C30-C39 — Neoplasias malignas do aparelho respiratório e dos órgãos intratorácicos

  • neoplasia maligna respiratória
  • câncer do aparelho respiratório
  • câncer intratorácico

Este bloco reúne neoplasias malignas que têm origem em estruturas do aparelho respiratório e em órgãos intratorácicos (C30-C39). Inclui tumores de cavidade nasal e seios paranasais (C30-C31), laringe (C32), traqueia (C33), brônquios e pulmão (C34) e outras localizações intratorácicas. Os códigos mais procurados costumam ser C34 (pulmão/bronquíolos), C32 (laringe) e as neoplasias da cavidade nasal/sinusais (C30-C31). A escolha do código depende basicamente do sítio primário e da confirmação histopatológica.


Quando usar este código

Esta página aparece quando a busca ou a navegação aponta para tumores malignos com topografia respiratória/intratorácica. Para chegar ao código específico, identifique primeiro o sítio primário (laringe C32, traqueia C33, pulmão C34, cavidade nasal C30-C31) e depois afine por confirmação histológica, extensão e se é primário ou secundário.

Não confunda com

C33 vs C34: definir origem traqueal (C33) ou broncopulmonar (C34) pelo epicentro em broncoscopia ou imagem.

C34 vs C77-C79 (metástase): usar C34 para tumor primário do pulmão; usar códigos de neoplasias secundárias (C77-C79) se houver evidência de metástase comprovada de tumor extratorácico.

C30-C31 vs C32: tumores de cavidade nasal/seios (C30-C31) diferem de laringe (C32) pelo quadro de obstrução nasal/epistaxe e exame endoscópico versus rouquidão e laringoscopia.

O que este grupo reúne

Neoplasias malignas com comportamento invasivo originadas em estruturas do aparelho respiratório ou em órgãos intratorácicos. O critério que as reúne é a topografia primária localizada nessas regiões e o comportamento neoplásico maligno (infiltrativo e com potencial metastático), independentemente da histologia específica.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este bloco incluem tosse persistente, hemoptise, dispneia, dor torácica, rouquidão, obstrução nasal ou epistaxe, secreção nasal crônica ou massa cervical por adenopatia. Perda de peso e fadiga também motivam investigação tumoral.

Mecanismos em comum

Os mecanismos que agrupam estas condições são neoplásicos: carcinógenos ambientais e ocupacionais (ex.: tabagismo fortemente associado a C34), exposições profissionais, histórico de radiação na região, fatores genéticos e, em alguns sítios, associações virais. Algumas lesões intratorácicas correspondem a metástases de tumores primários em locais distantes.

Como se define o código

O diagnóstico que define o código combina a localização topográfica demonstrada por exame de imagem e endoscopia com confirmação histopatológica por biópsia. Na prática, a diferenciação entre tumor primário (código do bloco C30-C39) e neoplasia secundária ou de localização mal definida (C76-C80; C77-C79 para metástases) é feita por correlação clínica, imagem e histologia.

Como o cuidado se organiza

O cuidado costuma ser multidisciplinar, envolvendo oncologia, cirurgia torácica/otorrinolaringologia, radioterapia e cuidados paliativos quando indicado. Tratamento pode ocorrer em ambulatório e em hospitais especializados; casos complexos seguem para centros oncológicos e programas do SUS que ofertam terapia oncológica e radioterapia conforme protocolos locais.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas usadas neste grupo incluem: citotóxicos (quimioterapia convencional, agentes que interferem na divisão celular ou danificam DNA), terapias-alvo (inibidores de tirosina quinase e outros agentes direcionados a alterações moleculares), imunoterápicos (inibidores de pontos de checagem imune) e medicamentos de suporte (analgésicos, antieméticos, corticóides). A escolha depende de histologia, estadiamento e perfis moleculares.

Sinais de alarme do grupo

Procurar emergência em sinais de alarme: dificuldade respiratória intensa, hemoptise abundante, obstrução de via aérea, sinais de compressão medular (dor nas costas com déficit neurológico), febre alta com instabilidade hemodinâmica ou piora súbita de estado geral.

Uso em atestado

Neoplasias malignas costumam justificar afastamento conforme necessidade terapêutica; o CID pode ser omitido no atestado a pedido do paciente por motivos de confidencialidade. Casos oncológicos são registrados em sistemas e registros de câncer; perícias geralmente exigem laudo histopatológico, exames de imagem e comprovantes de tratamento.

Perguntas frequentes sobre C30-C39

Como escolher entre C34 e C33 para um tumor de via aérea?

A escolha é definida pelo sítio primário: C33 para traqueia demonstrada por endoscopia/imagem; C34 para bronco/pulmão quando o epicentro estiver no parênquima ou brônquios.

Quando usar códigos de metástase em vez de C34?

Use códigos de neoplasias secundárias/indefinidas (C76-C80 ou C77-C79) quando houver evidência clara de que a lesão intratorácica é metástase de tumor primário em outro sítio.

Posso omitir o CID no atestado por privacidade?

Sim, o paciente pode solicitar a omissão do CID no atestado por motivos de confidencialidade; para perícia, são exigidos documentos que comprovem diagnóstico e tratamento (histologia, imagem, relatórios).

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