, coroide ou conjuntiva usam C69; lesões originárias no parênquima cerebral usam C71, independentemente de sintomas oculares.
C71 versus C72: distinguir encéfalo (C71) de outras estruturas do SNC (C72) — tronco encefálico, medula espinal e nervos cranianos pertencem a C72.
C69.x (olho) versus metástase ocular codificada em C79.4: critério é primariedade — massa ocular com primário fora do olho frequentemente recebe código de metástase.
O que é?
Reúne tumores malignos primários que se originam no tecido ocular, no tecido encefálico ou em outras partes do sistema nervoso central. O critério que une o bloco é a primariedade e a localização anatômica: olho (estruturas oculares), encéfalo (parênquima cerebral) e demais componentes do SNC (tronco, medula, nervos). Variantes histológicas e origem celular são detalhadas nas subcategorias, mas aqui o agrupamento é anatômico.
Que queixas costumam cair neste grupo?
São as queixas que levam a investigação: alterações visuais, perda de visão ou diplopia sugerem C69; sintomas neurológicos focais como cefaleia, crises convulsivas, déficit motor ou alterações cognitivas orientam para C71; dor radicular, alterações sensitivas ou disfunção autonômica podem indicar C72. Em geral a apresentação varia conforme a localização anatômica.
O que costuma estar por trás deste grupo?
O mecanismo comum é proliferação maligna de células do tecido afetado — por exemplo, melanomas ou carcinomas no olho (C69), gliomas no encéfalo (C71) e neoplasias do tecido nervoso ou das bainhas nervosas em C72. Fatores de risco e etiologia variam: predisposição genética, exposições ambientais e processos desconhecidos influenciam tipos específicos dentro do bloco.
Como se chega a um código deste grupo?
O que define o código é a localização anatômica primária e, quando exigido, o laudo histopatológico que confirma malignidade e tipo celular. Na prática, separa-se C69/C71/C72 pela correlação entre imagem (local da lesão), achado cirúrgico e anatomia descrita no laudo; metástase ou primário em outro órgão muda o enquadramento.
Como costuma ser tratado?
O cuidado varia conforme localização e tipo: cirurgia, radioterapia e terapias sistêmicas são realizadas em ambiente hospitalar e por equipes especializadas. Muitos casos requerem atendimento multidisciplinar em centros de referência oncológica; SUS oferece procedimentos oncológicos e radioterápicos conforme protocolos e regulação de vagas.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes utilizadas incluem quimioterápicos citotóxicos, agentes alquilantes, inibidores de sinalização e terapias-alvo dependendo do subtipo histológico, além de corticosteroides para reduzir edema cerebral. A escolha entre classes depende do tipo histológico, extensão da doença e status neurológico do paciente.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação imediata diante de perda súbita de visão, crise convulsiva nova, déficit neurológico agudo (fraqueza, confusão, alteração de fala) ou sinais de compressão medular como perda de força e controle esfincteriano; esses são sinais de urgência neurológica associados a tumores do SNC e ocular.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins do limite de 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
Essa soma de 60 dias é feita pelo perito a partir do CID registrado: é o código do atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma, e por isso o CID aparece no documento como razão prática para a conferência do histórico de afastamentos.
Para que um atestado seja aceito precisa constar identificação do paciente, o período de afastamento, data, assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.
No caso das neoplasias malignas do olho, do encéfalo e de outras partes do sistema nervoso central (C69–C72), trata‑se de doenças primárias localizadas em estruturas oculares, no parênquima encefálico ou em outros componentes do sistema nervoso central. Esses quadros costumam requerer intervenções hospitalares e tratamentos especializados (cirurgia, radioterapia, terapias sistêmicas) e, por envolverem lesões que podem gerar déficits neurológicos ou visuais, frequentemente provocam incapacidade laboral temporária ou necessidade de acompanhamento e registro médico mais intensivo. Como as situações podem ser recorrentes ou exigirem séries de atestados durante trajetos terapêuticos e de seguimento, a regra dos 60 dias é especialmente relevante: atestados sucessivos com o mesmo CID permitem ao perito somar períodos para avaliar o padrão de afastamentos relacionados à mesma condição.
Que direitos este código envolve?
O enquadramento legal pauta-se em legislação sobre benefícios por doença e incapacidade: a categoria ‘neoplasia maligna’ é reconhecida em normas trabalhistas e previdenciárias como grupo que pode justificar afastamento e tratamentos regulados. Concessão de benefício depende de perícia médica e inclusão nos rol e critérios específicos do INSS ou programas públicos, não apenas do código CID.
Perguntas frequentes sobre C69-C72
Quando uso C69 em vez de C71?
Use C69 quando o tumor for primário no olho (retina, coroide, conjuntiva etc.); use C71 quando a lesão for primária no parênquima encefálico.
Como diferenciar C71 e C72 na prática de codificação?
C71 é para tumores do encéfalo; C72 cobre tronco encefálico, medula espinal, nervos cranianos e outras partes do SNC — a descrição anatômica e a imagem definem a escolha.
O código de neoplasia maligna garante afastamento ou benefício previdenciário?
A legislação reconhece neoplasia maligna como condição que pode justificar afastamento, mas a concessão de benefícios depende de perícia, documentação clínica e critérios específicos do INSS.
Devo omitir o CID a pedido do paciente em atestado?
A omissão pode ser solicitada e é aceita em situações de privacidade, mas a perícia e a instituição podem exigir documentação detalhada para avaliação do afastamento.
Metástase ocular é codificada em C69?
Não; metástase ocular normalmente recebe código de metástase (por exemplo C79.4) quando o primário é outro órgão, enquanto C69 é reservado a primários oculares.
Códigos relacionados
- C00-C14 Neoplasias malignas do lábio, cavidade oral e faringe
- C00-C75 Neoplasias [tumores] malignas(os), declaradas ou presumidas como primárias, de localizações especificadas, exceto dos tecidos linfático, hematopoético e tecidos correlatos
- C00-C97 Neoplasias [tumores] malignas(os)
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- C30-C39 Neoplasias malignas do aparelho respiratório e dos órgãos intratorácicos
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- C43-C44 Melanoma e outras(os) neoplasias malignas da pele
- C45-C49 Neoplasias malignas do tecido mesotelial e tecidos moles
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- C51-C58 Neoplasias malignas dos órgãos genitais femininos
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- C73-C75 Neoplasias malignas da tireóide e de outras glândulas endócrinas
- C76-C80 Neoplasias malignas de localizações mal definidas, secundárias e de localizações não especificadas
- C81-C96 Neoplasias [tumores] malignas(os), declaradas ou presumidas como primárias, dos tecidos linfático, hematopoético e tecidos correlatos
- C97-C97 Neoplasias malignas de localizações múltiplas independentes (primárias)
- D00-D09 Neoplasias [tumores] in situ
- D10-D36 Neoplasias [tumores] benignas(os)
- D37-D48 Neoplasias [tumores] de comportamento incerto ou desconhecido
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco C69-C72
- OMS — ICD-10, versão 2019 (C69-C72)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.