C15-C26 — Neoplasias malignas dos órgãos digestivos

  • Câncer do aparelho digestivo
  • Neoplasia maligna digestiva
  • Tumor maligno do trato gastrointestinal

O que este código significa?

Este bloco reúne as neoplasias malignas primárias que têm como sítio os órgãos do aparelho digestivo (C15-C26). Inclui tumores do esôfago (C15), estômago (C16), intestino delgado (C17), cólon e reto (C18-C21), fígado e vias biliares (C22-C24) e pâncreas (C25). Os códigos mais procurados costumam ser C16, C18-C21, C22 e C25. A escolha do código depende da localização anatômica do tumor primário e do laudo anatomopatológico.


Quando se usa um código deste grupo?

Esta página aparece quando a busca é por câncer ou neoplasia maligna com sítio digestivo amplo. Para descer ao código correto é necessário identificar o órgão primário e o laudo anatomopatológico (ou, na falta dele, imagem e relação clínico-anatômica) e então selecionar o código específico dentro de C15-C26.

Com que grupos este se confunde?

  • C16 versus C18-C21 — critério: sítio epicêntrico do tumor no laudo anatomopatológico ou localização endoscópica (estômago versus cólon/recto).
  • C22 versus C78-C79 — critério: C22 para tumor primário hepático confirmado; C78-C79 para neoplasia secundária/metástase no fígado.
  • C25 versus C24/C23 — critério: epicentro pancreático no laudo ou imagem (pâncreas C25) versus via biliar/vesícula biliar (C24/C23).

O que é?

Neoplasias malignas invasivas originadas nos órgãos do aparelho digestivo. O agrupamento é anatômico: inclui tumores primários do trato gastrointestinal e órgãos anexos (fígado, vias biliares, pâncreas). Em geral a classificação depende do sítio primário e do laudo anatomopatológico.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a codificar aqui incluem disfagia ou odinofagia (esôfago), dor ou desconforto abdominal, perda de peso não intencional, alterações do hábito intestinal (diarreia/constipação), sangue nas fezes ou melena, icterícia, massa palpável ou vômitos persistentes.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos envolvem transformação celular por exposição a carcinógenos (tabaco e álcool no esôfago e pâncreas), infecções crônicas (Helicobacter pylori no estômago; HBV/HCV no fígado), inflamação crônica (doenças inflamatórias intestinais no cólon), fatores genéticos e dieta/obesidade. Cada sítio tem fatores de risco predominantes.

Como se chega a um código deste grupo?

O critério que define o código normalmente é o laudo anatomopatológico de biópsia ou peça cirúrgica que identifica tumor maligno no órgão primário. Imagem (endoscopia, colonoscopia, TC, RM, ultrassom, PET) localiza o sítio e estuda extensão; a confirmação histológica diferencia neoplasia primária (C15-C26) de neoplasia secundária (C77-C79).

Como costuma ser tratado?

O cuidado é multidisciplinar: diagnóstico e estadiamento por imagem e biópsia, decisão terapêutica por comitê oncológico, tratamento cirúrgico, quimioterapia, radioterapia e cuidados paliativos conforme indicação. O manejo costuma ocorrer em serviços especializados de oncologia e centros de alta complexidade do SUS ou em rede privada, com seguimento ambulatorial e internamento quando necessário.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas usadas incluem citotóxicos (antimetabólitos, platinos, taxanos) para tratamento sistêmico; terapias-alvo (inibidores de vias específicas como EGFR/VEGF) conforme marcadores tumorais; imunoterapia (inibidores de checkpoint) em tumores com indicação molecular; além de medicamentos para controle de sintomas (analgésicos, antieméticos, antibióticos para complicações). A escolha depende de histologia, estadiamento e marcadores moleculares.

Quando procurar um médico?

Sinais de alarme: sangramento gastrointestinal significativo (vômito com sangue ou fezes muito escuras), obstrução intestinal persistente, dor abdominal intensa e progressiva, icterícia de início súbito, febre associada a tratamento oncológico (possível neutropenia). Essas situações usualmente requerem avaliação imediata.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática jurídica brasileira, o pagamento e a responsabilidade sobre o afastamento seguem regras objetivas: até 15 dias quem paga é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Além disso, atestados emitidos pelo mesmo motivo somam para esse limite de 15 dias quando ocorrem dentro de 60 dias, conforme o Decreto 3.048/99, art. 75.

Quanto ao mecanismo dos 60 dias, é o CID indicado no atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma — por isso o código tem papel prático na soma dos períodos: sem o CID não há como agrupar atestados pela mesma causa para aplicar a regra dos 60 dias.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas, se o paciente opta por não declarar o CID, a soma dos atestados dentro dos 60 dias não pode ser verificada.

Para o grupo C15–C26 (neoplasias malignas dos órgãos digestivos), trata‑se de doenças neoplásicas com curso tipicamente crônico ou progressivo que demandam diagnóstico, estadiamento e tratamentos recorrentes (cirúrgicos, quimioterápicos, radioterápicos) e seguimento em serviços especializados; portanto, esses códigos costumam corresponder a situações que podem envolver incapacidade temporária em momentos do tratamento e a necessidade de acompanhamento e registro, mais do que a um quadro agudo autolimitado. Por isso a regra dos 60 dias é especialmente relevante aqui: atestados sucessivos pelo mesmo CID dentro desse intervalo podem ser somados para fins do limite inicial de 15 dias, o que impacta quem paga nos períodos iniciais de afastamento.

Perguntas frequentes sobre C15-C26

Como decidir entre C16 (estômago) e C18 (cólon) na codificação?

A decisão baseia-se na localização anatômica primária descrita no laudo anatomopatológico ou em achado endoscópico/imagem; use o código do órgão que aparece como epicentro do tumor.

Quando usar C22 em vez de códigos de metástase para lesão hepática?

C22 é aplicado para tumor primário do fígado confirmado por histologia; lesões hepáticas de origem metastática devem ser codificadas nos capítulos de neoplasias secundárias (C77-C79) conforme a procedência.

Posso omitir o CID em atestado para neoplasia maligna a pedido do paciente?

Sim, o paciente pode solicitar a omissão do CID no atestado; porém perícias e procedimentos administrativos costumam exigir documentação clínica e laudo anatomopatológico para avaliação.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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