C43-C44 — Melanoma e outras(os) neoplasias malignas da pele

  • neoplasia maligna da pele
  • câncer de pele malígno
  • melanoma
  • carcinoma basocelular
  • carcinoma espinocelular

O que este código significa?

Este bloco reúne as neoplasias malignas primárias da pele, incluindo o melanoma (C43) e outros tumores cutâneos malignos mais frequentes, como os carcinomas basocelular e espinocelular (C44). Procuras comuns dentro do bloco incluem C43.0–C43.9 para localizações do melanoma e C44.0–C44.9 para outras localizações e tipos histológicos. A página orienta a navegação para códigos mais específicos por local e, quando disponível, por histologia.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento quando a suspeita ou confirmação é de neoplasia maligna originada na pele, sem especificar ainda local exato ou subtipo. Para chegar ao código certo é preciso indicar localização anatômica e, quando aplicável, tipo histológico (melanoma versus carcinoma). A codificação detalhada exige documentação cirúrgica, anatomopatológica ou laudo de biópsia.

Com que grupos este se confunde?

C44 vs D04: D04 descreve neoplasia in situ da pele; a presença de invasão histológica diferencia C44 (maligna invasiva) de D04 (in situ).

C43 vs C44: C43 é reservado ao melanoma maligno; lesões não melanocíticas com padrão histológico de carcinoma vão para C44.

C44 vs D49: D49 refere-se a neoplasia de comportamento incerto ou desconhecido; confirmação de malignidade invasiva (metástase ou invasão histológica) desloca o registro para C44.

O que é?

Reúne neoplasias cutâneas com comportamento maligno primário da pele. O agrupamento separa principalmente por histologia (melanoma versus outras neoplasias epiteliais/dermais) e por localização anatômica. Em geral inclui tumores primários originados nas camadas epidérmicas, dérmicas ou anexiais da pele.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a esta codificação incluem lesão cutânea nova ou que muda de aspecto, nódulo ou úlcera que não cicatriza, sangramento ou crosta persistente, e crescimento rápido de mancha pigmentada. Em estágios avançados, podem aparecer nódulos subcutâneos, linfadenopatia ou sintomas de metástase.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos agrupam carcinogênese cutânea por dano genético nas células da pele: proliferção maligna de melanócitos no melanoma (C43) ou transformação de queratinócitos e anexos cutâneos em carcinomas (C44). Fatores ambientais, genéticos e histórico de exposição ultravioleta influenciam o risco e o tipo histológico.

Como se chega a um código deste grupo?

O código é definido por achado anatomopatológico de malignidade em amostra de biópsia ou peça cirúrgica; o tipo histológico e a margem/localização anatômica determinam o código específico. Em geral, laudo de anatomia patológica diferencia melanoma (C43) de outros carcinomas cutâneos (C44) e orienta subclassificação por sítio.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma envolver equipes especializadas: dermatologia, cirurgia oncológica, oncologia clínica e, quando indicado, radioterapia. Muitos casos iniciais são tratados de forma ambulatorial com biópsia excisional ou cirurgia; tumores avançados exigem tratamento institucional e avaliação multidisciplinar. Programas públicos oferecem referência e cobertura diagnóstica/terapêutica conforme protocolos do SUS.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas no grupo variam com histologia e estágio: imunoterápicos e agentes alvo molecular para melanoma metastático, citotóxicos em regimes sistêmicos, e analgésicos ou medicamentos de suporte para sintomas. A escolha depende do subtipo histológico, carga tumoral e presença de metástases.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação imediata diante de lesão cutânea nova ou que muda de aspecto, úlcera que não cicatriza, sangramento espontâneo, aumento rápido de nódulo ou aparecimento de linfonodos palpáveis. Sintomas sistêmicos novos (perda de peso, dor persistente, sintomas respiratórios) quando há diagnóstico conhecido exigem atenção rápida.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A soma dos períodos curtos para fins do pagamento pelo empregador depende dessa regra de 60 dias.

A regra dos 60 dias é aplicada com base no CID registrado no atestado: é o código que o perito usa para avaliar se os atestados são pelo mesmo motivo — por isso o CID no documento é a razão prática pela qual a soma dentro de 60 dias pode ocorrer, informação que muitas pessoas desconhecem.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa ter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. O CID só deve constar com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos períodos dentro de 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

No caso de C43–C44 (melanoma e outras neoplasias malignas da pele), trata‑se de neoplasias malignas primárias da pele que, em estágios iniciais, muitas vezes são manejadas por procedimentos ambulatoriais como biópsia excisional ou cirurgia; tumores avançados exigem cuidados institucionais e abordagem multidisciplinar. Esse quadro pode levar a incapacidade para o trabalho dependendo da extensão, local e do tratamento necessário, e tende a exigir acompanhamento e registro quando há necessidade de terapias adicionais ou avaliação oncológica. Quando o quadro recorre ou há tratamentos sequenciais, a regra dos 60 dias ganha importância porque vários atestados pelo mesmo CID podem ser somados para apuração do pagamento pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre C43-C44

Quando uso C43 e quando uso C44?

C43 é usado quando a neoplasia primária for melanoma maligno; C44 agrupa outros tumores malignos primários da pele, como carcinomas basocelular e espinocelular.

O laudo anatomopatológico é obrigatório para codificar neste bloco?

Sim; a confirmação histológica que descreva invasão e tipo histológico é o principal critério para atribuir o código específico dentro de C43-C44.

Neoplasia maligna da pele é notificação compulsória?

A notificação depende das normas vigentes; em perícia e para afastamento, costuma-se exigir documentação formal (biópsia, cirurgia), e o CID pode ser omitido a pedido do paciente em situações administrativas.

Como indicar localização para escolher o código dentro do bloco?

Deve-se registrar a localização anatômica precisa (por ex., face, membro superior) no laudo clínico ou cirúrgico; a combinação de localização e histologia define o subcódigo.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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