C51-C58 — Neoplasias malignas dos órgãos genitais femininos

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  • neoplasia maligna dos órgãos genitais femininos
  • neoplasia genital feminina

Este bloco reúne neoplasias malignas primárias que afetam os órgãos genitais femininos: vulva (C51), vagina (C52), colo do útero (C53), corpo do útero (C54), placenta e anexos (C55-C56 conforme subcategorias), ovário (C56-C57) e órgãos genitais femininos não especificados (C58). Os códigos mais buscados usualmente incluem C53 (colo do útero), C56 (ovário) e C54 (corpo do útero). A página serve como ponto de navegação para selecionar o local anatômico exato e seguir para o código específico.


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando a neoplasia maligna é localizada em qualquer órgão genital feminino; para codificar, descer ao código que identifica o sítio anatômico primário e a histologia quando aplicável. Se houver metástase conhecida, registra-se o primário aqui e códigos adicionais para metástase quando exigido. Na prática, o revisor seleciona primeiro o bloco (C51-C58) e depois escolhe o código específico conforme a localização e achados cirúrgicos ou anatomopatológicos.

Não confunda com

C53 (Neoplasia maligna do colo do útero) vs C54 (Corpo do útero): o critério é o sítio anatômico primário documentado; achado histopatológico de tumor originado no endométrio aponta para C54, lesão no epitélio do canal cervical aponta para C53.

C56 (Ovário) vs C57 (Outros órgãos genitais femininos primários, como trompa): o critério é o órgão primário identificado pela cirurgia ou imagem; massa ovariana documentada opera para C56, tumor primário na tuba para C57.

C51 (Vulva) vs C52 (Vagina): o critério é a localização anatômica inicial do tumor descrita no laudo clínico ou anatomopatológico; lesão na pele vulvar codifica C51, lesão no epitélio vaginal codifica C52.

O que este grupo reúne

Reúne tumores malignos primários que nascem no tecido epitelial ou estromal dos órgãos genitais femininos. O critério que as agrupa é a natureza maligna (invasão local, potencial metastático) e o sítio anatômico feminino como primário. Variações incluem histologia (carcinoma escamoso, adenocarcinoma, neoplasias ovarianas específicas) e extensão local versus disseminação.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a codificação neste bloco incluem sangramento genital anormal (posmenstrual, pós-coito ou pós-menopausa), massa palpável pélvica ou vulvar, dor pélvica ou abdominal persistente, secreção vaginal incomum e sintomas urinários ou intestinais por compressão. Sintomas variam com o órgão afetado: sangramento uterino é mais comum em tumores do corpo e colo, massa abdominal em tumores ovarianos.

Mecanismos em comum

Mecanismos incluem transformação maligna de epitélios ou tecidos gonadais por fatores genéticos, exposição a agentes carcinogênicos e infecções oncogênicas; por exemplo, infecção persistente por HPV está associada a muitos C51-C53 (vulva e colo), enquanto neoplasias ovarianas frequentemente envolvem alterações genéticas específicas e síndrome hereditária em uma minoria.

Como se define o código

O código é definido pelo sítio anatômico primário documentado em laudo cirúrgico, imagem ou anatomopatológico; a histologia complementa a codificação quando necessário. Na prática, o que separa blocos é o órgão primário claramente identificado (vulva, vagina, colo, corpo, ovário) e a presença de invasão maligna no exame anatomopatológico.

Como o cuidado se organiza

O cuidado é organizado por sítio e estágio: envolve atenção especializada oncológica e ginecológica, com vias ambulatoriais para diagnóstico e seguimento, unidades hospitalares para cirurgia e oncologia clínica para quimioterapia e radioterapia quando indicadas. No SUS, casos oncológicos seguem protocolos e programas de atenção ao câncer, incluindo referência e contrarreferência entre atenção básica, média complexidade e centros especializados.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas usadas no manejo deste conjunto incluem agentes citotóxicos (quimioterapia), antineoplásicos-alvo conforme tumor, hormonioterapia em tumores hormonossensíveis e analgésicos e antieméticos de suporte. A escolha entre classes depende da histologia, do estadiamento e da sensibilidade tumoral, decidida por equipe oncológica.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme: sangramento genital persistente ou intenso, dor pélvica ou abdominal progressiva, massa abdominal/pélvica palpável em crescimento rápido, perda ponderal inexplicada e sintomas urinários ou intestinais novos. Estes sinais justificam avaliação médica imediata.

Uso em atestado

Para atestado e afastamento, a neoplasia maligna é registrada pelo código anatômico primário; a perícia costuma exigir laudo anatomopatológico, relatório oncológico e documentação de tratamentos. Notificação compulsória segue normas locais para câncer; o CID pode ser omitido a pedido do paciente em atestados privados, mas a perícia pode exigir documentação completa para benefícios.

Perguntas frequentes sobre C51-C58

Quando uso C53 em vez de C54?

Use C53 quando o tumor primário estiver documentado no colo do útero; use C54 se originar no corpo uterino/endométrio.

Um tumor ovariano metastático deve ficar em C56 ou outro código?

C56 codifica neoplasia maligna primária do ovário; se o ovário for sítio secundário, registra-se o primário no código apropriado e códigos adicionais para metástase conforme regra.

É obrigatório informar CID completo em atestados de câncer?

O CID é normalmente registrado, mas o paciente pode pedir omissão em atestados; perícia e programas de benefícios exigirão laudos e documentação para avaliação.

Quando escolher C51 versus C52?

C51 corresponde a câncer primário da vulva; C52 à vagina — a diferenciação depende da localização anatômica primária descrita no laudo clínico ou anatomopatológico.

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