V50-V59 — Ocupante de uma caminhonete traumatizado em um acidente de transporte
O que este código significa?
Este bloco (V50-V59) reúne eventos relacionados a ocupantes de caminhonetes traumatizados em acidentes de transporte, parte do Capítulo V (V01-Y98). Inclui subgrupos que detalham o tipo de colisão, o local do impacto e se houve envolvimento de outros veículos ou fatores ambientais. Para acidentes envolvendo outros veículos ou situações, ver V40-V49 (automóvel), V60-V69 (veículo pesado), V70-V79 (ônibus) e V01-V09 (pedestre).
Quando se usa um código deste grupo?
Usa-se este agrupamento quando o registro inicial indica que a vítima era ocupante de uma caminhonete no momento do acidente. A partir daqui o codificador deve descer à categoria específica que descreve o mecanismo, a localização do impacto e a presença de fatores como colisão com outro veículo ou capotamento. Se a informação clínica for insuficiente, buscar prontuário, boletim de ocorrência ou relato para selecionar o código mais preciso.
Com que grupos este se confunde?
V40-V49 — Ocupante de um automóvel traumatizado em um acidente de transporte: separar quando o veículo é identificado claramente como automóvel (carro de passeio) e não caminhonete.
V60-V69 — Ocupante de um veículo de transporte pesado traumatizado em um acidente de transporte: aplicar quando o veículo é classificado como caminhão ou transporte pesado, não caminhonete.
V01-V09 — Pedestre traumatizado em um acidente de transporte: escolher se a vítima estava fora do veículo, atingida enquanto caminhava ou como pedestre.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, segundo o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). Para fins práticos, o perito usa o CID do atestado para verificar se o motivo é o mesmo quando aplica a soma prevista no decreto — é por isso que o código no atestado tem importância prática para a contagem.
Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, apresentar o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS ou pelo responsável pela contagem.
O bloco V50-V59 reúne eventos de ocupantes de caminhonetes traumatizados em acidentes de transporte, que tipicamente representam quadros agudos resultantes de trauma. Dependendo da lesão sofrida, o episódio pode gerar incapacidade temporária para o trabalho ou apenas acompanhamento e registro sem afastamento; muitos casos são agudos e resolvem-se com tratamento e recuperação, enquanto outros, mais graves, podem requerer afastamento e reabilitação.
Para este código, portanto, aplica-se o enquadramento legal geral descrito acima: trata-se, em regra, de um evento agudo relacionado a acidente de transporte que pode ou não implicar incapacidade laboral conforme a gravidade individual. Quando há episódios repetidos ou novas consultas referentes ao mesmo CID dentro do intervalo legal de 60 dias, a regra de soma desses atestados passa a ter impacto maior na contagem dos 15 dias pagos pelo empregador e na necessidade de perícia a partir do 16º dia.
Que direitos este código envolve?
O enquadramento jurídico para acidentes de transporte segue mecanismos administrativos e previdenciários que exigem perícia médica para concessão de benefícios (auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, indenização). A lei reconhece categorias amplas de causas externas e acidentes; a atribuição de direito depende da comprovação documental, do nexo causal entre incapacidade e evento e das listas e critérios oficiais vigentes em cada programa ou seguradora.
Perguntas frequentes sobre V50-V59
Quando escolho V50-V59 em vez de V40-V49?
Use V50-V59 se o prontuário ou ocorrência identificar o veículo especificamente como caminhonete; se for carro de passeio, usar V40-V49.
Que documentos a perícia costuma pedir para validar um afastamento por acidente de caminhonete?
Relatório clínico relacionando lesões ao acidente, prontuário de atendimento, boletim de ocorrência ou declaração do empregador e exames que confirmem as lesões.
Posso omitir o CID no atestado quando solicitado pelo paciente?
Em geral a omissão pode ser aceita conforme norma institucional e privacidade, mas a perícia ou o processo administrativo pode requerer informação detalhada para avaliação do benefício.
Onde encontro o código correto se o acidente envolveu mais de um tipo de veículo?
Se o registro indica envolvimento múltiplo, escolher o código que descreve a vítima (ex.: ocupante da caminhonete); consultar subcategorias para mecanismo específico.
Este bloco cobre capotamento e colisões com pedestres?
Sim; o bloco cobre ocupantes de caminhonete em diversos mecanismos, mas use subdivisões ou códigos irmãos para detalhar capotamento ou colisão com pedestre.
Códigos relacionados
- V01-V09 Pedestre traumatizado em um acidente de transporte
- V01-V99 Acidentes de transporte
- V01-X59 Acidentes
- V10-V19 Ciclista traumatizado em um acidente de transporte
- V20-V29 Motociclista traumatizado em um acidente de transporte
- V30-V39 Ocupante de triciclo motorizado traumatizado em um acidente de transporte
- V40-V49 Ocupante de um automóvel traumatizado em um acidente de transporte
- V60-V69 Ocupante de um veículo de transporte pesado traumatizado em um acidente de transporte
- V70-V79 Ocupante de um ônibus traumatizado em um acidente de transporte
- V80-V89 Outros acidentes de transporte terrestre
- V90-V94 Acidentes de transporte por água
- V95-V97 Acidentes de transporte aéreo e espacial
- V98-V99 Outros acidentes de transporte e os não especificados
- W00-W19 Quedas
- W00-X59 Outras causas externas de traumatismos acidentais
- W20-W49 Exposição a forças mecânicas inanimadas
- W50-W64 Exposição a forças mecânicas animadas
- W65-W74 Afogamento e submersão acidentais
- W75-W84 Outros riscos acidentais à respiração
- W85-W99 Exposição à corrente elétrica, à radiação e às temperaturas e pressões extremas do ambiente
- X00-X09 Exposição à fumaça, ao fogo e às chamas
- X10-X19 Contato com uma fonte de calor ou com substâncias quentes
- X20-X29 Contato com animais e plantas venenosos
- X30-X39 Exposição às forças da natureza
- X40-X49 Envenenamento [intoxicação] acidental por e exposição à substâncias nocivas
- X50-X57 Excesso de esforços, viagens e privações
- X58-X59 Exposição acidental a outros fatores e aos não especificados
- X60-X84 Lesões autoprovocadas intencionalmente
- X85-Y09 Agressões
- Y10-Y34 Eventos (fatos) cuja intenção é indeterminada
- Y35-Y36 Intervenções legais e operações de guerra
- Y40-Y59 Efeitos adversos de drogas, medicamentos e substâncias biológicas usadas com finalidade terapêutica
- Y40-Y84 Complicações de assistência médica e cirúrgica
- Y60-Y69 Acidentes ocorridos em pacientes durante a prestação de cuidados médicos e cirúrgicos
- Y70-Y82 Incidentes adversos durante atos diagnósticos ou terapêuticos associados ao uso de dispositivos (aparelhos) médicos
- Y83-Y84 Reação anormal em paciente ou complicação tardia causadas por procedimentos cirúrgicos e outros procedimentos médicos sem menção de acidente ao tempo do procedimento
- Y85-Y89 Seqüelas de causas externas de morbidade e de mortalidade
- Y90-Y98 Fatores suplementares relacionados com as causas de morbidade e de mortalidade classificados em outra parte
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco V50-V59
- OMS — ICD-10, versão 2019 (V50-V59)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.