C81-C96 — Neoplasias [tumores] malignas(os), declaradas ou presumidas como primárias, dos tecidos linfático, hematopoético e tecidos correlatos

  • linfoma
  • leucemia
  • mieloma
  • neoplasia hematopoiética maligna

Este bloco reúne neoplasias malignas primárias dos tecidos linfático, do sangue e de tecidos correlatos, cobrindo principalmente linfomas (C81-C85), leucemias (C91-C95) e mieloma/mielodisplasias correlatas (C88-C90). Inclui também neoplasias de células relacionadas, como alguns tumores de histiocitose e doenças linfoproliferativas especificadas. Os códigos mais procurados aqui costumam ser C81 (linfoma de Hodgkin), C83 (linfoma não Hodgkin) e C91 (leucemia linfóide).


Quando usar este código

Seleciona-se este bloco quando se trata de uma neoplasia considerada maligna e primária desses tecidos, seja por biópsia, aspirado de medula, hemograma/fluxo citométrico ou laudo anatomopatológico. A partir daqui o codificador desce ao subgrupo segundo o tipo celular e a codificação específica do laudo (linfoma Hodgkin versus não Hodgkin; leucemia mieloide versus linfóide; mieloma). Quando a localização for metastática ou de origem mal definida, busca-se códigos irmãos como C76-C80.

Não confunda com

C76-C80 — se o tumor é uma neoplasia maligna de tecido linfático primária use C81-C96; use C76-C80 quando a lesão for secundária ou a localização for mal definida.

D37-D48 — se o laudo informa comportamento incerto ou desconhecido, os achados entram em D37-D48; em presença de invasão confirmada por exame anatomopatológico, usa-se C81-C96.

D00-D09 — neoplasias in situ de órgãos não entram aqui; a presença de in situ isolado dirige para D00-D09, enquanto infiltração invasiva caracterizará código em C81-C96.

O que este grupo reúne

Reúne tumores classificados como malignos que têm origem primária nos tecidos linfáticos, no sangue ou em tecidos relacionados. O critério que os une é o comportamento neoplásico invasivo e a linhagem celular (linfóide, mieloide, plasmocitária, histiocitária). Varia conforme o subtipo histológico e o órgão de origem medido em laudo.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a essa codificação incluem linfadenopatia progressiva, febre inexplicada, sudorese noturna, perda de peso, fadiga por citopenias, sangramentos ou infecções recorrentes; alguns casos são achados laboratoriais isolados (leucocitose, citopenia, presença de células atípicas no hemograma).

Mecanismos em comum

Os mecanismos que agrupam estas doenças são a proliferação maligna de linhagens hematolinfóides por mutações genéticas, translocações cromossômicas ou desregulação imunológica. Exemplos de blocos: C81-C85 (linfomas de diferentes subtipos), C88-C90 (neoplasias de plasmócitos e doenças relacionadas), C91-C95 (leucemias agudas e crônicas).

Como se define o código

O código é definido por achado histopatológico, citológico ou imunofenotípico que identifique malignidade e linhagem celular; biópsia excisional de linfonodo, aspirado e biópsia de medula óssea, imunohistoquímica e citometria de fluxo costumam separar linfoma de leucemia ou mieloma e diferenciar subtipos dentro dos blocos.

Como o cuidado se organiza

O cuidado é geralmente especializado em hematologia/oncologia, envolvendo ambulatório e ciclos hospitalares conforme necessidade. Programas do SUS contemplam diagnóstico, quimioterapia, radioterapia quando indicada, e registros em centros de oncologia; o manejo varia muito conforme o subtipo e estágio da doença.

Classes de medicamentos

Classes utilizadas incluem agentes citotóxicos (quimioterápicos), agentes imunomoduladores, anticorpos monoclonais (terapia alvo), inibidores de tirosina quinase e corticosteroides; a escolha depende do subtipo histológico, da extensão da doença e das comorbidades.

Sinais de alarme do grupo

Procura imediata é indicada para febre persistente, sangramento inexplicado, dificuldade respiratória, confusão mental súbita, ou sinais de infecção grave em paciente com citopenias. Queda rápida de hemoglobina ou plaquetas também requer avaliação urgente.

Uso em atestado

Em atestados e afastamentos a neoplasia maligna é motivo frequente de declaração clínica; a notificação compulsória varia por subtipo e normativas locais. A perícia costuma exigir laudo anatomopatológico, relatórios de exames complementares e registro do tratamento; a omissão do CID a pedido do paciente é aceita em alguns casos, mas o laudo clínico continua exigido.

Perguntas frequentes sobre C81-C96

Quando devo escolher C81-C85 em vez de C91-C95?

Use C81-C85 quando o laudo aponta linfoma primário (linfóide nodal ou extra-nodal) e C91-C95 quando há diagnóstico de leucemia primária definido por comprometimento medular e células circulantes malignas.

Se o laudo diz "comportamento incerto", qual código usar, C81-C96 ou D37-D48?

Comportamento incerto dirige para D37-D48; apenas neoplasia com invasão comprovada ou laudo que declare malignidade entra em C81-C96.

O atestado médico pode omitir o CID por pedido do paciente para estas neoplasias?

A omissão do CID por pedido do paciente é possível em atestados, mas para fins de perícia e programas oficiais normalmente são exigidos laudos e documentação que justifiquem o diagnóstico.

Onde encontro o código para uma neoplasia mal definida ou metastática de tecidos linfáticos?

Neoplasia mal definida ou secundária costuma usar C76-C80; somente neoplasia primária confirmada no tecido linfático, hematopoiético ou correlato pertence a C81-C96.

Quais exames o perito costuma pedir para confirmar um código deste bloco?

Peritos solicitam laudo anatomopatológico, imunohistoquímica, mielograma/biopsia de medula, citometria de fluxo e exames de imagem para estadiamento.

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